ALERTA CLIMÁTICO
Podcast da TV ALERR debate impactos do fenômeno El Niño em Roraima

Bate-papo com especialistas pretende discutir medidas preventivas com base nos eventos climáticos de seca e incêndios registrados em 2023 e 2024

Os possíveis efeitos do fenômeno El Niño no clima, no meio ambiente e na população de Roraima serão tema do podcast da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) desta quinta-feira (27). O bate-papo será transmitido a partir das 15 horas pela TV ALERR, no canal 57.3, e terá foco na prevenção e na redução dos impactos provocados pela estiagem, pelo aumento das temperaturas, pela redução do nível dos rios e pelo risco de incêndios e queimadas.

A discussão pretende resgatar experiências recentes vivenciadas no Estado, especialmente durante os períodos de seca e incêndios registrados em 2023 e 2024, além de transformar as dificuldades enfrentadas nesses anos em aprendizado e preparação para possíveis novos eventos climáticos extremos.

O time de convidados é composto por um pesquisador da Embrapa, que explicará como o fenômeno pode afetar a produção agrícola e as condições do solo; um meteorologista, responsável por apresentar uma abordagem mais técnica sobre o El Niño e seus efeitos no clima; e um representante do Corpo de Bombeiros, que contribuirá com informações sobre os riscos de incêndios e queimadas durante períodos de estiagem.

‘É impossível deixar essa temática de lado, sabendo que ela já está afetando, por exemplo, nossos rios’, enfatiza a mediadora Isabela Bastos.

Completa o grupo o professor Vladimir de Souza, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que possui histórico de pesquisas relacionadas ao solo e aos impactos provocados por fenômenos climáticos. A mediadora da conversa será a jornalista Isabela Bastos. Ela comenta a importância do debate.

“Além de estarmos em uma Casa Legislativa, que sempre tem políticas públicas e leis voltadas para isso, o próprio El Niño vem afetando Roraima há muito tempo. Em 2019, tivemos uma seca severa causada por esse fenômeno, e, mais recentemente, em 2023 e 2024, houve muitas queimadas em decorrência dele. Então, é impossível deixar essa temática de lado, sabendo que ela já está afetando, por exemplo, nossos rios, que estão em um nível de estiagem fora do normal para essa época”, enfatiza Isabela.

Escolha dos temas

A diretora da TV e da Rádio Assembleia, Camila Dall’Agnol, comentou que as escolhas dos temas para produções da Casa, como documentários, podcasts, séries e matérias especiais, partem da identificação de assuntos que demandam um debate mais aprofundado. A partir dessa avaliação, a equipe busca ouvir especialistas, reunir diferentes pontos de vista e apresentar à população as consequências e os impactos relacionados a cada tema.

A diretora da TV e da Rádio Assembleia, Camila Dall’Agnol, ressalta que o tema surgiu da identificação de assuntos que demandam um debate mais aprofundado.

“Esse tema em específico, que é o meio ambiente, a gente já vem trabalhando há tempos. Em 2024, fizemos o primeiro podcast, que debateu, naquele momento, como as populações indígenas estavam se preparando para as queimadas ou pré cheias. Também já desenvolvemos dois documentários falando sobre o clima seco e os impactos das queimadas, e, agora, com o alerta do super El Niño, e o período de seca mais intenso do que o normal, resolvemos trazer novamente a temática, convidando especialistas, até para sabermos de que forma a população pode se prevenir de uma possível seca mais severa”, destaca Camila.

Cuidados redobrados

Em Roraima, o período seco exige atenção especial. Entre os meses de outubro e março, a redução das chuvas, as altas temperaturas e os fortes ventos característicos da região de lavrado favorecem a rápida propagação do fogo. Nesse cenário, a questão das queimadas está entre as principais preocupações, já que focos iniciados de forma aparentemente pequena podem se espalhar rapidamente, ganhando grandes proporções, diante da combinação de vegetação seca, calor intenso e ventos fortes.

O debate também ganha relevância com alertas relacionados ao comportamento do El Niño e de seus possíveis reflexos sobre as temperaturas e o regime de chuvas na Região Norte. Por isso, mais do que discutir previsões, o podcast propõe uma reflexão sobre as medidas que podem ser adotadas antecipadamente para reduzir as consequências de uma eventual intensificação dos eventos climáticos.

 

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 26.08.2026

 

EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Visita à ALERR aproxima estudantes do Poder Legislativo

Alunos de uma escola de Boa Vista estiveram nos estúdios da TV e da Rádio Assembleia para aprender sobre comunicação pública e atuação dos deputados

 

Curiosidade e aprendizado marcaram a visita de estudantes do 5º ano do Centro de Educação Colmeia à Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), nesta terça-feira (25). As crianças percorreram os corredores da instituição, conheceram os estúdios da TV e da Rádio Assembleia e estiveram no plenário, onde tiveram contato com diferentes áreas do trabalho desenvolvido pelo Poder Legislativo.

