OPORTUNIDADE
Escolegis oferta 720 vagas em cursos presenciais gratuitos

As inscrições começam na próxima segunda-feira (9), pelo site da Assembleia Legislativa, e contemplam cursos em diferentes áreas e turnos

A Escola do Legislativo (Escolegis), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), abre, nesta segunda-feira (9), 720 vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional em Boa Vista. As inscrições poderão ser feitas a partir das 10 horas, pelo site al.rr.leg.br.

A primeira etapa das inscrições será realizada de 9 a 11 de novembro e contará com 660 vagas em cursos presenciais nas áreas de recursos humanos, administração, espanhol para iniciantes, atendimento ao público, cuidador escolar e edição de fotos e vídeos pelo celular. Confira a lista de oportunidades:

CURSO

C/H

PERÍODO

VAGAS

A PARTIR

Auxiliar de Recursos Humanos

40h

16/11 a 27/11 – 08h às 12h

80

14 ANOS

Edição de Fotos e Vídeos no Celular

40h

16/11 a 27/11 – 08h às 12h

60

14 ANOS

Tortas Salgadas

20h

16/11 à 20/11 – 08h às 12h

20

16 ANOS

Design de Sobrancelha com Henna

20h

16/11 à 20/11 – 08h às 12h

20

14 ANOS

Sobremesas Natalinas

20h

23/11 a 27/11 – 08h às 12h

20

16 ANOS

Pintura em Telas

20h

23/11 a 27/11 – 08h às 12h

20

14 ANOS

Assistente Administrativo

40h

16/11 a 27/11 – 14h às 18h

80

14 ANOS

Espanhol para Iniciantes

40h

16/11 a 27/11 – 14h às 18h

60

14 ANOS

Tortas Salgadas

20h

16/11 à 20/11 – 14h às 18h

20

16 ANOS

Design de Sobrancelha com Henna

20h

16/11 à 20/11 – 14h às 18h

20

14 ANOS

Sobremesas Natalinas

20h

23/11 a 27/11 – 14h às 18h

20

16 ANOS

Amigurumi para Iniciantes

20h

23/11 a 27/11 – 14h às 18h

20

14 ANOS

Atendimento ao Público

40h

16/11 a 27/11 – 18h às 22h

80

16 ANOS

Cuidador Escolar

40h

16/11 a 27/11 – 18h às 22h

60

16 ANOS

Tortas Salgadas

20h

16/11 à 20/11 – 18h às 22h

20

16 ANOS

Limpeza de Pele

20h

16/11 à 20/11 – 18h às 22h

20

16 ANOS

Sobremesas Natalinas

20h

23/11 a 27/11 – 18h às 22h

20

16 ANOS

Spa dos Pés

20h

23/11 a 27/11 – 18h às 22h

20

16 ANOS

As outras 60 vagas são destinadas ao curso de Informática Básica, cujas inscrições estarão abertas a partir das 10 horas do dia 12 de novembro. As oportunidades contemplam os turnos matutino, vespertino e noturno e são destinadas a pessoas com idade mínima de 14 ou 16 anos, conforme o horário pretendido.

As aulas iniciam no dia 16 e seguem até 27 de novembro, com carga de 40h. Serão disponibilizadas três turmas com 20 vagas em cada: pela manhã, das 8h às 12h, a tarde das 14h às 18h, e a noite das 18h às 22h.

A programação também contém cadastro reserva, os alunos que não comparecerem ao primeiro dia de aula serão substituídos pelos candidatos dessa lista.

A diretora da Escolegis, Lene Matos, destaca a importância da capacitação profissional gratuita para ampliar as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho.

A Escola do Legislativo busca ampliar o acesso da população a capacitação e preparar os participantes para as exigências do mercado de trabalho. A diretora da Escolegis, Lene Matos, reforça que os cursos são ministrados por profissionais qualificados e todos os insumos necessários para as atividades são disponibilizados gratuitamente.

“O nosso objetivo é proporcionar a todos a oportunidade de se capacitar e se qualificar para o mercado de trabalho, que está ficando cada vez mais exigente. Temos a preocupação de buscar sempre os profissionais mais renomados, garantindo cursos com qualidade e de forma gratuita”, destaca.

Ela acrescenta que a oferta de cursos neste final de ano busca dar oportunidade para que os interessados iniciem o próximo ano com o currículo atualizado.

A sede da Escolegis está localizada na Avenida Venezuela, nº 1645, bairro Liberdade, zona Oeste.

Texto: Álvaro Sales

Fotos: Alexsandro Carvalho, Eduardo Andrade, Alfredo Maia

SupCom ALERR – 07.11.2026

 

 

 

 

 

ADOLESCÊNCIA PROTEGIDA
“Educar é Prevenir” chega à 68ª escola e fortalece conscientização de estudantes sobre o tráfico humano

Projeto alerta alunos dos ensinos fundamental e médio, por meio de palestras, roda de conversa, distribuição de materiais informativos e capacitação da comunidade escolar

O tráfico humano é uma atividade criminosa que tem como finalidade a exploração de pessoas para fins sexuais, trabalho análogo à escravidão, remoção de órgãos e tecidos, além de adoção ilegal. Entre as principais vítimas estão crianças e adolescentes, que podem ser aliciados por meio de falsas promessas de melhoria de vida, como ofertas de emprego no exterior.

