CULTURA E JUVENTUDE
Magia, dança e emoção marcam espetáculo “Alice no País das Maravilhas” do CCJuv

Montagem reuniu 171 alunos em duas sessões no Centro Amazônico de Fronteiras e transformou meses de preparação em uma experiência de arte e descoberta

 

O universo fantástico de “Alice no País das Maravilhas” ganhou vida no palco do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), neste sábado (24), em Boa Vista. Com coreografias, cenas teatrais e personagens conhecidos, 171 alunos do Centro de Convivência da Juventude (CCJuv), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), protagonizaram uma apresentação marcada pela criatividade, talento e emoção.

Dividido em duas sessões, às 18h e às 20h, o espetáculo levou o público a acompanhar a aventura de Alice, uma menina curiosa que segue um Coelho Branco e descobre um mundo onde a imaginação transforma tudo. Ao longo de 13 cenas, os estudantes deram vida a personagens como o Chapeleiro Maluco, o Gato Risonho, a Lagarta Absolem, a Rainha de Copas e a Rainha Branca.

A montagem combinou apresentações de balé e ginástica rítmica com cenas teatrais e diálogos entre os personagens. A história passou por diferentes ambientes do País das Maravilhas, incluindo a floresta encantada, o chá com o Chapeleiro Maluco, o castelo da Rainha de Copas e o reino da Rainha Branca, até chegar à batalha final e ao encontro de todo o elenco no encerramento.

Do início à apresentação

 

Foram quatro meses de produção, desde a apresentação do projeto, aprovação e execução, neste sábado. O diretor artístico, Joandson Marques, explicou que, só a seleção do elenco levou mais de um mês e meio.

O diretor artístico, Joandson Marques, explicou que, só a seleção do elenco levou mais de um mês e meio.

“E aí, começamos o processo de montagem coreográfica, leitura visual do espetáculo, cenografia, iluminação e pós-produção. Então, realmente, foram quatro meses que passaram voando para a gente e estamos muito felizes por ter conseguido chegar no dia da estreia. Foi muito especial”, frisou.

Marques também ressaltou que o espetáculo foi marcado por expectativa, tensão e muita responsabilidade. O trabalho envolveu, além de uma grande equipe, o apoio dos pais para “abrilhantar o espetáculo”.

“Tivemos uma equipe muito grande e a parceria com os pais nos ajudou a abrilhantar o espetáculo, deixando a obra com nossa cara, bonita e representativa. A escolha de ‘Alice no País das Maravilhas’ foi pensada a partir da vivência com as crianças ao longo do ano. Por isso, nada melhor do que trazer um conto da literatura mundial, mostrando alguns elementos que apontam representatividade e que trazem algo que elas nos entregam todos os dias. Coreografias compuseram 80% da apresentação, foi tudo muito bonito e as danças foram a cereja do bolo”, finalizou.

Talento e emoção em cena

A experiência de participar de uma produção dessa dimensão também representa uma oportunidade de descoberta para os alunos que estão começando a se apresentar em público. Entre os destaques está Maria Nara, de 13 anos, que interpretou a Rainha de Copas. Integrante do CCJuv desde 2022, ela deu vida à personagem de personalidade marcante, conhecida por sua presença e seu temperamento forte. Para a menina, as expectativas pós-apresentação foram superadas.

Entre os destaques está Maria Nara, de 13 anos, que interpretou a Rainha de Copas.

“Me surpreendi. Eu não esperava isso tudo. Minhas expectativas estavam muito altas, mas, quando terminamos a apresentação, sentimos que as expectativas foram superadas e eu estou muito feliz com o resultado. Minha personagem tem uma participação muito importante e, dentro da trama, essa luta final foi muito impactante”, comentou, destacando que a persistência é a característica da personagem com a qual ela mais se identifica.

O João Paulo Monteiro é aluno de jazz no CCJuv há dois anos e representou o personagem Chapeleiro Maluco.

João Paulo Monteiro é aluno de jazz no CCJuv há dois anos e representou o personagem Chapeleiro Maluco. Ele contou que esse foi o primeiro contato com o teatro, e que foi um desafio interpretar um personagem tão icônico dos desenhos. Antes de subir no palco, ele não escondeu a ansiedade.

“Estou muito ansioso, claro. Não vejo a hora de subir no palco, o nervosismo está lá em cima. Está sendo uma grande oportunidade para mim como artista, e está sendo bem legal tudo isso, por ser minha primeira vez com o teatro, eu nunca havia atuado. O personagem é bem engraçado, tem aquelas expressões que são bem difíceis de fazer e está sendo muito bom tudo isso”, relatou.

Uma experiência compartilhada com as famílias

Na plateia, pais e responsáveis acompanharam o resultado dos ensaios e a participação das crianças em uma produção coletiva. Para as famílias, a apresentação também foi uma oportunidade de reconhecer o desenvolvimento dos filhos e valorizar o envolvimento deles com a arte.

A empresária Emília Zago, mãe da Anna Zago, que interpretou a protagonista Alice, falou da emoção de ver a filha se apresentando para milhares de pessoas.

