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NO AMBIENTE ESCOLAR
Teamarr capacita monitores do Colégio de Aplicação para atender crianças atípicas

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), programa permanente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), promoveu, nesta sexta-feira (16), uma capacitação para 30 cuidadores e monitores que trabalham com crianças atípicas no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima (CAP-UFRR.)

A formação foi ministrada pelos servidores do Teamarr, psicopedagoga Roziane Melville Messa e por Caio Leite, coordenador da equipe de atendimento baseado em ABA, sigla inglesa que, traduzida, significa Análise do Comportamento Aplicada. Os tópicos abordados foram “Cuidar de Quem Cuida: Sensibilidade, Limites Emocionais e Qualidade no Atendimento a Públicos Vulneráveis.”, voltados à saúde emocional e autocuidado dos próprios profissionais.

Além da palestra, os participantes vivenciaram uma atividade prática, na qual foram convidados a falar sobre as suas emoções com o auxílio de bonecos representativos, explicando em que situações costumam sentir medo, raiva, ansiedade e como fazem para lidar com isso.

“No retorno desses profissionais [às aulas], tanto os novos como os antigos, a gente pretende capacitar para que as crianças, adolescentes e alguns adultos também consigam se sentir acolhidos. E para a pessoa que está cuidando dessa criança não se sinta adoecendo. A gente fala de se conhecer para se cuidar, a responsabilidade da sensibilidade, das emoções”, explicou a psicopedagoga.

Outro ponto discutido foi o “Manejo de Comportamentos Interferentes”, que tratou de situações como birras, agressividade ou fugas, ensinando como prevenir, diminuir e redirecionar esses comportamentos.

Para o coordenador da equipe de atendimento do Teamarr, Caio Leite, a busca por esse tipo de orientação é frequente entre profissionais da área.

“Esta é uma temática que frequentemente nos é apresentada, principalmente por cuidadores e professores, que buscam orientações sobre como lidar com comportamentos que podem ser desafiadores. Frequentemente, nos referimos a comportamentos mais delicados, como agressões, xingamentos ou mesmo a agitação em sala de aula, incluindo crianças que resistem a entrar em sala. Essas manifestações são comumente identificadas como birras, um termo que, embora não tecnicamente preciso, serve para ilustrar os comportamentos desafiadores em questão”, ressaltou.

Para o técnico em assuntos educacionais do Colégio de Aplicação, Juan Carvalho, capacitações como essa são fundamentais para garantir um acolhimento adequado aos estudantes no início do ano letivo.

“Sendo a maior unidade da Universidade Federal em atendimento direto ao público, atendemos aproximadamente 500 alunos. Dentre esses, há um número significativo de alunos com neurodivergências e diversas deficiências. Para atender a essas necessidades, o colégio oferece, além do atendimento educacional especializado e de professores qualificados, uma equipe de colaboradores composta por cuidadores e monitores que atuam diretamente com os alunos”, frisou o técnico.

A monitora Andrea, que trabalha há oito anos no colégio, destacou que a capacitação reforça a prática diária e amplia o olhar para as questões emocionais dos alunos.

 “Aprendemos muitas coisas, principalmente sobre a questão emocional dos alunos. Porque eles chegam de formas variadas, ora tristes, ora alegres, e nós não sabemos como vão se comportar. A cada dia aprendemos algo novo com eles”, disse.

Já o monitor Kennedy ressaltou a importância de compartilhar esse conhecimento em um ambiente colaborativo como a escola.

 

“É crucial compreender que cada situação é única. Através desse conhecimento, podemos entender e buscar a melhor forma de solucionar cada desafio. Portanto, para nós, este conhecimento é de grande valor”, avaliou o monitor, que trabalha há dois anos no colégio.

 Teamrr

 

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr) é vinculado ao Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima, presidido pela deputada Angela Águida Portella (Progressistas).

O programa oferece, gratuitamente, atendimento pedagógico, psicológico, social e terapêutico, além de realizar ações de conscientização e integração entre escola, família e comunidade. O Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida Santos Dumont, nº 1.193, bairro São Francisco.

 

 

 

 

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Texto: Yuri Hupsel

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR

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