Zairon Duarte, de 15 anos, e aluno do 9° ano, deu seu depoimento sobre o assunto aos demais colegas.

Como forma de alertar os jovens sobre esse tipo de crime, o Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), criou o projeto “Educar é Prevenir”, para alertar alunos dos ensinos fundamental e médio. Por meio de palestras, roda de conversa, distribuição de materiais informativos e capacitação da comunidade escolar, os envolvidos atuam como multiplicadores de informação e agentes de proteção.

Nesta sexta-feira (6), a equipe encerrou a programação do projeto na Escola Estadual Professora Coema Souto Maior Nogueira, a 68ª instituição de ensino que participa da iniciativa da ALERR. Zairon Duarte, de 15 anos, e aluno do 9° ano, deu seu depoimento sobre o assunto aos demais colegas. O rapaz acredita que o tema deve ser falado sem censura. Ele também frisou a importância de conscientizar a população estudantil, principalmente no ambiente virtual.

“Eu acho que as pessoas deveriam ter mais ciência sobre isso, porque acontece muito no mundo real e virtual. Existe muita gente má e, querendo ou não, coisas ruins sempre vão acontecer. Sou muito ativo nas redes sociais e nos jogos on-line. Sei de casos de amigos que receberam mensagens estranhas, eu também já recebi, e minha iniciativa foi denunciar”, relatou.

O vice-diretor da Escola, Marco Aurélio Sousa, comentou que se surpreendeu com a quantidade de casos referentes ao crime que ocorrem em Roraima.

Essa é a primeira vez que a escola recebe o projeto. O vice-diretor, Marco Aurélio Sousa, comentou que se surpreendeu com a quantidade de casos referentes ao crime que ocorrem em Roraima. Para ele, esse tipo de ação tranquiliza a comunidade escolar, pois deixam os alunos em alerta e informados para identificar uma possível tentativa de crime.

“Percebemos que os alunos ficaram em silêncio e prestaram atenção ao que foi passado, pois é um assunto que interessa a eles. Eles já tinham uma certa noção sobre o tema. No entanto, as informações passadas pelos órgãos atuantes, ajudaram a clarear as dúvidas que eles tinham. Acho que essas palestras deveriam ser obrigatórias em toda a rede de ensino, tanto estadual quanto municipal”, sugeriu.

O conselheiro tutelar Kalleb Ribeiro também esteve presente no encerramento da programação e falou sobre os sinais de alerta de abuso sexual.

O conselheiro tutelar Kalleb Ribeiro também esteve presente no encerramento das atividades e falou sobre os sinais de alerta de abuso sexual. Segundo ele, a abordagem do tema nas escolas, além de fundamental para conscientizar crianças e adolescentes sobre a prevenção, não deve ser tratada como um tabu dentro de casa.

“Os pais, às vezes, pensam que isso é educação sexual e não é, isso é prevenção. É algo que realmente os alunos precisam entender e muitos pais criam um tabu para falar. Diversos adolescentes nunca ouviram falar e não sabem o que é porque a família nunca falou. Então, é preciso dialogar. Há alunos que já foram abusados e não sabem que isso foi um abuso. Por isso, essa fala precisa acontecer. A ignorância ajuda o agressor a ganhar e a gente precisa vencer essa luta”, destacou Ribeiro.

O coordenador do projeto, Glauber Batista, explicou que o PDDHC passou a ampliar a participação de escolas do ensino fundamental no cronograma de atividades.

O coordenador do projeto, Glauber Batista, explicou que, desde o ano passado, o PDDHC passou a ampliar a participação de escolas do ensino fundamental no cronograma de atividades, considerando a necessidade de levar orientações também aos estudantes de faixas etárias mais baixas. Conforme ele, a participação dos alunos, das lideranças estudantis e dos professores capacitados ao longo da semana foi um dos destaques desta edição.

“Hoje eles foram muito participativos. Inclusive, os líderes, vice-líderes e professores que a gente capacitou durante a semana. Toda a escola está de parabéns. É muito bom quando a gente vê esse envolvimento em um projeto que trabalhamos desde 2017. Estamos alerta aos sinais e o meio mais eficaz dos aliciadores é, infelizmente, o celular, as redes sociais, e os aplicativos que não são ilegais de baixar, mas são ilegais no Brasil. Então, a gente conversa com eles e fala, principalmente, sobre os cuidados que eles têm que ter nessas abordagens e nas falsas promessas que existem”, pontuou.

