Ações de combate ao tráfico de pessoas, conscientização no ambiente escolar, prevenção aos diferentes tipos de violência, diálogo com o a população e o fortalecimento de redes de apoio marcaram o trabalho do Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), ao longo de 2025.
Somente no ano passado, o programa realizou 40 encaminhamentos de vítimas de diferentes tipos de violências às autoridades competentes, como Polícia Federal, Polícia Civil, Casa da Mulher Brasileira, Conselho Tutelar, entre outras instituições. O resultado do trabalho é fruto da integração entre o PDDHC e as instituições – foram mais de 30 reuniões de alinhamento ao longo do ano.
“Essa parceria nos traz mais rapidez nos atendimentos, principalmente nos casos de tráficos de pessoas. Este ano, conseguimos trazer, através do Conselho Tutelar, dois meninos que estavam no Peru, uma menina que estava na Colômbia, além das meninas que ficaram presas na Guiana”, informou a diretora do programa, Socorro Santos.
Reconhecimento nacional
O trabalho desenvolvido pelo PDDHC também ganhou visibilidade em eventos nacionais, como a Oficina de Fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil, da Conferência Nacional em Direitos Humanos; no I Fórum de Debate sobre o Trabalho Infantil Indígena e Migrante; na Pré-COP 30 Roraima; além de quatro apresentações na Revisão do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes.
Educar é Prevenir
Em 2025, o projeto “Educar é Prevenir”, que tem como foco alertar jovens sobre o tráfico de pessoas em Roraima, alcançou a marca de 60 escolas atendidas com ações de orientação e palestras desde a sua fundação, em 2017.
Para o coordenador do projeto, Glauber Batista, o trabalho contínuo de orientação e conscientização tem sido fundamental para envolver crianças, adolescentes, professores, gestores e toda a comunidade escolar.
“Nós, que temos duas fronteiras muito próximas, Venezuela e Guiana, e a BR-174 também, ligando Amazonas e Roraima, a gente é rota, infelizmente, para tráfico de pessoas e exploração de crianças e adolescentes”, acrescentou.
A chefe da Divisão de Desenvolvimento Psicossocial Escolar da Secretaria Estatual de Educação (Seed), Maria de Nazaré Sicsú Silva, reforça que a parceria com o projeto “Educar é Prevenir” tem gerado resultados concretos.
“Teve o caso de um aluno de 16 anos que, após participar do projeto, procurou a coordenadora da escola falando sobre uma moça que chamou ele para viajar. Que essa moça ia buscar ele no aeroporto. Imediatamente, suspeitamos da possibilidade de tráfico de pessoas, acionamos o Conselho Tutelar, a família do aluno e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. E, no fim das contas, de fato era um caso desses”, relatou.
Desafios para 2026
A diretora do PDDHC, Socorro Santos, destacou desafios importantes a serem enfrentados este ano, como o aumento da violência no ambiente virtual, tema que já vem sendo abordado nas ações realizadas neste mês de janeiro. Ela também mencionou a falta de uma política de governo para o enfrentamento ao tráfico de pessoas em Roraima, o que compromete o trabalho de prevenção e o encaminhamento adequado das vítimas.
“A gente sabe que o governo estadual e os governos municipais ainda não têm uma política pública para o enfrentamento ao tráfico de pessoas. Mas nós, da Assembleia Legislativa, desde 2016, trabalhamos como referência nesse campo”, destacou Socorro.
Atendimento
A sede Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) está localizada em Boa Vista, na avenida Ville Roy, nº 5717, sala 112, 1º andar, Centro. Também é possível solicitar atendimento ou fazer denúncias pelo telefone (95) 98402-1493 e pelos emails programapdhc@gmail.com ou traficodepessoas.rr@gmail.com.
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Texto: Yuri Hupsel
Fotos: Arquivo SupCom
SupCom ALERR