A atividade foi realizada como parte das ações pedagógicas da escola, que vem trabalhando em sala de aula conteúdos relacionados ao Poder Legislativo e à cidadania. Ao conhecer os espaços da Assembleia, os estudantes puderam observar na prática como são produzidas as informações divulgadas à população e como funciona o ambiente onde são realizadas as votações.

A gerente de Relações Institucionais, Gabriela Vital, acompanhou os estudantes durante a visita às dependências da Assembleia Legislativa.

Para a gerente de Relações Institucionais da ALERR, Gabriela Vital, receber estudantes é uma oportunidade de aproximar as novas gerações do funcionamento do Legislativo.

“São crianças muito curiosas e é sempre um prazer para a Assembleia Legislativa receber essas visitas. Aqui elas têm a oportunidade de conhecer o plenário onde acontecem as votações, o trabalho de um deputado estadual e a importância dessa atuação para a população. Desde cedo, é importante conscientizar sobre a importância da política, de acompanhar, cobrar e fiscalizar”, destacou.

 

A coordenadora pedagógica da escola, Lydiana Gavanski, explicou que a visita complementou o conteúdo trabalhado em sala de aula.

A coordenadora pedagógica Lydiana Gavanski destacou a importância de aproximar o conteúdo trabalhado em sala de aula da experiência prática.

“Na escola, estamos trabalhando com as crianças esses temas, especialmente o Legislativo. Trabalhamos esse conteúdo em sala e nada mais justo do que trazê-los para a prática, para conhecer como esse trabalho é desenvolvido no dia a dia. Eles vieram conhecer como as informações são produzidas e levar às famílias e compartilhar esse conhecimento”, explicou.

 

Nos espaços de comunicação, os estudantes conheceram de perto a rotina dos profissionais responsáveis pela produção de conteúdo para a TV e a Rádio Assembleia. No estúdio da rádio, a turma foi recebida pela jornalista e apresentadora Isabela Bastos, que apresentou um pouco da rotina da emissora.

A jornalista e apresentadora Isabela Bastos apresentou aos alunos a rotina e o funcionamento da Rádio Assembleia.

“Foi muito importante ensinar um pouco do que é a rádio. Apesar de ela estar presente no nosso dia a dia, vejo que as gerações mais novas ainda não conhecem tanto esse universo. Eles estão muito acostumados com o digital, então ter essa experiência de entrar no estúdio e entender como é feito foi muito interessante. Eles ficaram maravilhados. Foi um momento muito divertido para mim e para eles”, contou.

 

Para o servidor efetivo da Casa, Marcos Duarte, aproximar as crianças do ambiente político contribui para formar cidadãos mais conscientes.

O servidor Marcos Duarte conversou com os estudantes sobre a atuação dos deputados e a importância da participação cidadã.

“Eles são muito inteligentes e estão bem inteirados sobre a atuação dos deputados estaduais. É sempre bom trazer esse conhecimento para quem é novo, porque é muito comum ouvir que política é chata ou que não devemos nos envolver. Mas a política está diretamente ligada ao que encontramos no dia a dia. Então, trazer isso desde a base é de suma importância”, afirmou.

 

A experiência também despertou o interesse dos próprios alunos. Victor Hugo Amaral contou que sempre teve curiosidade em conhecer o espaço. “Estou achando muito legal entender como funciona. Eu sempre quis saber como era aqui e agora estou aqui”, disse.

O estudante Victor Hugo Amaral participou da visita e conheceu de perto os espaços e o funcionamento da Assembleia Legislativa.

 

Alice Abbade também aprovou a experiência. “Estou achando muito legal. Eu nunca tinha vindo aqui e estou gostando muito de conhecer um pouquinho mais”, comentou.

A estudante Alice Abbade aproveitou a visita para conhecer as dependências da Assembleia Legislativa.

 

 

 

 

 

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Alfredo Maia

SupCom ALERR – 25.08.2026

REURB
Caracaraí avança rumo à regularização definitiva de seus imóveis urbanos

Prefeitura do município assume continuidade do processo para emissão dos títulos; coleta e organização dos dados foi executada pelo programa, numa iniciativa da ALERR

Caracaraí é o primeiro município a receber, em formato físico e digital, toda a documentação produzida durante o trabalho executado pelo programa de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), promovido pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), em parceria com a Prefeitura e o Poder Legislativo municipal. A partir de agora, a Prefeitura de Caracaraí assume a responsabilidade pela continuidade do processo que culminará com a emissão dos títulos definitivos.

Segundo Joaquim Ruiz, o Reurb continuará auxiliando Caracaraí na regularização dos imóveis do município.

A entrega dos arquivos, que marca a conclusão da etapa de levantamento e sistematização das informações realizadas no âmbito do Reurb, ocorreu na manhã desta segunda-feira (24), durante reunião na sede da prefeitura. O executivo municipal deve encaminhar os documentos ao cartório de registro de imóveis do município para que os dados sejam analisados. Após a conferência, os títulos definitivos serão emitidos aos moradores que atenderem aos requisitos previstos na legislação.