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 03.11.2026

CULTURA RORAIMENSE
Mostra literária valoriza produção de profissionais da segurança pública em Roraima

Evento na Assembleia Legislativa reúne cerca de 24 obras, destaca livro inspirado em caso real e abre espaço para escritores da Polícia Civil

A literatura produzida por profissionais da segurança pública ganhou espaço na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), nesta sexta-feira (6), durante uma mostra literária realizada no Espaço Maria Luiza Vieira Campos. A programação ocorreu logo após a cerimônia de lançamento do livro “Voz de Prisão”, da escritora Luciana De Gnone, e do documentário produzido pela TV Assembleia sobre a história que inspirou a obra.

A mostra reuniu cerca de 24 publicações de autores ligados à segurança pública, com exposição de livros e sessão de autógrafos.

A escritora Luciana Gnone apresenta o livro “Voz de Prisão” durante sessão de autógrafos.

Para Luciana De Gnone, que veio pela primeira vez a Roraima durante a produção de seu livro Voz de Prisão, a sessão de autógrafos representa a realização de um trabalho que começou há quase dois anos, quando conheceu a história que deu origem à publicação. A escritora destacou a emoção de apresentar a obra no estado e o apoio recebido para compartilhar o trabalho com o público.

“Uma sessão de autógrafos é a realização do trabalho, daquele momento tão especial, de vários meses de dedicação. Nesse caso, é ainda mais especial, porque essa história chegou para mim de uma maneira inesperada. Fico muito feliz de estar aqui, trazendo esse livro para casa depois de quase dois anos”, comentou.

O deputado Marco Jorge destaca a importância de valorizar a produção literária de profissionais da segurança pública.

O deputado Marcos Jorge (Republicanos), responsável pela condução da cerimônia, destacou que a iniciativa incentiva a cultura, a leitura e a educação, além de dar visibilidade aos profissionais do estado que também se dedicam à produção literária. As obras apresentadas contemplam diferentes áreas, desde poesias até trabalhos acadêmicos desenvolvidos por servidores da segurança pública.

“É um incentivo importantíssimo. Estamos falando de cultura, de literatura e de incentivo à leitura. São obras relacionadas à segurança pública, de autores que fazem parte da nossa estrutura e que transformaram suas pesquisas em produção literária”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais da ALERR, Nattacha Vasconcelos, fala sobre a proposta cultural do espaço da Assembleia Legislativa.

A diretora de Relações Institucionais da ALERR, Nattacha Vasconcelos, explicou que o Espaço Cultural Maria Luiza Vieira Campos foi criado para receber propostas e eventos culturais, incluindo atividades literárias e exposições. Segundo ela, a mostra foi pensada para divulgar o trabalho dos servidores da Polícia Civil.

“A Polícia Civil trouxe a proposta, para prestigiar a escritora e também os outros autores, que são agentes da Polícia Civil, foi pensada essa mostra literária, aproveitando que esse público estaria aqui para divulgar também o trabalho dos demais policiais”, detalhou.

Incentivo dentro da instituição

A delegada-geral Simone Arruda ressalta o incentivo à produção literária entre os servidores da Polícia Civil.

A delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda, ressaltou que a iniciativa representa um marco na divulgação da produção literária dos policiais civis. A proposta surgiu a partir da história de Gislayne de Deus e foi ampliada para incluir outros profissionais que estudam e escrevem, dando visibilidade a obras acadêmicas, poesias e pesquisas desenvolvidas no exercício da profissão.

“Na realidade, a Polícia Civil está começando esse trabalho. É um marco na divulgação literária dos policiais civis. Quando a Gislaine veio pedir apoio, eu sugeri que, com toda a história dela e esse texto maravilhoso que foi escrito no livro, fizéssemos algo em conjunto. Outros colegas que estudam e escrevem também poderiam divulgar suas obras”, relatou.

A delegada também participa de uma publicação coletiva sobre violência doméstica, em parceria com a perita Érica Veras, e é autora do livro “A Geografia do Crime”, resultado de sua dissertação de mestrado.

O perito oficial criminal Rodrigo Ivo Matoso apresenta sua experiência na produção de publicações na área das ciências forenses

O perito oficial criminal Rodrigo Ivo Matoso, que atua há quase 23 anos na Polícia Civil de Roraima, também apresentou sua experiência na produção de conhecimento. Na área de odontologia legal, ele já escreveu capítulos para quatro obras, especialmente relacionadas às ciências forenses. Para o profissional, a publicação permite transformar a experiência de trabalho em conhecimento que pode contribuir com a sociedade e com a justiça criminal.

“Trabalhamos em um lugar como o Instituto Médico Legal, na área das ciências forenses, e temos um leque muito grande de casos em que podemos gerar conhecimento. Não são meras estatísticas, estamos lidando com pessoas, com vidas, com histórias. Tudo o que pudermos fazer, por meio da ciência, para oferecer o melhor possível à sociedade e contribuir com a efetivação da justiça criminal, devemos buscar”, destacou.

Texto: Monica Gizele

Fotos: Eduardo Andrade / Marley Lima

SupCom ALERR – 06.11.2026