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CUIDADO E INCLUSÃO
Oficina de pintura promove acolhimento e bem-estar para mães atendidas pelo Teamarr

Oficina é realizada no Teamarr em homeagem ao Dia Internacional da Mulher

Um momento de cuidado, autoconhecimento e troca de experiências. Essa foi a proposta da programação do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), realizada na tarde desta segunda-feira (9), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. As participantes puderam ter um momento descontraído e de relaxamento por meio da arte em uma oficina de pintura, ministrada pela artista plástica Elizangela Borges.

Psicóloga Daniele de Oliveira explica que rotina intensa de cuidados incentivou esse momento de lazer para as mulheres

A equipe de psicologia do Centro identificou a necessidade de oferecer um espaço de acolhimento também para as mulheres que acompanham as crianças atendidas no local. Segundo a psicóloga Daniele de Oliveira, a maioria do público que frequenta o Teamarr é formada por mães, avós e outras cuidadoras, que muitas vezes enfrentam uma rotina intensa de cuidados e responsabilidades.

“Essa ideia surgiu dos atendimentos individuais que eu realizo com as mães, com as famílias daqui do Teamarr. As mulheres, elas são a maioria aqui do nosso público, são as mães que estão aqui. As mães, as avós, as cuidadoras, as tias”, disse.

Além de promover um momento de relaxamento e expressão artística, a proposta também busca fortalecer vínculos entre as participantes e estimular a criação de redes de apoio. Para a equipe do centro, o cuidado com quem está na linha de frente do acompanhamento das crianças é essencial para o bem-estar de toda a família.
A psicóloga destaca que muitas mulheres enfrentam o processo de descoberta do autismo praticamente sozinhas e, por isso, precisam de espaços onde possam compartilhar experiências, trocar informações e encontrar suporte emocional.

“Faz total diferença a gente acolher essa mãe ou essa cuidadora primordial. Porque se a mãe adoece, é porque o ambiente falhou em dar suporte para essa mãe. Então, quando a gente oferece essa terapia de grupo para as mães, é mais um suporte, mais um apoio”, destacou.

Mãe de duas crianças atípicas, Sueli Rocha afirma que a oficina proporcionou momento de paz e sossego

Mãe de duas crianças atípicas, uma delas diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Sueli Rocha conhece de perto os desafios da rotina de cuidados. Os três são atendidos pelo Teamarr e, nesta segunda-feira, ela organizou o dia para conseguir participar da oficina e dedicar um tempo para si.
Segundo Sueli, a rotina de uma família atípica é intensa e, muitas vezes, não sobra espaço para pausas. Para ela, momentos como o proporcionado pela oficina ajudam a aliviar o cansaço mental e a encontrar um pouco de tranquilidade em meio às responsabilidades do dia a dia.
“Isso aqui me concentra e eu consigo ficar vendo. Eu não estou ouvindo ninguém aqui. Eu estou focada, sem ouvir, nem ver nada. E acaba que é um desligamento, um momento de paz que a gente procura, um sossego. Muito bom. Vale a pena.”, afirmou.

Artista plástica Elizangela Borges explica que sentimentos podem ser expressados através da arte

Responsável por conduzir a atividade, a artista plástica Elizângela Borges explicou que a proposta da oficina é utilizar a arte como ferramenta terapêutica. Segundo ela, a prática permite que sentimentos e emoções muitas vezes guardados encontrem uma forma de expressão.
A artista destaca que esse processo já é utilizado em atividades com crianças e que, na oficina com as mães, a ideia é proporcionar o mesmo espaço de acolhimento e expressão, especialmente para mulheres que lidam diariamente com os desafios de cuidar de filhos atípicos.
“A arte e terapia vêm justamente para mostrar que, através da arte, é possível expressar sentimentos que muitas vezes ficam reprimidos. Com as mães, o objetivo é esse também, que elas possam colocar para fora o que carregam dentro de si”, ressaltou.
Além do aspecto terapêutico, a oficina também busca despertar novas possibilidades para as participantes. De acordo com Elizângela Borges, a arte pode se tornar não apenas um momento de bem-estar, mas também uma alternativa de geração de renda, especialmente para mulheres que muitas vezes não conseguem trabalhar fora de casa por causa da rotina de cuidados com os filhos.
A artista afirma que a intenção é mostrar às participantes que elas têm potencial para desenvolver novas habilidades e, se desejarem, transformar a produção artística em uma atividade complementar.
“Eu quero mostrar para elas que, através da arte, elas são capazes de produzir e até conseguir uma renda. Muitas mães não conseguem trabalhar fora porque não têm com quem deixar os filhos. A arte pode ser uma forma de libertar os sentimentos e também ajudar a ganhar um dinheirinho para sustentar a família”, frisou.

