PIONEIROS DA BOLA
Documentário da TV Assembleia resgata a história do futebol roraimense

Produção estreia nesta sexta-feira (14) e conta a trajetória de clubes pioneiros

A história do futebol em Roraima ganha espaço na TV Assembleia com a estreia, nesta sexta-feira (14), do documentário “Os pioneiros da bola: a história que deu origem ao futebol em Roraima”. A produção revisita os primeiros passos do esporte no estado e mostra como a paixão de atletas, dirigentes, torcedores e comunicadores ajudou a transformar a modalidade em parte da identidade esportiva roraimense.

Com fotografias históricas e relatos de personagens ligados ao esporte, o documentário percorre a trajetória de quatro clubes tradicionais: Atlético Roraima, Baré, São Raimundo e Náutico. A produção também resgata momentos marcantes dos antigos campos, dos grandes clássicos e do Estádio Flamarion Portela, preservando memórias que atravessam diferentes gerações.

Jornalista Johann Barbosa destaca a importância de preservar a memória do futebol local.

O jornalista Johann Barbosa esteve à frente do projeto e contou que a Copa do Mundo motivou a produção do documentário. “A ideia surgiu por esse ser um ano de copa do mundo, o assunto ‘futebol’ está em alta. Procuramos os times mais antigos e que são a maior rivalidade, radialistas que atuaram nas primeiras transmissões, ex-jogadores e o presidente da CBF, que é roraimense”, detalhou.

Johann também destacou a importância de ouvir personagens que vivenciaram diferentes momentos do esporte no Estado. “É legal poder contar uma história a partir da visão de quem participou dos principais momentos da modalidade em Roraima, porque é um testemunho real de quem fez parte disso”, pontuou.

Entre os entrevistados está Júnior Baré, que é ex-jogador do Baré, e acompanhou de perto diferentes fases do futebol roraimense. A relação com o esporte começou quando ele e outros meninos da região tinham no estádio um espaço de convivência e diversão. Júnior conta que chegou a pular o muro para brincar e, aos 10 anos, começou a atuar como gandula.

Júnior do Baré compartilha memórias da trajetória como jogador e torcedor do clube.

Anos depois, em 1977, já adolescente, também jogou como juvenil e participou de uma conquista dentro do próprio estádio. Para ele, a vivência construída naquele espaço se tornou parte da própria história.

“Acompanhei esse futebol desde a raiz dele nos anos 70 como criança e depois adolescente, depois como jogador e depois como torcedor do meu clube. Eu acho que foi um prazer muito grande ter vivido tudo isso, tanto dentro de campo como fora dele”, contou.

O documentário estreia nesta sexta-feira (14), na TV Assembleia, canal 57.3. Em razão da legislação eleitoral, a produção será disponibilizada no Youtube da ALERR (@assembleiaRR) somente após o período de campanha eleitoral.

 

Texto: Monica Gizele

Foto: Eduardo Andrade / Reprodução: TV ALERR

SupCom ALERR – 13.08.2026

INTERIOR
Alto Alegre atualiza Lei Orgânica com auxílio do Centro de Apoio aos Municípios

Solenidade de entrega do documento ocorreu nesta quarta-feira; minuta foi elaborada com a participação dos moradores

O Centro de Apoio aos Municípios (CAM), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), realizou, nesta quarta-feira (12), a entrega da minuta da Lei Orgânica do município de Alto Alegre. O documento estava desatualizado desde 2006. A solenidade contou com a presença de vereadores e secretários municipais. Alto Alegre é o sétimo município de Roraima a atualizar sua legislação com o apoio do programa do Poder Legislativo Estadual.

Olavo Brasil, diretor administrativo do CAM, destacou que a atualização da Lei Orgânica de Alto Alegre foi elaborada considerando as necessidades específicas do município.

A lei Orgânica Geral funciona como uma constituição municipal e é responsável por nortear todas as outras legislações, organizando os poderes públicos, os direitos de cada cidadão, além das regras de funcionamento da administração. Conforme o diretor administrativo do CAM, Olavo Brasil, o principal objetivo é auxiliar e facilitar a vida da população. Ele destaca que a construção do texto foi pensada conforme as especificidades da região.

“O município de Alto Alegre tem certas características, como as terras indígenas e o crescimento do agronegócio da região nos últimos anos. E quando elaboramos o texto, a gente sempre pensa naquilo que precisa mais ser valorizado na região e que vá levar benefícios para a população”, detalhou.