“É um momento histórico. Hoje estamos entregando todos os cadastros realizados, imageamento e o georreferenciamento, encerrando esta etapa, entregando a documentação para a prefeitura prosseguir com as regularizações dos imóveis. Até o mês de dezembro, estamos com a equipe à disposição da Prefeitura para que essas pessoas possam se cadastrar, sem custo nenhum para o usuário do imóvel”, detalhou o coordenador estadual do Reurb, Joaquim Ruiz.

Peter Reis, secretário municipal de Obras, convidou a população a participar do cadastramento dos imóveis.

O secretário de obras de Caracaraí, Peter Reis, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento da cidade. “É de grande valor para nossa comunidade e nosso município. Hoje, o morador não tem condição de dizer que a terra é sua sem a documentação. Ao final do processo dessa parceria, vamos poder dar a liberdade ao proprietário da terra investir com segurança, alavancando o nosso município. Reforço o pedido para que a população atenda nossas equipes de cadastradores para o bem do nosso município”, orientou.

A Assembleia Legislativa assumiu a responsabilidade de auxiliar os municípios na regularização fundiária. O Reurb reúne medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais destinadas a incorporar núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e garantir a titulação de seus ocupantes. O programa é baseado na Lei Federal nº 13.465/2017 e tem como objetivo regularizar imóveis urbanos ocupados de forma irregular.

Com a regularização, os moradores podem obter o título definitivo de propriedade, proporcionando segurança jurídica, possibilidade de acesso a financiamentos e valorização dos imóveis.

Texto: Álvaro Sales

Fotos: Marley Lima

SupCom ALE-RR – 24/08/2026

 

ORGULHO DE RORAIMA
Primeira mulher roraimense aprovada no concurso do Itamaraty visita a ALERR

Nínive Thaís Verde Sampaio Memória esteve na sede do Legislativo estadual na tarde desta sexta-feira (21)

Nínive Thaís Verde Sampaio Memória é a primeira mulher roraimense aprovada no concurso do Itamaraty para a carreira de diplomata. Após a posse, ela seguirá para as etapas de preparação para atuar na representação do Brasil no exterior. Nínive esteve nesta sexta-feira (21) na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) e foi recebida pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), deputado Jorge Everton (União).

O parlamentar enalteceu a conquista de Nínive. Destacou que ela levará o nome de Roraima para além das fronteiras do país. “Isso é algo histórico e, em virtude disso, nós tomamos a decisão de sugerir a Medalha Orgulho de Roraima, porque ela realmente é um orgulho para o nosso estado”, comentou sobre a homenagem que a roraimense receberá do Executivo estadual.

Primeira mulher roraimense aprovada no concurso para a carreira de diplomata visita a ALERR.

A carreira diplomática é responsável por representar o Brasil no relacionamento com outros países e em organismos internacionais, atuando em áreas como política externa, cooperação, comércio e relações culturais. Para ingressar no serviço diplomático brasileiro é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), considerado uma das principais portas de entrada para o Serviço Exterior Brasileiro.

Aos 28 anos, Nínive transformou em realidade um objetivo que começou a ser construído ainda na adolescência. Natural de Roraima, ela conta que decidiu seguir a carreira diplomática aos 12 anos e, desde então, manteve o interesse pela área. A preparação específica para o concurso se intensificou em 2023 e, depois de três anos de estudos e quatro tentativas anteriores, a aprovação veio na quinta participação.

Nínive Memória falou sobre a trajetória de estudos e a persistência até conquistar a aprovação no concurso do Itamaraty.

Segundo Nínive, viver esse momento é resultado de uma rotina intensa e também de persistência diante das dificuldades de um dos concursos mais concorridos do país. A aprovação foi recebida com muita emoção pela jovem.

“Não foi um caminho fácil. Eu estudo desde 2023 com foco para o concurso, eu sempre tive esse objetivo, mas é muito difícil você parar sua vida e estudar para o concurso. Então foram três anos estudando, mas eu tentei cinco vezes até passar”, contou.

Para Nínive, representar Roraima na carreira diplomática tem um significado especial. Ela destaca a importância de levar para a atuação profissional a experiência de quem nasceu e cresceu no estado e incentiva outros roraimenses a também considerarem a carreira. “Eu acredito que estar aqui em Roraima, ter essa vivência e poder representar o Brasil sabendo o que eu sei porque eu vivi aqui é muito importante”, afirmou.

Educação que transforma

O presidente em exercício da ALERR, deputado Jorge Everton destacou a conquista de Nínive e a importância de levar o nome de Roraima para além das fronteiras.

Durante a visita, o presidente em exercício da ALERR, deputado Jorge Everton, ressaltou a educação como instrumento de transformação e pontuou a importância de incentivar outros jovens a buscarem oportunidades por meio da formação profissional e do conhecimento.