Para a avó átipica, Jaina de Oliveira, a oficina trouxe momento de autoajuda e oportunidade de troca de experiências

Dona de casa e avó atípica, Jaina de Oliveira também participou da oficina e aproveitou o momento para descobrir uma nova habilidade. A neta dela, Eloá, é acompanhada pelo Teamarr há cerca de um ano, período em que a família passou a contar com orientação e suporte no cuidado e no desenvolvimento da criança.
Para Jaina, além do lazer, o encontro também representa uma oportunidade de troca de experiências entre as famílias que vivem realidades semelhantes e compartilham desafios no cuidado com crianças atípicas.
“Esse momento está sendo incrível porque eu estou descobrindo que eu gosto da pintura. Não é só o lazer, isso daqui também é uma autoajuda. E é muito importante ter momentos como esse para a gente trocar experiências e falar sobre o suporte que a gente precisa”, ressaltou.

Cuidando de quem cuida 

Diretora do Teamarr diz que a expectativa é que o centro atenda mais mães e cuidadores com a inauguração do novo prédio

O trabalho desenvolvido pelo centro busca atender não apenas crianças e adolescentes, mas também oferecer suporte às famílias que acompanham de perto o processo de desenvolvimento dos atendidos.
A diretora administrativa do Teamarr, Caroline Martins, explica que o acolhimento às mães e cuidadoras faz parte da proposta da instituição, que utiliza diferentes estratégias para garantir apoio emocional e fortalecer a dinâmica familiar. Entre essas ações estão atendimentos psicológicos e atividades como a oficina realizada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
“O lema do nosso projeto é cuidar de quem cuida. Então, nós não poderíamos atender somente as crianças e adolescentes e deixar de atender a família. As mães têm uma sobrecarga muito grande e precisam desse apoio”, reforçou.

A expectativa do centro é que, com a expansão e o novo prédio, o acolhimento às famílias seja estendido. 

“Hoje, a psicóloga Daniela atende cerca de 50 mães aqui no Teamarr, e a gente precisa expandir esse atendimento. Essa é uma estratégia que também vai acontecer aqui neste prédio e no novo prédio do Teamarr”, finalizou. 

Sobre o Teamarr
O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), criado em 2022 por meio da Resolução nº 002/2023, integra o Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A iniciativa acompanha, instrui e sensibiliza os cidadãos sobre seus direitos sociais, promovendo cidadania e inclusão.
Entre as áreas especializadas disponíveis estão psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia, além de atividades coletivas como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Grupo de Habilidades Sociais e Emocionais e o Projeto Turistea. O espaço oferece acolhimento, terapias e orientações a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como capacitação a familiares e profissionais da saúde.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco, em Boa Vista.
Contato: (95) 99129-7119
Call Center: 0800 006 0670

Acompanhe as ações do Legislativo 

Quer saber tudo o que acontece na Casa Legislativa? Basta acessar o site da Assembleia. Diariamente, a TV Assembleia, canal 57.3, e a Rádio Assembleia, 98,3FM, têm reportagens sobre o que está sendo discutido e aprovado pelos deputados. Se deseja ter toda a programação da emissora legislativa na palma da mão, baixe o aplicativo tvAleRRPlay.

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Texto: Monica Gizele 

Fotos: Eduardo Andrade 

SupCom ALERR

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