Paulo Pereira, secretário municipal de Agricultura, afirmou que a atualização da Lei Orgânica acompanha as transformações pelas quais Alto Alegre passou nos últimos anos.

Representando o chefe do Executivo municipal, o secretário de Agricultura, Paulo Pereira, afirmou que a atualização está em consonância com as transformações pelas quais o município passou na última década. “Essa atualização chega em uma boa hora para o município e traz mudanças diretas para o trabalho da Câmara de Vereadores e Prefeitura. E esse trabalho vai alcançar todos os segmentos, desde os servidores da administração pública até os pequenos produtores da agricultura familiar”, comentou.

 

A população teve um importante papel durante o processo. De acordo com o vereador Derivon Barros (PSD), que foi o relator da revisão geral da lei orgânica, o texto foi construído a partir das principais demandas apresentadas pelos cidadãos.

Derivon Barros (PSD), vereador e relator da revisão da Lei Orgânica, ressaltou a participação popular na construção do novo texto, por meio de audiências públicas.

“Durante o processo de revisão da lei, nós realizamos audiências públicas com a participação popular, além disso, uma ouvidoria foi criada para receber sugestões do público. Com isso, a nova atualização traz mudanças nas áreas de segurança, habitação e meio ambiente. Alto Alegre precisava dessas atualizações tendo em vista o crescimento dos últimos anos”, pontuou.

Nesta sexta-feira (14), o município de Amajari receberá o documento com a atualização da Lei Orgânica. No dia 19, será a vez de Normandia e, no dia 26, de Rorainópolis.

 

 

Texto: Bruna Gomes

Foto: Alex Carvalho

 

DANÇAS URBANAS
CCJuv amplia atividades e abre matrículas para aulas gratuitas de hip-hop

Modalidade integra programação cultural do programa da ALERR e atende crianças, adolescentes e adultos

O Centro de Convivência da Juventude (CCJuv), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), está com matrículas abertas para aulas gratuitas de hip-hop. No semestre passado, os alunos tiveram acesso ao breakdance. A nova modalidade amplia a programação de danças urbanas oferecida pelo Centro e proporciona aos participantes contato com a cultura, a musicalidade e diferentes formas de expressão corporal.

A diretora do CCJuv, Claudimar Costa, destaca que a nova modalidade amplia as oportunidades para crianças e jovens conhecerem as danças urbanas.

As aulas para crianças e adolescentes são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 17h, com turmas destinadas a alunos a partir dos 7 anos. A diretora do CCJuv, Claudimar Costa, explica que a ampliação busca oferecer novas possibilidades para a comunidade.“Essa proposta abre um pouco mais esse leque dentro das danças urbanas, que é um movimento muito bonito entre os jovens e as crianças. A ideia é prepará-los também para treinarem e se apresentarem nas praças e em outros eventos que temos”, destaca.

Mais do que uma modalidade de dança, o hip-hop é um movimento cultural que reúne diferentes manifestações artísticas, como o break, o rap e o grafite. Surgido em Nova York, nos Estados Unidos, na década de 1970, o movimento ganhou espaço em diferentes países e passou a incorporar características próprias de cada região.

 

O professor Raniero Zamora ressalta que as aulas de hip-hop também promovem contato com a cultura, a musicalidade e a expressão corporal.

Para o professor de hip-hop, Raniero Zamora, as aulas também são uma oportunidade de aproximar os alunos da história do movimento.

“As nossas aulas têm uma importância muito grande quando falamos sobre cultura. O hip-hop, além de ser música e um tipo de dança, representa muito da resiliência dos povos negros e da cultura afro-americana. Vamos trabalhar a base de hip-hop, musicalidade e expressão corporal, sempre em um ambiente leve e acolhedor. Não é apenas um estilo de dança, traz uma mensagem muito ampla”, ressalta.

Além dos benefícios relacionados à expressão corporal, as danças urbanas podem estimular a coordenação motora, a criatividade, a disciplina, a socialização e a autoconfiança dos participantes. As atividades também criam um espaço de convivência e interação.