A empresária Emília Zago é mãe da Anna Zago, que interpretou a protagonista Alice. Ela conta que a emoção de ver a filha se apresentando para milhares de pessoas estava à flor da pele.

“A gente, como mãe, fica toda emocionada. A Anna já é acostumada com o balé, porque ela dança desde os três aninhos. Vê-la no palco foi motivo de orgulho. O papel do CCJuv na comunidade é excelente, porque, hoje, o mundo é muito inserido na internet e a gente acaba viciando nossas crianças. Então, toda oportunidade que a gente tiver de colocá-las para fazer uma arte ou um esporte, é válido”, afirmou.

Preparação e desafios

Esta foi a segunda vez que o CCJuv apresentou um espetáculo em alusão ao Dia da Bailarina. Para a diretora do CCJuv, Claudimar Costa, este ano foi mais desafiador, devido à junção de mais duas modalidades além do balé: o jazz e a ginástica rítmica.

Para a diretora do CCJuv, Claudimar Costa, este ano foi mais desafiador, devido à junção de mais duas modalidades além do balé: o jazz e a ginástica rítmica.

“Integrar as linguagens sem perder a essência do tema foi o maior desafio, porque tivemos que agregar essas modalidades de maneira que não destoasse do título do espetáculo. A montagem reuniu os três polos da capital, somando 171 alunos. Os ensaios foram intensos e exigiram dedicação do elenco. Foi tudo muito pensado, os ensaios foram exaustivos, mas, as crianças não mediram esforços para que chegassem à perfeição”, comemorou.

‘O que a gente busca, é conhecer e descobrir os talentos e a capacidade de cada um e fortalece-los’, disse superintendente de Programas Especiais, Marília Pinto.

A diretora-geral do espetáculo e superintendente de Programas Especiais da ALERR, Marília Pinto, acompanhou a realização da montagem, que envolveu alunos, professores e equipes responsáveis pela produção. De acordo com ela, o objetivo do programa social, que trabalha com crianças, jovens e adultos, é identificar e fortalecer as habilidades individuais de cada aluno.

“O que a gente busca, e é uma forma de educação importante, é conhecer e descobrir os talentos e a capacidade de cada um e fortalecê-los. Também buscamos fazer com que eles entendam que é preciso ter disciplina, concentração e cooperação, para realizar lindas tarefas, a exemplo desse espetáculo. A escolha do tema dialoga com a proposta de formação, porque essa história traz muito disso, do autoconhecimento, de saber que na vida existem caminhos que você pode seguir. É isso o que a Alice descobre e é isso que nós queremos levar para os nossos alunos. Então, ficamos muito felizes de tê-los aqui, em cada conquista diária, superando cada dificuldade. Eles entregaram tudo e tenho certeza de que todas as famílias amaram”, disse.

 

Arte como parte da formação

Mais do que encenar uma história conhecida, a montagem proporcionou aos participantes a experiência de integrar uma produção artística, trabalhar em equipe e desenvolver habilidades como expressão corporal, criatividade e autoconfiança. O presidente da ALERR, deputado Jorge Everton (União) destacou o papel do CCJuv na formação dos alunos.

O presidente da ALERR, deputado Jorge Everton destacou o papel do CCJuv na formação dos alunos.

“Estou muito feliz. Quero parabenizar toda a equipe do CCJuv, em nome da superintendente Marília, que tem feito um brilhante trabalho com nossos jovens. Hoje, os alunos puderam mostrar um pouco do carinho, da dedicação, e do amor que os nossos servidores passam para eles no dia a dia. Foi uma noite de muito brilho e alegria, na qual os pais puderam se orgulhar do trabalho belíssimo que é feito com seus filhos. Isso consolida as atividades desenvolvidas durante o ano e nos fortalece e prepara para o próximo ano, que será desafiador, mas, vamos aprimorar ainda mais”, ressaltou.

Bastidores de magia

A preparação para o espetáculo começou ainda de madrugada, com a organização dos materiais às 4h e o início da maquiagem artística às 6h30. O maquiador Adeilton Silva participou da transformação dos alunos nos personagens do universo fantástico de Alice.

O maquiador Adeilton Silva foi um dos responsáveis pela caracterização das crianças.

“Como é uma maquiagem artística, né, e o espetáculo Alice mostra muito encanto e muita magia, a gente busca levar essas características para que o público também mergulhe nesse universo”, explicou.

Além das sessões presenciais, o espetáculo foi transmitido ao vivo pela TV Assembleia, no canal 57.3, e pelo canal oficial da Assembleia Legislativa de Roraima no YouTube (@assembleiarr). O local contou ainda com um espaço instagramável para as famílias registrarem o momento. As fotos estão disponíveis no Flickr da Assembleia.

 

 

 

Texto: Bárbara Carvalho e Suzanne Oliveira

Fotos: Alexsandro Carvalho | Jader Souza | Marley Lima | Nonato Sousa

SupCom ALERR – 24.10.2026