 

“Eu sempre defendo que a educação transforma a vida. Educação transformou a minha vida e ela transforma a vida das pessoas. Por isso, precisamos, sim, defender uma educação forte e de qualidade”, frisou.

A conquista de Nínive também é celebrada pela família, que acompanhou de perto os anos de dedicação aos estudos e a preparação para o concurso. Para a mãe, Alécia Memória, a aprovação representa a realização de um desejo de ver a filha alcançar seus objetivos e é motivo de alegria para toda a família.

Mãe de Nínive, Alécia Memória, celebrou com emoção a aprovação da filha na carreira diplomática.

“Eu tô imensamente feliz, como toda mãe, que a gente sempre espera o melhor da filha da gente. E, graças a Deus, ela conseguiu, e a família está toda encantada, toda feliz”, falou orgulhosa.

 

 

 

 

 

Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 21.08.2026

 

SERVIÇO PÚBLICO
Concurso da ALERR avança com divulgação do resultado preliminar para nível superior

Resultado definitivo dos cargos de nível médio e técnico também foi publicado nesta sexta-feira pela banca organizadora

Os candidatos que participaram do concurso público da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) para os cargos de nível superior já podem consultar o resultado preliminar da pontuação e classificação no site da Fundação Carlos Chagas (FCC), banca organizadora do certame, e no Diário Oficial do Poder Legislativo. A publicação ocorreu nesta sexta-feira (21).

Nas etapas anteriores, foram divulgados os resultados preliminares para o cargo de procurador. Nesta sexta-feira, também foi publicado o resultado definitivo das provas para os cargos de nível médio e técnico.

Procurador Sergio Mateus

Conforme o presidente da comissão do concurso e procurador-geral da Assembleia Legislativa, Sergio Mateus, com a divulgação dos resultados, o certame entra em uma nova etapa, que inclui o período para interposição de recursos pelos candidatos.

“O concurso segue avançando dentro do cronograma previsto no edital. Com a divulgação dos resultados preliminares para os cargos de nível superior, os candidatos têm agora o prazo para consultar suas provas e, se necessário, apresentar recursos. Paralelamente, também avançamos para as próximas etapas do certame, mantendo o cronograma estabelecido pela banca organizadora.”

Certame

O concurso da ALERR foi um dos mais aguardados deste ano. O último certame havia sido realizado há sete anos, em 2018. Com mais de 27 mil inscritos, o concurso oferta 226 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva.

Para o cargo de taquígrafo, o edital prevê um cronograma diferenciado, em razão da exigência de prova prática. A etapa está prevista para ser realizada no dia 30 de agosto.

O resultado definitivo das provas objetivas e discursivas para os cargos de consultor e analista legislativo está previsto para 30 de setembro. Já o resultado definitivo da prova prática de taquigrafia tem previsão de publicação em 20 de outubro.

Texto: Bruna Gomes

Foto: Marley Lima/Eduardo Andrade

 

 

TEAMARR
Centro de Acolhimento ao Autista oferece Terapia ABA para crianças e adolescentes

Tratamento, disponibilizado gratuitamente, auxilia na socialização e busca incentivar autonomia

O acompanhamento especializado oferecido pelo Centro de Acolhimento ao Autista de Roraima (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), reúne diferentes estratégias voltadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os atendimentos disponibilizados está a Terapia ABA, uma abordagem baseada em princípios científicos da análise do comportamento e que busca incentivar habilidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O acesso custa caro na rede particular, mas no Teamarr o tratamento é disponibilizado gratuitamente.

A coordenadora da Terapia ABA, Patrícia Jacinto, explica que o acompanhamento é realizado individualmente.

A sigla ABA vem do inglês Applied Behavior Analysis, que significa “Análise Comportamental Aplicada”. A coordenadora da ABA no Teamarr, Patrícia Jacinto, explica que antes do início do acompanhamento é realizada uma avaliação para identificar as competências já adquiridas e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. A partir disso, as atividades são planejadas de forma individualizada, priorizando aspectos como comunicação, socialização, coordenação e comportamento.

 

“Dentro da sala, existe toda uma estrutura: temos os momentos das brincadeiras em grupo, em que vamos focar na questão da socialização e interação em pares, e os momentos das atividades individualizadas, que acontecem na mesinha, seguindo toda uma rotina. Durante essas atividades, utilizamos brinquedos e recursos pedagógicos”, detalha.

Nathalia Trevisan, assistente terapêutica, conta que além das atividades estruturadas, o acompanhamento também é marcado pela construção de vínculos entre as crianças e os profissionais. A adaptação acontece de forma gradual, a partir das preferências de cada assistido. Com o tempo, esse vínculo contribui para que as crianças ampliem a interação, a comunicação e a participação nas atividades com outras crianças.

A assistente terapêutica Nathalia Trevisan destaca a importância da criação de vínculos durante os atendimentos.

“A criança vem, a gente começa brincando com ela, descobrindo os brinquedos que ela gosta, introduzindo esses brinquedos e outras crianças para brincar na brincadeira. E, quando a gente vê essa evolução, eu acho que é gratificante, porque a gente sabe que veio do nosso trabalho, do nosso esforço”, relata.

Denise Ferreira, mãe de Anthony Ferreira, de cinco anos, acompanha o filho no programa há seis meses e conta que já percebe mudanças no comportamento e no desempenho dele nas atividades do dia a dia. Segundo ela, o menino também demonstra estar adaptado ao espaço e aos profissionais.

“Desde quando ele começou a fazer a terapia ABA ele melhorou muito. Deu pra ver o desempenho dele em relação às atividades diárias dele. Eu, como mãe, comecei a observar nesses seis meses que o estresse dele diminuiu”, destaca.

De acordo com Denise, Anthony tem demonstrado interesse em participar dos atendimentos e chega ao espaço animado para entrar, o que, para a família, também representa um sinal positivo do vínculo construído.

“A partir da hora que a gente traz ele, chega ali na porta, ele já quer entrar. Ele gosta daqui, ele procura, não quer nem esperar. É até difícil ficar lá na recepção, porque ele quer entrar”, afirma.

Denise Ferreira, relata avanços do filho após seis meses de acompanhamento no Teamarr.

Para Denise, ter acesso gratuito às terapias e contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para as famílias, especialmente diante dos desafios da rotina de uma mãe atípica. Ela ressalta que o apoio contribui para que os pais possam acompanhar o desenvolvimento dos filhos e seguir buscando novas conquistas.

“O apoio que eles estão dando é essencial, porque sem isso não tem como a gente ver o progresso dos filhos, das crianças que estão necessitando de toda essa assistência, dessa equipe multidisciplinar”, comenta.

 

Sobre o Teamarr

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), criado em 2022 por meio da Resolução nº 002/2023, integra o Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A iniciativa acompanha, instrui e sensibiliza os cidadãos sobre seus direitos sociais, promovendo cidadania e inclusão.

Entre as áreas especializadas disponíveis estão: psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia, além de atividades coletivas como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Grupo de Habilidades Sociais e Emocionais e o Projeto Turistea.

O espaço oferece acolhimento, terapias e orientações a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como capacitação a familiares e profissionais da saúde. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco, em Boa Vista. Para fornecer informações sobre o programa, a ALERR disponibiliza os telefones (95) 99129-7119 e 0800 006 0670.

Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 19.08.2026

 

 

REDE DE PROTEÇÃO
CHAME completa 17 anos oferecendo suporte às vítimas de violência doméstica

Atendimento multidisciplinar ajuda mulheres a recuperar autoestima e reconstruir suas histórias

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), programa vinculado à Secretaria Especial da Mulher (SEM) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), completa 17 anos nesta terça-feira (18). O órgão é um local de acolhimento, orientação e encorajamento ao público feminino, vítima de todos os tipos de violência.

De acordo com a diretora da SEM, Glauci Gembro, a rede de atendimento do Chame vai além da proteção às mulheres. “Foram criados novos projetos voltados à prevenção, fortalecimento da autoestima, suporte à família e acompanhamento psicológico”, explica.

A diretora da SEM, Glauci Gembro, destaca que o Chame oferece uma rede de atendimento focada no acolhimento às mulheres.

Segundo Glauci, além do atendimento individual feito pela equipe multidisciplinar, o Chame acolhe as mulheres com atividades de lazer (como aulas de dança), oficina de defesa pessoal e caravanas nos municípios do interior, levando serviços de cidadania e orientação às mulheres.

“O Chame cresceu muito. Hoje, não somos apenas uma secretaria que atende mulheres vítimas de violência. Cuidamos da mulher como um todo, levando ações de prevenção, acolhimento e empoderamento”, pontua.

Entre os projetos implantados está o grupo terapêutico “Flor de Lótus”, criado para complementar o atendimento psicológico individual. A iniciativa reúne mulheres em encontros conduzidos por profissionais especializados, proporcionando um espaço de escuta, amparo e troca de experiências.

Glauci relata que o programa já acumula diversas histórias de superação. “Percebemos que apenas o atendimento individual não era o suficiente. Criamos o grupo para que essas mulheres também fossem cuidadas umas pelas outras, com acompanhamento profissional. Temos histórias muito bonitas de mulheres que reconstruíram suas vidas”, ressalta.

Outra iniciativa é o grupo reflexivo “Reconstruir”, destinado a homens autores de violência doméstica que cumprem medidas judiciais. Atualmente, cerca de 65 participantes frequentam encontros realizados duas vezes por semana, nos períodos da manhã e da tarde.

 

Acolhimento infantil

O Chame também as crianças e adolescentes. Um dos projetos mais recentes é o “Cuidar para Curar”, voltado ao acompanhamento dos filhos que presenciaram episódios de violência dentro de casa. Considerado pioneiro no estado, a iniciativa atende mais de 20 crianças, que serão assistidas por, aproximadamente, um ano, recebendo acompanhamento psicológico e social.

Além do atendimento infantil, assistentes sociais realizam visitas domiciliares para avaliar as condições estruturais das famílias, e, quando necessário, as encaminham para programas sociais do Estado.

“Hoje, conseguimos cuidar não apenas da mulher, mas também da criança que presencia a violência, bem como orientamos o agressor. O Chame passou a olhar para toda a família”, frisa a diretora da SEM.

 

Desenvolvendo e fortalecimento do amor-próprio

O Chame oferta aulas gratuitas de defesa pessoal e de jazz. As atividades, segundo Glauci, ajudam no fortalecimento da autoestima e preparam as mulheres para situações de risco. Devido à alta procura, as turmas possuem lista de espera.

Para as mulheres em tratamento contra o câncer, que perderam os cabelos, foi criada a campanha permanente “Mechas de Esperança”, que arrecada lenços, bem como recebe doações de fios de cabelos para confecção de perucas. “Recebo ligações de pessoas dizendo que, depois do atendimento, voltaram a ver a mãe sorrindo. É isso que nos motiva. Quando uma mulher recupera a vontade de viver, percebemos que todo o trabalho valeu a pena”, conta Glauci.

“Essa parceria é muito importante porque as pacientes se sentem acolhidas de alguma forma”, afirma a sócia do Cecor, Juliana Gomes.

O Centro Oncológico de Roraima (Cecor), especializado no tratamento de pacientes com câncer, é parceiro do projeto. “Hoje, as pacientes oncológicas podem chegar aqui no Cecor e escolher a peruca que mais se adeque ao seu rosto e ao seu estilo”, informa a sócia da unidade, Juliana Gomes.

Conforme ela, a unidade abraçou a causa por entender ajuda no tratamento das pacientes. “Por isso, a gente precisa sempre desse engajamento da doação. Essa parceria é muito importante porque as pacientes se sentem acolhidas de alguma forma. Enquanto cuidadores, a gente se sente muito feliz que tenhamos parceiros. Quando você tem uma rede de apoio, uma equipe que está ali olhando para você e falando: ‘estamos aqui’, também, é muito importante”, completa.

 

Histórias de superação

A professora Regina Rocha buscou o Chame em 2024 enquanto enfrentava um período de grande vulnerabilidade emocional.20

Ao relembrar os 17 anos de funcionamento do programa, a diretora da SEM salienta que os resultados mais marcantes são as histórias de mulheres que conseguiram reconstruir suas vidas após o atendimento, como é o caso da professora Regina Rocha, de 56 anos, que, em 2024, buscou o Chame enquanto enfrentava um período de grande vulnerabilidade emocional.

“Eu já conhecia o trabalho da instituição há muitos anos. Foi o primeiro lugar que me veio à mente quando pensei em procurar ajuda. Aqui, encontrei acolhimento, respeito e apoio”, afirma.

Para ela, o acompanhamento individual de psicólogas, terapeutas, assistentes sociais e advogadas foi fundamental em seu processo de recuperação e, a participação no grupo terapêutico ‘Flor de Lótus’ marcou uma fase de renascimento e retomada da própria vida. “Foram necessárias várias terapias para eu compreender que estava imersa em um ciclo abusivo e que precisava romper a situação, além de buscar meus direitos e denunciar”, comenta.

 

Resgate da identidade e da autoestima

A professora também relata que, antes do acompanhamento, priorizava sempre o outro e se deixava de lado como mulher. “O Chame me ajudou a recuperar a autoestima e a percepção sobre meu próprio valor. Agora, eu consigo viver mais tranquilamente. Desde o dia em que cheguei, até aqui, me considero vitoriosa, pois, nem todas conseguem sair desse ciclo”, avalia.

Para Regina, o amor-próprio não significa apenas gostar da aparência, mas se respeitar, reconhecer seu valor e não permitir que outra pessoa determine quem ela deve ser. “Desejo compartilhar minha experiência para incentivar outras mulheres a buscarem por ajuda”, enfatiza.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Eduardo Andrade | Jader Souza

SupCom ALERR – 18.08.2023

 

EDUCAÇÃO E SEGURANÇA
Educar é Prevenir orienta estudantes sobre riscos de aliciamento nas redes sociais

Alunos, professores e funcionários da Escola Profª Francisca Élzika de Souza Coelho receberam orientações sobre o combate ao tráfico de pessoas e os riscos presentes na internet

O projeto Educar é Prevenir, do Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), encerrou nesta sexta-feira (14) a programação de sua 64ª edição, na Escola Estadual Profª Francisca Élzika de Souza Coelho, localizada no bairro Mecejana.

Durante toda a semana, a iniciativa promoveu atividades de orientação e conscientização voltadas à comunidade escolar, com foco na prevenção e no combate ao tráfico de pessoas. A escola recebeu materiais informativos e os gestores, professores, funcionários e alunos aprenderam como funciona a rede de prevenção e proteção.

Glauber Batista, coordenador do projeto Educar é Prevenir, deu orientações para que os estudantes não caiam em falsas promessas, principalmente nas redes sociais.

Os aliciamentos começam muita das vezes nas redes sociais ou por meio de chat de jogos online. De acordo com o coordenador do projeto Educar é Prevenir, Glauber Batista, é muito importante conscientizar os jovens do Ensino Fundamental sobre os perigos presentes nestas plataformas.

“Reforçamos alertas aos alunos sobre os aplicativos e os riscos associados a eles, no qual alguns vem passando por investigações da Polícia Civil e Polícia Federal. Também orientamos sobre os perigos e como funciona o aliciamento do tráfico humano e abuso sexual. Nosso trabalho é realizado para levar esse alerta, para que os estudantes não caiam em falsas promessas, principalmente nas redes sociais”, ressaltou.

Parceira do Educar é Prevenir, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está presente desde a primeira edição, realizada em 2017. A inspetora Verônica Cisz ressaltou que os jovens poderão compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a semana e ajudar mais pessoas.

A inspetora da PRF, Verônica Cisz, destacou a importância de os jovens aprenderem e repassarem os conhecimentos de combate ao tráfico humano.

“O adolescente e a criança que aprende sobre os perigos presentes online e que passa para o colega que não teve essa oportunidade, ele ajuda a salvar esse amigo ao se deparar com algum tipo de situação que foi alertada pelo projeto. Então é muito importante a gente fazer parte disso, para trazer essa consciência e reflexão para dentro deles, para que não venham a ser inundados por essa facilidade que a gente encontra hoje na internet”, comentou.

A estudante Kariellen dos Santos contou que já repassou o aprendizado em conversas com seus familiares e amigos da escola. “Foi muito importante participar do projeto, para que possamos ficar atentos sobre o que foi repassado durante a semana. Eu consegui levar o aprendizado que tive para minhas colegas, irmãos, primos e até meus pais. Disse a eles quanta violência há nesse mundo de redes sociais e lives, podendo prejudicar muito as crianças e adolescentes”, relatou.

A estudante Kariellen dos Santos já repassou as orientações para amigos e familiares.

A gestora da escola, Gilmarlene de Medeiros, ressaltou a relevância da ação para os cerca de 200 alunos da instituição.

Gilmarlene de Medeiros, gestora da escola, comentou a importância de receber o projeto pela primeira vez.

“O projeto é muito relevante por nós sabermos a vulnerabilidade dos nossos alunos, e a gestão está aqui para o cuidado deles. A equipe do PDDHC fez um ótimo trabalho trazendo todas as prevenções. Os alunos ficaram bastante envolvidos e entenderam a importância da prevenção ao tráfico humano, que é uma realidade que traz grande perigo para toda a sociedade. Toda a equipe da escola sai muito contente com o resultado”, afirmou.

Educar é Prevenir é um projeto que leva ações educativas para escolas públicas do Ensino

Fundamental e Médio de Roraima, com foco principalmente na prevenção contra crimes de

tráfico de pessoas, abuso sexual, crimes virtuais e outras formas de violência contra a criança

e adolescentes. Durante uma semana a comunidade escolar participa de atividades educativas.

 

Texto: Álvaro Sales

Foto: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 14.08.2026

 

MÚSICA E APRENDIZADO
Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr retoma atividades com exercícios de musicalização inclusiva

A modalidade busca estimular as competências de cooperação, criatividade e expressão dos atendidos pelo programa

O Grupo de Habilidades Sociais do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), retomou as atividades com aulas de musicalização inclusiva, duas vezes na semana. A proposta é desenvolver as capacidades de cooperação, criatividade, expressão e coordenação motora das crianças e adolescentes atendidos pelo programa.

Conforme Martins Nascimento, professor da modalidade, a atividade mistura parte da musicoterapia, ou seja, a melodia e o ritmo, e parte da musicalização, que, segundo ele, se traduz em uma linguagem diferente, tal como o lúdico, que trabalha a questão motora dos alunos.

Conforme Martins Nascimento, professor convidado, a atividade mistura parte da musicoterapia e da musicalização.

“Os instrumentos que a gente usa são os não convencionais. Por que não trazer materiais do dia a dia? Sabemos que a tecnologia vem para agregar, mas, resolvemos fazer diferente, utilizando materiais que surpreendem as crianças, e, até mesmo os pais, como o som da folha, do tecido, do plástico, ou de qualquer outro material que produz sons que misturam ritmo e, também, a criatividade de cada um”, explicou.

 

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais, que podem utilizar os sons dos instrumentos como uma forma de comunicação.

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais.

“A musicalização contribui ainda para a interação social, estimulando o contato visual e a participação nas atividades. Outro aspecto trabalhado é a percepção do tempo e da espera, como aguardar o próprio momento de participar, acompanhar as pausas, os tons e os diferentes sons presentes nas músicas”, destacou.

Para a jovem Maria Clara Reis Nunes, de 13 anos, sua maior dificuldade é manter o foco e a concentração. Ela afirma que a atividade com música conseguiu prender sua atenção. “Gostei muito da parte com as baquetas. Acho que essas atividades vão me ajudar a me concentrar, já que eu não consigo, e, hoje, eu consegui”, comemorou a menina.

Para Maria Clara Reis Nunes, sua maior dificuldade é o foco e a concentração. Segundo ela, a musicalização facilita o aprendizado.

 

 

Retorno dos atendimentos e das atividades

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, detalhou que o local retornou do recesso com a sede reformada e novos terapeutas, além da novidade de contar com um neuropediatra. “Com isso, os assistidos retomaram os atendimentos individuais em todas as áreas: fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, entre outras. Temos, também, a nossa neuropediatra, que acompanhará as famílias e analisará a necessidade de o paciente precisar de outro tipo de terapia”, informou.

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, informou que Teamarr seguirá um cronograma de atividades com diferentes temas até o final do ano.

Ana Paula detalha ainda que o Teamarr seguirá um cronograma até o final do ano, com diferentes temas que serão trabalhados no grupo. “Este mês é sobre música. A musicalização é uma das áreas para as quais há comprovação científica de efeitos no desenvolvimento de pessoas autistas. Tudo o que desenvolvemos aqui é baseado na ciência e no que há de melhor para a vida do jovem ou da criança autista”, concluiu.

 

Atendimentos

O Teamarr funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, em duas unidades de Boa Vista. A sede está localizada na Avenida Santos Dumont, 1193, no bairro São Francisco, enquanto a segunda unidade fica na Rua Dorvalina Pessoa da Silva, 456, no bairro Jardim Tropical, na Zona Oeste.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 13.08.2023

 

SETEMBRO AMARELO
Podcast da TV ALERR debate saúde mental entre profissionais das forças de segurança

O programa vai abordar o preconceito em relação ao tratamento psicológico e a identificação de sinais de sofrimento

A Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), por meio da TV Assembleia (Canal 57.3), promove, nesta segunda-feira (14), a partir das 15h, o podcast “Além do Plantão 2”. A segunda edição dá continuidade ao debate iniciado no primeiro programa sobre saúde mental entre profissionais das forças de segurança.

Mediado pela jornalista Kairlla Lima e pelo psicólogo Wagner Costa, o episódio propõe avançar na compreensão dos problemas relacionados à saúde mental para responder a uma questão essencial: o que pode ser feito antes que o sofrimento emocional evolua para uma crise? O programa também aborda temas como o preconceito em relação ao tratamento psicológico e a importância de identificar os primeiros sinais de sofrimento emocional.

“A gente quer quebrar esse tabu sobre a ajuda psicológica. Quem atua no cuidado e na segurança da população carrega o estigma de se manter forte o tempo inteiro”, destaca Kairlla.

“A gente quer quebrar esse tabu sobre buscar ajuda. A gente sabe que quem atua no cuidado e na segurança da população carrega o estigma de se manter forte o tempo inteiro. Porém, por debaixo daquela farda, existe um ser humano, e é essa questão de cuidar antes que vire um transtorno o principal ponto a ser batido”, ressalta Kairlla.

O bate-papo contará com a participação de convidadas da área, como a delegada-geral Simone Arruda; a diretora do Departamento de Polícia Especializada, Jaira Faria; a major do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Sandra Menezes; e a tenente da Polícia Militar (PM), Benedita Carvalho. Elas abordarão como a rotina de bombeiros, policiais e outros servidores da área, que convivem diariamente com situações de violência, risco, morte, pressão e responsabilidade, pode gerar impactos emocionais profundos, nem sempre percebidos de imediato.

Para o psicólogo Wagner Costa, o trabalho policial é marcado por situações de estresse, risco de vida e necessidade de permanecer em constante estado de alerta. Esses fatores podem provocar impactos significativos na saúde física e emocional dos profissionais.

“O objetivo é trazer o ‘Setembro Amarelo’ como um momento em que todos nós precisamos nos cuidar e também ajudar os outros”, frisa o psicólogo Wagner Costa.

“Nós sabemos que o estresse é causador de inúmeras doenças. Então, a ideia do podcast é conversar sobre isso, tirar esse tema debaixo do tapete, fazer com que as pessoas reflitam sobre a necessidade de buscarem e de oferecerem ajuda aos colegas. Muitas vezes, vemos a pessoa, percebemos que ela não está bem, mas não temos a iniciativa de conversar e de oferecer apoio”, destaca.

Wagner comenta ainda que o objetivo é abordar a campanha “Setembro Amarelo” como um momento de conscientização sobre a importância de cuidar de si e também de ajudar o próximo.

O podcast busca mostrar os caminhos da prevenção e do autocuidado, reforçando uma mensagem fundamental: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Cuidar da saúde mental também significa preservar vidas e deve fazer parte da cultura das instituições de segurança pública.

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza e Eduardo Andrade

SupCom ALERR – 12.09.2026