Matrículas

Os interessados podem realizar a matrícula diretamente na sede do Centro de Convivência da Juventude, localizada na Avenida Ataíde Teive, nº 3.510, bairro Buritis. Para isso, é necessário apresentar cópias da carteira de identidade e do CPF do aluno e dos pais ou responsáveis, comprovante de residência, declaração escolar atualizada e uma fotografia 3×4.

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Marley Lima e Nonato Sousa

SupCom ALERR – 12.08.2026

 

REDE DE APOIO
CHAME apresenta ações que fortalecer atendimento a mulheres vítimas de violência em Roraima

Evento reúne profissionais de diferentes áreas que atuam na rede de proteção e tem como objetivo melhorar a identificação de casos

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participou nesta terça-feira (11) da Oficina para o Fortalecimento da Rede de Atenção às Violências: Identificação, Notificação e Linha de Cuidado, no Auditório do Centro Universitário Estácio da Amazônia. O evento seguirá nesta quarta-feira (12).

A iniciativa promovida pela Prefeitura de Boa Vista reúne profissionais de diferentes áreas que atuam na rede de proteção e atendimento às vítimas de violência, e tem como objetivo melhorar a identificação dos casos de violências interpessoais e autoprovocadas, além de orientar sobre a notificação dessas ocorrências e o encaminhamento adequado das vítimas.

Conforme Rayssa Veras, advogada do Chame, a integração dos setores que atuam no atendimento às vítimas de violência doméstica é essencial para o enfrentamento do problema.

A advogada do Chame, Rayssa Veras, palestrou sobre o funcionamento do programa, momento em que destacou a importância da integração dos diversos setores que atuam no atendimento às vítimas de violência. “Esse sistema, que chamamos de rede de proteção à mulher, formado por várias instituições dos três poderes, faz com que essa vítima possa atravessar essa situação da melhor forma possível”, afirmou.

Participam da oficina representantes de instituições de Saúde, Assistência Social, Educação, Segurança Pública e Justiça. A principal proposta do evento é promover discussões sobre o fortalecimento e a integração dos serviços. Segundo Thamirys Bastos, psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, que reúne em um só local atendimentos jurídico, social e de orientação, o combate à violência começa com a prevenção.

Para Thamirys Bastos, psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, a prevenção é a principal ação no combate à violência contra a mulher.

“A gente entende que as mulheres são mais fáceis de sofrer violência, pois elas estão em uma posição mais vulnerável na sociedade. Por isso, precisamos estar preparados para receber essas vítimas, para prestar orientação sobre os direitos delas e dar acolhimento. Nós também trabalhamos com a parte final, que é quando essa mulher precisa fazer uma denúncia e de medida protetiva. É importante que toda equipe esteja preparada para ajudar as vítimas”, pontuou.

 

Aprimorando a rede de cuidado

De acordo com Keila Cinara, coordenadora municipal do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT), a ideia do encontro é compartilhar o conhecimento sobre a identificação e a notificação de casos de violência, além de fortalecer a chamada linha de cuidado às vítimas, garantindo acompanhamento adequado, continuidade do atendimento e acesso aos serviços necessários.

“A proposta é evitar que a pessoa em situação de violência se sinta desassistida. Na área da saúde, a identificação dos casos ocorre durante a rotina de atendimento nas unidades básicas. Para isso, os profissionais passam por capacitações e são orientados a utilizar a ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ferramenta do Ministério da Saúde destinada ao registro de casos de violência”, ressaltou.

Segundo ela, o preenchimento da ficha é realizado a partir de uma entrevista com a vítima e não depende de autorização prévia. O objetivo é reunir informações sobre a ocorrência para subsidiar as ações de vigilância em saúde.

Segundo Keila Cinara, coordenadora municipal do DANT, a ideia do encontro é compartilhar orientações sobre a identificação e a notificação de casos de violência doméstica

“A ficha é encaminhada à Vigilância, onde os dados são compilados e utilizados na elaboração de boletins epidemiológicos. Essas informações são consideradas fundamentais para orientar a tomada de decisões e subsidiar o trabalho das instituições envolvidas no atendimento às vítimas”, explicou.

Entre as instituições participantes estão a Guarda Civil Municipal, por meio da Patrulha Maria da Penha; a Casa da Mulher Brasileira; o CHAME; o Tribunal de Justiça de Roraima; a Secretaria de Estado da Saúde; a Secretaria Municipal de Assistência Social; e as secretarias de Educação.

 

 

 

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 11.08.2026