Há situações em que palavras em português e espanhol são iguais, tanto na escrita, quanto na fala, mas com significados totalmente contrários. Quem não domina o idioma acaba apelando para o “portunhol”, uma mistura das línguas oficiais do Brasil e da Venezuela. Essas diferenças foram explicadas na noite de quarta-feira (30) em live promovida pela Escola do Legislativo e transmitida pela TV Assembleia (57.3) e redes sociais da Assembleia Legislativa de Roraima (@assembleiarr).

As professoras Laeny Amaral, de Língua Portuguesa, e Aimara Allen, do curso de Espanhol, contaram sobre as dificuldades apresentadas pelos alunos e citaram diferenças de significados em palavras com mesmo som e escrita. Por exemplo, para os brasileiros, “embaraçada” quer dizer “confusa”, “complicada”. Já no país vizinho, quando uma mulher diz que está “embarazada”, ela está comunicando que está grávida.

As professoras explicaram que conhecer as duas línguas é essencial para ampliar conhecimentos e as oportunidades no mercado de trabalho e no mundo acadêmico. “A característica do Estado faz com que o espanhol se torne uma necessidade devido a força imigratória”, ressaltou Aimara Allen.

Neste período de pandemia, as aulas presenciais da Escola do Legislativa, da Assembleia Legislativa de Roraima, permanecem suspensas. Para matar a saudade, as Laeny e Aimara expuseram fotos de eventos realizados pelos alunos como apresentações culturais de encerramento e aulões voltados a preparatórios de concursos públicos.

Interação

Internautas interagiram com as professoras durante a live pelas redes sociais. Kaline Amaral direcionou a pergunta sobre a diferença dos porquês e onde usá-los. A demanda foi respondida por Laeny Amaral, de maneira lúdica. “Os porquês são palavras homônimas, mesma escrita e mesmo, mas com funções sintáticas diferentes”, explicou a professora. “Um pronome interrogativo, outro pronome relativo, substantivo e ainda como conjunção”.

Independentemente do interesse, as docentes ressaltaram que o importante é a dedicação e a motivação que leva o indivíduo a aprender mais sobre a língua materna ou estrangeira, seja pela aprovação em um concurso público, a realização de um mestrado, ou querer ganhar o mundo. As dificuldades existem para todos.

“É preciso ter muita motivação, pois aprender um idioma é um projeto de vida, não podemos falar que você vai aprender a falar espanhol em dois dias, isso nunca vai acontecer. Tem que amadurecer, estudar, conversar para praticar e errar e fazer de novo”, destacou Aimara Allen. “A dificuldade sempre vai acontecer, a diferença é como você trata essa motivação e as estratégias para desenvolver o conteúdo”, complementou Laeny Amaral.

Para quem não acompanhou a live na noite dessa quarta-feira, o conteúdo estará disponível nas redes sociais do Poder Legislativo, bem como será reproduzido na grade de programação da TV Assembleia.

Curiosidades

Para ajudar as pessoas que ainda se atrapalham com as palavras em português e espanhol, Aimara e Laeny listaram as que mais causam falhas na comunicação. Confira:

“Apellido” em espanhol quer dizer “sobrenome” e “sobrenombre” significa “apelido”;

“Borracha” em espanhol quer dizer “pessoa bêbada”. A “borracha” que usamos para apagar um erro no caderno chama-se “goma” ou “goma de borrar” em espanhol;

A “cola” que os brasileiros usam para unir dois objetos, em espanhol, escreve-se “pegamento”. “Cola” em espanhol significa “rabo”, “cauda” de animal;

Para se referir a palavra “escritório” como um lugar, um ambiente, os falantes de espanhol escrevem “oficina”;

“Vaso” em espanhol quer dizer “copo”. Há duas opções para se referir a “vaso sanitário” em espanhol: inodoro e poceta;

“Exquisito”, em espanhol, é a palavra que descreve algo gostoso, delicioso;

“Namorado”, em espanhol, escreve-se “novio”. Os falantes de espanhol usam a palavra “prometido” para se referir a “noivo”, que é o homem que vai se casar

 

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR