CONCURSO DA ASSEMBLEIA – Gabaritos das provas para cargos de Assistente Legislativo e Procurador são divulgados nesta segunda-feira

Candidatos devem ficar atentos aos cronogramas do concurso, pois há diferenças de acordo com o cargo

Foto: SupCom ALE-RR

Nesta segunda-feira (24) está prevista a divulgação do gabarito preliminar e do caderno de questões das provas para os cargos de procurador e assistente legislativo pela Funrio – fundação responsável pelo concurso público da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Conforme cronograma divulgado pela instituição, o conteúdo será disponibilizado no site www.funrio.org.br.

As provas para os cargos de procurador, assistente legislativo e a prova prática para taquígrafo foram aplicadas neste domingo (23). A estudante Ana Karoline Meireles, de 24 anos, ficou tensa ao ver prova. “O grau de dificuldade era grande. Mas como sou acadêmica de Direito, muitos assuntos que vi na faculdade me ajudaram a responder as questões dessa prova”, afirmou.

Conforme o edital, os próximos passos para os candidatos aos cargos de assistente legislativo, procurador e taquígrafo, após a divulgação das imagens do cartão-resposta, é a interposição de recursos contra gabarito e/ou formulação de questões da prova. Esta etapa será realizada de 8 a 10 de outubro.

Os candidatos devem ficar atentos aos cronogramas do concurso, pois estes diferem conforme o cargo. O resultado final para os cargos e administrador, analista de sistemas, assessor técnico legislativo, contador, economista, enfermeiro, jornalista, psicólogo e tradutor está previsto para ser divulgado nesta quarta-feira (26). Para os cargos de assistente legislativo e taquígrafo, o resultado final deve ser divulgado pela Funrio no dia 14 de novembro e para o cargo de procurador, no dia 27 de dezembro.

Confira os cronogramas:

PROCURADOR

http://rredital2.businessteam.com.br/arquivos/edital/20180422/ERRATA_04_EDITAL_02.pdf

ASSISTENTE LEGISLATIVO

http://rredital1.businessteam.com.br/arquivos/edital/20180422/ERRATA_04_EDITAL_01_AL.pdf

TAQUÍGRAFO

http://rredital1.businessteam.com.br/arquivos/edital/20180422/ERRATA_05_EDITAL_01_TQ.pdf

 CARGOS NÍVEL SUPERIOR

http://rredital1.businessteam.com.br/arquivos/edital/20180422/CARGOS_NIVEL_SUPERIOR.pdf

MARILENA FREITAS

SupCom ALE-RR

Abrindo Caminhos reúne pais de alunos para falar sobre afeto e relação familiar

Rodas de conversa com entre alunos e pais busca fortalecer o vínculo familiar

 

Foto: H. Emiliano/SupCom ALE-RR

“Momento em família. A importância da dose diária de afeto”. Esse foi o tema da roda de conversa realizada pelo Abrindo Caminhos, na tarde deste sábado (22), na sede do programa. O evento, ministrado por psicólogas e assistentes sociais da Assembleia Legislativa de Roraima, contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas, entre pais e alunos que frequentam as atividades ofertadas pela ação.

O objetivo da roda de conversa é fortalecer o vínculo familiar. A psicóloga Camila Sales explicou que o Abrindo Caminhos tem a preocupação de ter uma aliança com os pais e com os alunos do programa. “Isso é importante porque faz com que os pais estejam inseridos, participem das atividades e conheçam melhor seus filhos”.

Segundo ela, a roda de conversa envolvendo a família e a questão do afeto é para que os pais se identifiquem com os exemplos mostrados, absorvam as sugestões de como melhorar o convívio. “Os pais precisam participar sempre da vida dos filhos, pois têm que aprender como criar crianças mais seguras, mais autônomas e preparadas para o futuro”, disse.

A emoção tomou conta do senhor Eudimar Almeida Robert, de 66 anos. Atento ao que foi repassado pela equipe de profissionais do Abrindo Caminhos, ele contou que vai aplicar as sugestões em casa, com a filha Isabelly, de 10 anos, que faz aulas de balé e informática. “É sempre muito bom participar dessas atividades aqui, porque tudo é explicado de maneira simples e fácil de ser colocado em prática. Aqui me sinto acolhido, pois todos são tratados da mesma maneira”, ressaltou.

O trabalho do assistente social também faz toda a diferença na relação familiar. “Nosso trabalho é contribuir com as famílias. Diante das ações socioeducativas realizadas aqui no programa, fazemos um trabalho de observação, de interação e acolhimento social com essas crianças e adolescentes e, mediante a isso, vemos a necessidades de encaminha-las às psicólogas do programa”, afirmou a assistente social Leila Melo.

ABRINDO CAMINHOS  O programa social da Assembleia Legislativa de Roraima oferta atividades como balé, coral, teatro, ginástica rítmica, informática, jiu-jítsu, jazz e futebol, para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Para participar do Abrindo Caminhos, a família deve ter baixa renda, atender à faixa etária requerida e ter bom rendimento escolar. A sede do programa fica localizada na avenida São Sebastião, nº 883, no bairro Cambará, zona Oeste.

 

SupCom ALE-RR

TRÁFICO DE PESSOAS – Estudantes conhecem papel da rede de proteção

O encontro é a culminância do projeto “Educar é Prevenir”, realizado em escola pública para levar informações sobre tráfico humano

 

Foto: Lucas Almeida/SupCom ALE-RR

 

O crime tráfico de pessoas ainda é desconhecido por muitas crianças e adolescentes em Roraima. Para desmistificar o tema, o Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Vítimas de Tráfico, da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima, realizou uma roda de conversa com membros da rede proteção e estudantes do Ensino Médio.  A ação foi realizada na tarde desta sexta-feira (21), na escola estadual Lobo D’Almada.

O encontro é a culminância do projeto “Educar é Prevenir”, que durante toda a semana esteve na instituição de ensino para levar à comunidade escolar e pedagógica as informações sobre tráfico de pessoas, legislações específicas e outros tipos de crimes ligados à violação de direitos do cidadão.

A roda de conversa foi realizada no pátio da instituição e contou com a participação do Conselho Tutelar, da equipe pedagógica da escola e do Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Procuradoria Especial da Mulher. Cada um apresentou aos estudantes os trabalhos desenvolvidos em prol do combate a violência.

Aos 16 anos, Vinícius Ville disse que já ouviu falar sobre o assunto e exemplificou. “É tipo um convite duvidoso, uma proposta para trabalhar em outro lugar, em outra cidade”. Questionado sobre como agiria se recebesse um convite como esse, o jovem respondeu: “depende da pessoa que está me convidando, se for algum desconhecido, eu não vou”.

O coordenador do projeto, Felipe Ramos, compartilhou informações sobre as tipificações do tráfico de pessoas e como o Núcleo da Assembleia Legislativa tem colaborado na disseminação de informações. “O que podemos tirar dessa semana são as maneiras de prevenir e os tipos de tráfico de pessoas, pois tem aqueles para fins de exploração sexual, servidão, remoção de órgãos e adoção ilegal”, explicou.

Conforme a gestora da escola Elane Trajano, ações como essa são necessárias para proteção das crianças e adolescentes contra possíveis casos de tráfico humano. “Não somente sobre o tráfico de pessoas. Essa parceria é importante para a escola em todas as situações que coloque a criança e adolescente em risco”, concluiu.

 

YASMIN GUEDES

SupCom ALE-RR

PREVENÇÃO – CVV orienta universitários em combate ao suicídio

A cada 10 casos de suicídio, nove poderiam ser evitados com ajuda psicológica

 

Foto: Lucas Almeida/SupCom ALE-RR

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser evitados com ajuda psicológica. Diante disso, para informar os serviços existentes e preparar os acadêmicos da área de saúde para melhor atendimento, o Centro de Valorização da Vida (CVV) participou do 3º Setembro Amarelo da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

No evento participaram 150 alunos dos cursos de Enfermagem, Psicologia e Medicina da UFRR, e profissionais da área. A programação teve duração de dois dias, e foi encerrada com uma mesa redonda composta por profissionais de saúde, da universidade e do CVV, que foi representado pelo voluntário e psicólogo, Danilo Braga. Ele explicou como funciona o centro no atendimento das pessoas que precisam de ajuda.

Devido ao trabalho de divulgação por parte da mídia e mobilização da campanha Setembro Amarelo, a vice coordenadora do centro, Lorena Brito, observa um aumento na demanda do CVV pelo número 188. Segundo ela, a média passou de 30 para 40 ligações por dia. “Todo o trabalho realizado é feito de forma sigilosa, e além do número 188, as pessoas também podem procurar ajuda por meio do chat ou e-mail no site do CVV www.cvv.org.br”.

O que mais chamou a atenção do estudante de psicologia, Matheus Moura, de 19 anos, foi como acolher as pessoas que passam por essa situação. “Como futuro profissional de saúde, aprendi a importância de escutar a pessoa que sofre e de se importar com o outro”.

Uma das organizadoras do evento, Ana Luiza Coelho, explicou que a primeira edição de Setembro Amarelo na UFRR foi em 2016, e por conta destas ações, aumentou a procura dos alunos pelo atendimento psicológico.  “Diante dos índices de suicídio na universidade, aderimos ao Setembro Amarelo para informar os serviços existentes e abordar essa realidade pouco discutida”.

CVV – Durante a campanha Setembro Amarelo, o CVV está realizando uma série de palestras em parceria com instituições parceiras. Conhecido também como “Como Vai Você”, o CVV é uma organização não governamental que funciona desde 1962, fazendo atendimentos e acolhimentos gratuitos e de forma sigilosa. Assembleia Legislativa de Roraima é parceira do centro, que funciona no prédio da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, localizado na avenida Capitão Júlio Bezerra, nº 193, próximo ao Hospital Coronel Mota.

VANESSA BRITO

SupCom ALE-RR

Chame orienta estudantes para produção de trabalho sobre violência doméstica

Alunos tiraram dúvidas sobre como identificar e denunciar violência contra as mulheres

Foto: Lucas Almeida/SupCom ALE-RR

A semana foi de aprendizado para uma turma de alunos do terceiro ano da Escola Estadual Mário David Andreazza, que solicitou palestras sobre os tipos de violência cometidos contra as mulheres. Uma palestra sobre o tema foi ministrada na tarde desta quinta-feira (20) pelo Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame) o que auxiliou os alunos na produção dos trabalhos apresentados na Feira de Ciências realizada hoje (21) na escola com o tema “A tipificação do feminicídio no Brasil”.

De acordo com a estudante Layane Soares, a ida do Chame ajudou a abrir a mente dos jovens sobre o assunto. Segundo ela, todo tipo de informação é necessária para o combate do crime que ainda é tão comum na sociedade. “Eu acho importante mostrar ações, por meio de projetos sociais que divulguem o crime e como ele dever ser combatido, porque tem muita gente que não tem acesso à informação”.

Para o gestor da unidade, Antônio Magalhães, parcerias são importantes para respaldar a comunidade escolar. “Trazer o Chame à nossa escola é uma forma de buscarmos soluções para os problemas que chegam à nossa instituição de ensino. A escola não pode ficar alheia à essas situações”, pontuou.

Informações sobre os tipos de crime cometidos às mulheres foram repassadas pela advogada do Chame, Aline Monteiro. “O objetivo principal da palestra é a orientação e a conscientização do que é a violência doméstica e os tipos, que são: a psicológica, a física, a moral, sexual, a patrimonial e a cibernética que vem surgindo e é muito importante a gente alertá-los sobre os crimes na internet”.

O Chame é vinculado à Assembleia Legislativa de Roraima por meio da Procuradoria Especial da Mulher. Os interessados nas palestras do Chame podem procurar informações diretamente no órgão, que funciona na rua Coronel Pinto, 524, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800-095-0047.

 

JÉSSICA SAMPAIO

SupCom ALE-RR

SETEMBRO AMARELO – Chame promove discussão sobre suicídio com alunos de escola particular

Assuntos como bullying, depressão e ansiedade foram abordados durante o bate papo com crianças e adolescentes

Foto: Lucas Almeida/SupCom ALE-RR

Setembro é o mês mundial de prevenção ao suicídio e para chamar atenção da sociedade para o assunto, que ainda é tabu, o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame) está ministrando palestras sobre o tema até o fim do mês na Escola do Sesi (Serviço Social da Indústria).

Na manhã desta sexta-feira (21) alunos dos 6° e 9° ano participaram do bate papo ministrado pela psicóloga Adriana dos Prazeres, que usou dinâmicas para abordar assuntos como depressão, bullying e ansiedade.

Aos 12 anos, a estudante Hanna Manon explicou que já vivenciou de perto situações na qual amigas disseram que já pensaram em suicídio. Ela explica que tratar sobre assunto, principalmente na escola, é uma forma de evitar uma tragédia. “Eu acho importante iniciativas como essa para ajudar a todos se sentirem melhores e procurarem ajuda. Palestras em ambientes escolares são necessárias porque é um lugar onde vivenciamos bem de perto situações que podem ocasionar o suicídio”, destacou.

As formas de prevenção ao suicídio chamaram atenção do estudante Luiz Cruz, de 13 anos. “Durante a conversa a gente aprende sobre várias coisas que podem levar ao suicídio, mas também como as pessoas podem se prevenir. Por exemplo no bullying, aprendemos a nos controlar em determinadas situações”.

Conforme a coordenadora do Sesi, Fernanda Nascimento, a escola trata sobre o tema durante o ano todo e quando casos são identificados na unidade, é feito um acompanhamento com a família e psicólogos. “Nós já detectamos vários casos de alunos e temos uma preocupação grande com relação a isso, então alertamos e fazemos o acompanhamento familiar junto aos psicólogos”, relatou.

A psicóloga do Chame, Adriana dos Prazeres, abordou o assunto de uma maneira descontraída, para prender a atenção dos alunos. “Aqui é um tipo de abordagem onde a gente precisa de uma temática diferente, educativas, não focando muito nas questões negativas, mas fazendo eles pensarem um pouco sobre essa situação que é uma realidade nessa faixa etária”, destacou.

Na próxima semana a palestra será realizada no período da tarde, das 16h às 17h, para os alunos do 6° ao 9° ano. Interessados nas palestras do Chame podem procurar informações diretamente no órgão, que funciona na rua Coronel Pinto, 524, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800-095-0047.

 

JÉSSICA SAMPAIO

SupCom ALE-RR

Pessoas com deficiência conquistam espaço no mercado de trabalho

No dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, cenário mostra que inclusão ainda é um desafio; em um universo de 95 mil pessoas com deficiência, apenas 500 foram contratadas

 

Foto: Reprodução/TV Assembleia

 

Vera Lúcia perdeu a visão aos 15 anos, mas isso não lhe impediu de correr atrás dos seus sonhos e hoje é psicóloga, servidora pública, escritora e presidente da Advir (Associação dos Deficientes Visuais de Roraima). Ela relembra que estas conquistas foram graças ao apoio da família.

“Quando eu morava no interior do Paraná, para terminar os estudos do Ensino Médio, minha mãe me acompanhava nas aulas da noite, mesmo trabalhando o dia todo. Teve todo esse sacrifício e esforço”.

Ela passou no concurso público da Assembleia Legislativa de Roraima e do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJ-RR), onde trabalha há 22 anos. Para inspirar pessoas com deficiência, Vera escreveu o livro “Enxergando o Sucesso com as Mãos” que conta histórias de superação na vida pessoal e profissional.

“Não devemos excluir as pessoas com deficiência. A gente muda essa realidade por meio da sensibilização, e dando oportunidade para que elas demonstrem a sua capacidade”.

As estatísticas demonstram que a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é um desafio e que casos como o de Vera ainda são minoria. De acordo com o último censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Roraima possui 95 mil pessoas com deficiência motora, auditiva, visual, mental ou intelectual.

Mas quando levamos esses dados para o mercado de trabalho, o cenário se torna preocupante, pois, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho, em 2016 apenas 500 pessoas foram contratadas, enquanto no Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Roraima, constam 1.230 empresas aptas para contratarem estes profissionais.

“Para mudar essa realidade temos feito ações de sensibilização e fiscalização das empresas que possuem mais de 100 servidores e que podem contratar”, explicou a auditora fiscal do trabalho, Thaís Castilho.

Conforme a Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991, as empresas que possuem mais de 100 funcionários devem contratar pessoas com deficiência, aumentando a participação e a inclusão destas pessoas no mercado de trabalho. “Ainda existe essa resistência por parte das empresas. A maior parte contrata apenas porque são obrigadas pela lei”, disse Thaís.

LEIS – A Assembleia Legislativa de Roraima tem feito o possível para trazer dignidade e qualidade de vida para as pessoas com deficiência em Roraima. Entre os direitos garantidos por lei estão: o passe livre à pessoa no transporte intermunicipal de passageiros; o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no âmbito estadual; preferência na aquisição de unidades habitacionais; tarifa social de água, e a criação do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência.

VANESSA BRITO

SupCom ALE-RR

PROCON ALERTA – Consumidores devem ficar atentos às cláusulas em contrato de adesão

Telefonia lidera lista de reclamações no Procon Assembleia, gerando quase 400 denúncias neste ano

 

Foto: SupCom ALE-RR

 

Entre as reclamações que chegam ao Procon Assembleia, destacam-se as referentes a contratos de adesão. O órgão de defesa do consumidor do Poder Legislativo orienta os clientes a ficarem atentos às clausulas, para evitar prejuízos. A telefonia lidera a lista de reclamações desta natureza, gerando 400 das 705 reclamações registradas no órgão de defesa de janeiro a agosto deste ano.

O contrato de adesão é um instrumento muito adotado, no qual se apresentam cláusulas preestabelecidas pela empresa, cabendo ao cliente apenas aderir ou não ao estipulado.

A diretora do Procon Assembleia, Eumária Aguiar, enfatizou que o consumidor deve ler todo o contrato com atenção antes de assinar e ficar atento quanto aos espaços em branco, que devem ser riscados no ato da assinatura, além de exigir uma cópia do contrato como garantia. “É importante também, o consumidor observar as condições para a rescisão do contrato e atentar para o que chamamos de ‘pegadinhas’ do mercado”.

Se alguma das cláusulas ferir o direito do consumidor, o contrato poderá ser anulado na Justiça. “Por exemplo: se o contrato custar R$ 100, mas para cancelar for preciso pagar R$ 200. Isso é considerado exorbitante. Orientamos que o cliente procure o Procon e, se não conseguirmos resolver, acionaremos o Judiciário”, afirmou Eumária.

A maioria dos consumidores atribui a não leitura do contrato de adesão à correria do dia a dia, porque são muitas folhas ou porque a letra é pequena demais. “No caso de o cliente ter assinado algo que não leu ou que não foi explicado, o seu direito como consumidor será restabelecido”, ressaltou.

Outro exemplo citado por Eumária são as promoções de celulares, quando as operadoras oferecem aparelhos por preços mínimos, com uma linha atrelada ao produto. “O consumidor compra um aparelho de celular por um preço mínimo. No entanto, no ato da compra ele também assina, sem a devida atenção, um contrato de prestação de serviço, geralmente de um ano. Esse contrato pode ter um custo mensal elevado, o que pode prejudicar o orçamento do consumidor”, alertou.

PROCON – Quem tiver interesse em ter acesso aos serviços de informação, orientação e homologação de acordos oferecidos pelo Procon Assembleia, pode se dirigir a rua Agnelo Bittencourt, 216, Centro. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 4009-4826, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30 ou ainda pelo endereço eletrônico proconassembleia@al.rr.leg.br.

SupCom ALE-RR

Divulgar imagens íntimas de mulheres sem consentimento pode se tornar crime

No primeiro semestre, Chame atendeu 12 vítimas de violência cibernética

 

Foto: SupCom ALE-RR

 

A exposição na internet de fotos e vídeos íntimos sem autorização poderá ser tipificada como crime, caso seja aprovado o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Erika Kokay (PT-DF), que criminaliza divulgação de material que exponha intimidade da mulher. Apesar do constrangimento para a vítima, o Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher) alerta que estes casos devem ser denunciados. Somente no primeiro semestre, o centro atendeu 12 casos de violência cibernética.

A advogada do Chame, Aline Monteiro, avalia o projeto como mais uma ferramenta para punir agressores que agem contra a honra de mulheres. Uma novidade é que o texto altera a Lei Maria da Penha, para tipificar o comportamento como violência psicológica. “É o início do ciclo de violência, quando o agressor chantageia a vítima, ameaçando jogar as imagens íntimas dela na internet caso ela insista em romper o relacionamento”, ressaltou Aline.

Por medo da impunidade ou de que as imagens íntimas sejam propagadas no mundo virtual, muitas mulheres se calam. Mas a advogada recomenda que a vítima reaja, buscando ajuda junto ao Poder Público, denunciando o agressor. “Aqui no Chame fazemos esse trabalho e já atendemos 12 casos envolvendo veiculação de imagens na internet” disse a advogada. A Lei Maria da Penha não tipifica esse crime, mas no centro ele é tratado como uma agressão psicológica, que é uma forma de violência doméstica.

O Brasil possui em vigor atualmente a Lei Carolina Dieckmann, como ficou conhecida a lei 12.737/2012, sancionada para tipificar crimes cibernéticos. Mas diferentemente do previsto nesta lei, o projeto da deputada Erika Kokay é para que a simples divulgação sem consentimento seja crime, sem que, necessariamente, o agressor tenha “hackeado” algum dispositivo para isso.

 

Danos emocionais após o vazamento de fotos podem ser irreparáveis

Ter uma foto íntima divulgada propositalmente pode desencadear distúrbios emocionais, podendo levar inclusive ao suicídio. O que mais afeta as mulheres é não poder mensurar até onde vão essas imagens, e a possibilidade delas serem vistas pelos familiares e amigos mais próximos.

“Se a mulher se sente muito pressionada, pode desenvolver a um transtorno mental de estresse pós-traumático e de personalidade. Isso pode desencadear situações mais complexas dentro do ramo da psiquiatria”, detalhou a psicóloga do Chame, Adriana dos Prazeres.

Um dos constrangimentos comuns vivenciados pela vítima é a responsabilização dela pelo crime, por ter se permitido fotografar ou filmar. “É um comentário infeliz culpar a vítima diante daquela situação de fragilidade”, afirmou Adriana.

Culpar a vítima ao invés de responsabilizar o agressor, contribuir para agravar o estado psicológico da mulher. “A pressão é tanta que a vítima não consegue racionalizar que existem meios pelos quais pode buscar ajuda, como o Chame. Enquanto ela abrir a guarda, o agressor continuará manipulando-a. Por isso é importante denunciar”, enfatizou.

CHAME – O Chame é um órgão vinculado à Assembleia Legislativa de Roraima por meio da Procuradoria Especial da Mulher. A unidade funciona na rua Coronel Pinto, 524, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800-095-0047. Por telefone, as vítimas podem solicitar atendimento do ZapChame (98402-0502) que funciona 24 horas, todos os dias e atende pessoas tanto da Capital quanto do Interior.

MARILENA FREITAS

SupCom ALE-RR

INSCRIÇÕES ABERTAS – Curso de Libras ainda conta com 40 vagas disponíveis

Escola do Legislativo realiza o curso pela primeira vez, com a oferta de 100 vagas; aulas começam na próxima terça-feira

 

Foto: SupCom ALE-RR

Em um mundo cada vez mais globalizado, aperfeiçoar conhecimentos e investir em novos aprendizados são diferenciais decisivos na hora de conquistar uma vaga no mercado de trabalho. A Escola do Legislativo investe em novas oportunidades e está ofertando pela primeira vez um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para comunidade em geral.

Das 100 vagas ofertadas, 60 já foram preenchidas, segundo informou a coordenadora da Escola do Legislativo, Cristina Mello. O curso iniciará na próxima terça-feira (25), e terá a carga horária de 20 horas, sendo as aulas no período noturno das 18h às 20h, nas terças e quintas-feiras.

“Todo o material do curso será gratuito e a professora Alessandra Cruz vai trabalhar com uma dinâmica diferenciada, usando slides para melhor compreensão dos alunos. Esse é um curso que vai atender uma demanda, principalmente da área de educação, já que Libras vem sendo trabalhado em todas as escolas por conta da inclusão”, disse.

Os interessados no curso devem se inscrever na Escola do Legislativo – Unidade Silvio Botelho, localizada na avenida Sólon Rodrigues Pessoa, 1.313, das 7h30 às 22h. No ato da matrícula deve apresentar o comprovante de residência, cópias da carteira de identidade e do CPF (Cadastro de Pessoa Física). Outra exigência é ter idade mínima de 16 anos.

O estudante Cristian dos Santos, de 17 anos, morador do bairro Caranã, não se matriculou apenas com foco no enriquecimento do currículo com foco no mercado de trabalho. Assim como a população muda e surda, que muitas vezes se sente à margem da sociedade, ele também se vê excluído quando está na companhia de pessoas com deficiência.

“Meu primo é mudo e vejo ele conversando com minhas tias e fico sem entender. Quero aprender para a minha inclusão entre eles. Sei também que o curso, além de outros cursos que pretendo fazer, vai melhorar meu currículo e me ajudar a enfrentar o mercado de trabalho”.

A servidora pública Elisabete Fernandes, moradora do bairro Aparecida, contou que a filha dela, Elisa Fernandes, de 21 anos, escolheu o curso porque já iniciou os estudos sozinha e chegou a iniciar um projeto na escola para ensinar Libras aos amigos.

“Elas querem muito montar um projeto para ensinar aos amigos Libras, para que se comuniquem melhor com essas pessoas que têm essa dificuldade”, contou a mãe, que também faz cursos na Escola do Legislativo.

MARILENA FREITAS

SupCom ALE-RR