Agressão psicológica, medida protetiva, dependência emocional e relacionamento abusivo foram as principais dúvidas das pacientes e profissionais de saúde esclarecidas pelo CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Assembleia Legislativa. A equipe realizou uma palestra sobre violência doméstica e a legislação em um posto de saúde, no bairro Centenário, nesta quarta-feira (28).

O Centro foi convidado pela Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado de Roraima (Aterr) para participar da programação sobre a Campanha Outubro Rosa na unidade de saúde. A moradora Vitória Costa, de 18 anos, enquanto esperava pelo atendimento médico, aproveitou para participar da palestra. Os sinais de um relacionamento abusivo chamaram a atenção da jovem. “Eu possa identificar um relacionamento abusivo tão cedo o quanto antes, a ponto de não precisar sofrer nenhuma ferida ou mágoa. Tanto que eu também não preciso ganhar um inimigo, porque o companheiro que a gente escolhe é para ser nosso amigo”.

A cabeleireira Paloma Rodrigues, de 50 anos, é uma mulher transsexual. Ela também participou do bate-papo como voluntária, e destacou que qualquer pessoa está à mercê da violência doméstica, não importa a cor, orientação sexual, classe social ou religião. “A violência doméstica não é só contra a mulher, eu acho que é contra a qualquer pessoa. Essa palestra é muito importante para a gente esclarecer alguns pontos que ficam na dúvida”.

A presidente da Aterr, Sabrina Nascimento, fez esse convite ao CHAME para que mais pessoas conheçam a legislação contra a violência doméstica. “Então, muita gente não sabe sobre a Lei Maria da Penha, o que faz e protege as mulheres. Então, aproveitamos o Outubro Rosa para incentiva as pessoas, as mulheres, principalmente as mulheres trans e as travestis”.

Durante a palestra, as mulheres mostraram interesse pelo assunto. Elas até se ajudaram na hora de fazer as perguntas a equipe do CHAME composta por psicóloga, advogada e assistente social. “Teve várias dúvidas das mulheres, bem interessantes, que às vezes é a dúvida de outra pessoa que não tem coragem de perguntar”, observou a psicóloga do CHAME, Sângida Teixeira.

Texto: Vanessa Brito

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR