MÊS DA CRIANÇA
Teamarr promove segundo dia de atividades especiais para crianças e adolescentes

Programação reúne interação entre familiares, brincadeiras e oficinas voltadas ao desenvolvimento de habilidades e à socialização dos atendidos pelo programa

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), em alusão ao mês das crianças, realizou, nesta quarta-feira (21), a continuidade das atividades destinadas às crianças e adolescentes acompanhados pelo programa. A ação foi realizada no Polo 2, localizado no bairro Jardim Tropical, em Boa Vista.

A iniciativa reúne propostas recreativas lúdicas e terapêuticas planejadas para proporcionar momentos de interação, diversão e aprendizado. Por meio das brincadeiras e oficinas, os profissionais do Teamarr trabalham aspectos importantes para o desenvolvimento dos participantes, como coordenação motora, atenção, comunicação e convivência em grupo.

Coordenadora técnica do Polo 2 do Teamarr, Nicole Praia, detalha as atividades desenvolvidas com crianças e adolescentes durante a programação especial do Teamarr.

A coordenadora técnica do Polo 2 do Teamarr, Nicole Praia, explica que a programação foi pensada para oferecer uma experiência diferente aos atendidos, sem deixar de lado os objetivos terapêuticos do acompanhamento.

 

“As crianças tão se divertindo e aprendendo coisas novas, então é uma terapia também pra elas. Cada oficina que nós estamos promovendo para essas crianças têm momentos de aprendizados envolvidos. Elas estão fazendo coisas que normalmente elas não fariam em outras em outras ocasiões, na escola, em casa, como por exemplo, a oficina da massinha, oficina do cupcake. Todos interagiram muito, e isso é muito valoroso”, destaca.

Neuropsicopedagoga do programa, Silvania Coutinho, participa das atividades e destaca a importância das ações lúdicas para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

Durante as atividades, as crianças são incentivadas a participar de dinâmicas coletivas e individuais, respeitando as características e o ritmo de cada uma. Para a neuropsicopedagoga do programa, Silvania Coutinho, momentos como esse também contribuem para fortalecer habilidades trabalhadas durante os atendimentos.

“As atividades que estão sendo desenvolvidas hoje retratam um momento de descontração e de aproximação com os familiares. No acolhimento dessas crianças, nós estamos trabalhando a disciplina, socialização e a coordenação motora ampla e fina. Hoje estamos trabalhando todas as habilidades dentro das nossas áreas, que estão sendo ofertadas por meio de várias oficinas”, contou.

Greicy Monteiro, mãe de Moisés, de 12 anos, e Maria Victoria, de 10, acompanha os filhos durante a programação especial.

Além da participação das crianças e adolescentes, a programação também proporciona aos familiares a oportunidade de acompanhar de perto as experiências desenvolvidas pelo centro. Para Greicy Monteiro, mãe de Maria Victória e Moisés, as atividades representam um momento importante de convivência e desenvolvimento.

 

“A Maria chegou há quase dois anos no Teamarr, e depois que começou as terapias dela, eu percebi que a Maria começou a ter uma interação social, a Maria não falava muito, ela não tirava boas notas, ela se sentia muito inferior na escola por conta disso. Com as terapias que ela tem feito, com a psicopedagoga, com o Grupinho ABA, eu vejo que ela tem melhorado muito. Eu não sei nem explicar o tamanho do meu coração de mãe, o tamanho da gratidão que eu tenho dentro de mim em relação ao Teamarr”, relata.

A programação especial do mês das crianças contempla os dois polos do Teamarr e integra o trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar do centro, que busca aliar acolhimento, acompanhamento especializado e atividades que favoreçam o desenvolvimento dos atendidos.

Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jorge Everton (União), acompanha atividades realizadas pelo Teamarr durante a programação especial do mês das crianças.

No segundo dia de programação, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jorge Everton (União), novamente acompanhou as atividades realizadas no Teamarr. Para o parlamentar, iniciativas como essa reforçam o compromisso da instituição com o acolhimento e o desenvolvimento das crianças e adolescentes atendidos.

“Representa todo o carinho, amor e dedicação que esses profissionais têm diariamente com essas crianças. Que possamos, com a união de todos os 24 deputados, fortalecer esse projeto, que é um projeto essencial para as pessoas, para as mães, para as famílias. Eu fico muito feliz em poder trazer um momento de alegria com toda a equipe do Teamarr, para essas crianças e também para esses pais e mães”, ressaltou.

 

Texto: Álvaro Sales

Fotos: Alfredo Maia

SupCom ALERR – 21.10.2026

 

 

 

TERAPIA LÚDICA
Teamarr realiza programação especial em alusão ao Dia das Crianças

Cerca de 100 crianças e adolescentes atendidos pelo programa participam de atividades que aliam diversão e aprendizado

Brincadeiras, pinturas, jogos e atividades de interação marcaram a programação especial em comemoração ao Dia das Crianças do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), nesta terça-feira (20). A iniciativa proporcionou momentos de diversão e aprendizagem para cerca de 100 crianças e adolescentes atendidos pelo programa.

Diretora terapêutica do Teamarr, Ana Paula Aporta, destaca que a programação especial alia diversão e aprendizagem para estimular o desenvolvimento das crianças com TEA.

As atividades lúdicas e terapêuticas estimulam o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais, além de promover a integração entre os participantes e suas famílias. É o que ressalta a diretora terapêutica do centro, Ana Paula Aporta. “A ideia é uma comemoração terapêutica, porque a gente precisa comemorar, mas também, trazer aprendizagem nesse dia festivo. Nós desenvolvemos oficinas voltadas para habilidades motoras, cognitivas e de socialização”, detalha.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorge Everton, acompanhou as oficinas e destacou os investimentos na estrutura e a perspectiva de ampliação dos atendimentos do Teamarr.

O presidente da ALERR, deputado Jorge Everton (União), acompanhou de perto as atividades realizadas no polo do Centro de Boa Vista. O parlamentar destaca que o trabalho desenvolvido pelo Teamarr em Roraima é referência para todo o país. Ele comentou ainda as recentes reformas realizadas no prédio para acolher melhor as crianças assistidas.

“Está tudo sendo feito com muito carinho, com muita paixão e com muito amor. Nós vamos nos dedicar a aprimorar ainda mais o projeto e vamos ampliar os atendimentos. A meta para o ano que vem é levar o Teamarr para lugares mais distantes, e expandir esse atendimento especializado aos nossos jovens e também às mães”, adianta.

Oficinas educativas

A psicopedagoga Juçana Santos explica que as brincadeiras em grupo ajudam a desenvolver habilidades de socialização, atenção e coordenação motora das crianças atendidas.

Cada uma das cinco oficinas temáticas teve uma finalidade, de acordo com a psicopedagoga Juçana Santos. Ela conta que trabalhou com as crianças as habilidades relacionadas ao comportamento por meio de brincadeiras tradicionais como dança das cadeiras e estoura balão. “Nós trabalhamos essas dificuldades de interação de cada criança por meio de atividades em grupo. A proposta das brincadeiras também inclui estímulo à atenção e coordenação motora”, explica.

Mãe de Alice, de 7 anos, Isabel Sobrinho relata os avanços da filha no desenvolvimento do foco e da atenção após cinco meses de acompanhamento no Teamarr.

E essa maneira de ensinar já tem apresentado resultados. A Isabel Sobrinho é mãe de Alice, de 7 anos, que é atendida pelo Teamarr há cerca de cinco meses. Segundo ela, a filha já evoluiu em questões de foco e atenção. “Antes nós observamos que ela tinha muita dificuldade ao sentar para poder se concentrar para fazer as atividades, e agora ela demonstra um princípio de interesse para executar cada coisa, para iniciar os exercícios e também para finalizar”, afirma.

As atividades alusivas ao Dia da Criança ocorrem nas duas unidades do Teamarr, nos dois turnos de funcionamento. Cerca de 100 crianças participam das atividades.

 

 

Texto: Bruna Gomes

Foto: Marley Lima

SupCom ALERR

 

 

BRINCAR E APRENDER
Teamarr desenvolve atividades especiais em alusão ao Dia das Crianças

Programação reúne ações educativas e terapêuticas voltadas ao desenvolvimento e à autonomia

Brincadeiras, pinturas, jogos e atividades de interação ganham um significado especial quando utilizadas como ferramentas de aprendizagem. Durante a semana do Dia das Crianças, o Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), desenvolve atividades lúdicas com crianças e adolescentes atendidos pelo programa, com o objetivo de estimular habilidades importantes para o desenvolvimento, socialização e a autonomia.

Com recursos utilizados durante os atendimentos, é possível trabalhar diferentes competências que também são necessárias no ambiente escolar e na convivência em grupo. A psicopedagoga Rafaella Fioravante explica que as atividades ajudam a preparar as crianças para situações do cotidiano.

Rafaella Fioravante, psicopedagoga do Teamarr, afirma que as atividades contribuem para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças atendidas pelo programa.

“A gente trabalha com recursos que nos dão a possibilidade de trabalhar a frustração, a comunicação e atividades como recortar, colar, pintar e escrever. A criança fica mais apta a interagir em atividades escolares, em grupos de crianças e em momentos de recreação. Nesta semana, fizemos um painel de pintura para estimular a interação entre eles, trabalhando a interação com o outro, a divisão e a espera”, destaca.

E no Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr, as crianças e adolescentes são acompanhados em situações que vão além do ambiente terapêutico. “São trabalhadas situações como passeios, ida ao mercado, espera, comunicação e convivência. A interação também social, a divisão, a conversa, tudo isso é trabalhado”, afirma a psicopedagoga.

Nicolas Nilo, de 11 anos, destaca os avanços nas interações sociais proporcionadas pelo acompanhamento terapêutico. 

Os resultados desse acompanhamento também são percebidos pelas próprias crianças. Aos 11 anos, Nicolas Nilo, conta que as atividades realizadas no programa contribuíram para que ele desenvolvesse suas capacidades de interação social.

“As terapias me ajudaram muito, porque antes eu nem socializava. Aqui eu também faço muitas atividades e converso com a tia”, relata.

Para as famílias, o acompanhamento representa uma oportunidade de ampliar a autonomia e o desenvolvimento das crianças com segurança. Mãe de Maria Eduarda, a fisioterapeuta Daniele Silva frisa a importância do acompanhamento contínuo oferecido pelo programa.

Daniele Silva, mãe de Maria Eduarda, ressalta a importância do acompanhamento oferecido pelo Teamarr para o desenvolvimento e a autonomia da filha.

“Eu acredito que o projeto é de extrema importância, até para que ela possa desenvolver as suas necessidades e sua autonomia com muita segurança. O Teamarr tem sido um suporte para que as nossas crianças tenham acolhimento. Acima de tudo prestando um serviço que tem uma realidade deficiente em nosso estado”, avalia.

A programação especial da Semana do Dia das Crianças amplia as atividades que já fazem parte do acompanhamento. A diretora terapêutica do Teamarr, Ana Paula Aporta, detalha que a proposta é transformar a comemoração em uma oportunidade de aprendizado e convivência para as crianças e suas famílias.

Ana Paula Aporta, diretora terapêutica do Teamarr, apresenta a programação especial em alusão ao Dia das Crianças.

“Os profissionais estão organizando oficinas para trabalhar coordenação motora, trabalhar atenção, comunicação e socialização. Teremos também a oficina de cupcake, circuito de atividade física com água, cabelo maluco e pinturas faciais”, adianta.

O Dia das Crianças do Teamarr também contará com um café da manhã para receber familiares e terapeutas. A ideia é proporcionar um dia divertido, alegre, com cara de criança e com oportunidade de aprendizado.

 

PROGRAMAÇÃO

A programação especial do Dia das Crianças será realizada em dois dias e contemplará as duas unidades do Teamarr.

Dia: 20 de outubro

Local: Polo 1

Endereço: Avenida Santos Dumont, nº 1.193, bairro São Francisco

Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30

Dia: 21 de outubro

Local: Polo 2

Endereço: Rua Dorvalina Pessoa da Silva, nº 456, bairro Jardim Tropical

Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30

O Teamarr integra o Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima e oferece atendimento multidisciplinar a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

Texto: Álvaro Sales

Fotos: Alfredo Maia

SupCom ALERR – 15.10.2026

 

SETEMBRO VERDE
Podcast da ALERR debate direitos e desafios para inclusão de pessoas com deficiência

Programa reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir avanços, acessibilidade e participação social em Roraima

A Superintendência de Comunicação (SupCom) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) promoveu, nesta sexta-feira (25), um podcast especial sobre os direitos das pessoas com deficiência, com o tema “Setembro Verde: Inclusão que precisa ser vivida”. O programa foi transmitido pela TV ALERR, no canal 57.3, e reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir os desafios e os avanços relacionados à inclusão em Roraima.

Durante o debate, os convidados abordaram temas como acessibilidade, inclusão educacional, atendimento às famílias, comunicação, esporte paralímpico, dificuldades de inserção no mercado de trabalho e efetivação dos direitos previstos na legislação. As discussões também destacaram a importância da participação da sociedade para que as garantias legais sejam colocadas em prática no cotidiano.

Jornalista Raynãa Fernandes conduz debate sobre os avanços e desafios para a inclusão em Roraima

A jornalista Raynãa Fernandes, mediadora do podcast, destacou que o debate evidenciou avanços, mas também desafios que ainda precisam ser enfrentados para que a inclusão faça parte da rotina da sociedade.

“Sim, estamos avançando, mas ainda não estamos no mundo ideal. Quando a gente fala de educação, de acesso, de facilitar a educação nos espaços de socialização e, principalmente, da mentalidade da nossa sociedade, esse é o ponto-chave. É uma mudança que depende de leis efetivas, mas também da participação da nossa sociedade”, destacou.

 

Família, políticas públicas e acesso à saúde

O coordenador do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), Jourdan Galvão, destacou a importância de incluir as famílias e a sociedade nas discussões sobre políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

Coordenador do Teamarr, Jourdan Galvão, ressalta a importância do atendimento às famílias na construção de políticas públicas

“Quando a gente fala em inclusão, a gente tem que incluir, englobar a família e a sociedade como um todo. O Teamarr funciona como um receptor dessas informações familiares. A gente colhe as necessidades e procura discutir políticas públicas necessárias para dar suporte a essa população que, muitas vezes, não é ouvida no seu dia a dia”, explicou.

Presidente da Associação Amardown, Francisca Evânia da Costa, relata desafios enfrentados diariamente pelas famílias de pessoas com deficiência

Para Francisca Evânia da Costa, presidente da Associação Amardown, apesar dos avanços, as famílias ainda enfrentam dificuldades diárias, principalmente nas áreas de educação e saúde.

“A inclusão é muito bonita no papel, mas nós, por exemplo, lá da associação, sentimos a dificuldade diária das mães e de toda a família. Ainda falta muita coisa, principalmente na educação e na saúde. Acredito que já tivemos algum avanço, mas precisa muito, muito mesmo”, ressaltou.

Cynara Portella, do Centro Estadual de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), ressaltou que a presença em espaços públicos não significa, necessariamente, que uma pessoa com deficiência esteja incluída. Como exemplo, citou as dificuldades enfrentadas por pessoas surdas no acesso aos serviços de saúde.

Representante do CAS, Cynara Portella destaca a importância da acessibilidade para garantir a inclusão de pessoas surdas

“Permitir que as pessoas surdas ou com outras deficiências estejam em ambientes públicos não quer dizer que exista inclusão. Um surdo tem o direito legal de procurar um hospital público, mas ainda temos, enquanto sociedade, essa deficiência com relação à efetivação da inclusão”, ressaltou.

A representante do CAS também destacou a importância do diálogo para avançar na construção de soluções. “Se nós não discutimos, se não debatemos, a gente não consegue dar um passo à frente. A gente fica na mesmice”, afirmou.

 

Esporte como ferramenta de inclusão

O esporte também foi apresentado como ferramenta de socialização e qualidade de vida. A treinadora Ana Kesia Neves, do Centro de Referência Paralímpica em Roraima, explicou que a oferta de modalidades para pessoas com deficiência vem crescendo no estado.

Treinadora Ana Kesia Neves apresenta o esporte paralímpico como ferramenta de socialização e qualidade de vida em Roraima

“O esporte entra para acrescentar ainda mais para a pessoa com deficiência uma opção de qualidade de vida, um local onde ela possa socializar e praticar esporte. É algo que ela gosta, que motiva, que pode competir e interagir”, explicou.

Um dos assuntos abordados por ela foi a necessidade de adequar os recursos às necessidades das pessoas com deficiência. Como exemplo, citou o caso de uma aluna que se queixava de dores no braço. Ao conversar com a estudante e buscar entender a situação, percebeu que o desconforto era causado pela cadeira utilizada por ela, que não era confortável e pesava mais de 20 quilos.

A cadeira era diferente daquela usada pela aluna durante os treinos, que é mais leve e permite maior liberdade de movimento.

Ao longo do podcast, os participantes reforçaram que a inclusão depende não apenas da existência de leis, mas também do conhecimento sobre esses direitos e da participação da sociedade para que sejam efetivamente colocados em prática. Educação, saúde, acessibilidade, esporte, atendimento especializado e participação das famílias foram apontados como áreas que precisam caminhar de forma integrada para ampliar a inclusão em Roraima.

Nesse processo, conhecer os direitos e compreender as necessidades das pessoas com deficiência são passos importantes para que a sociedade também participe da construção de uma realidade mais inclusiva.

Em razão da legislação eleitoral, a produção será disponibilizada no YouTube da ALERR (@assembleiaRR) somente após o período de campanha eleitoral.

Texto: Monica Gizele

Fotos: Eduardo Andrade

SupCom ALERR – 25.09.2026

 

 

 

 

 

CULTURA E INCLUSÃO
Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr visita o Museu Integrado de Roraima

A atividade busca ampliar as experiências de convivência e interação social das crianças atendidas pelo programa da ALERR

Integrantes do Grupo de Habilidades Sociais do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participaram de uma visita ao Museu Integrado de Roraima, nesta quarta-feira (23). Localizado dentro do Parque Anauá, o museu conta com exposições e acervos históricos sobre a fauna e a flora do estado. O passeio contou com a participação de 15 crianças, com idades entre 10 e 13 anos.

A psicopedagoga do Teamarr, Rafaella Nery explica que a visita ao museu permite colocar em prática habilidades de comunicação, espera e interação social.

Ampliar a capacidade de socialização, desenvolver a habilidade de espera e estimular a interação social de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são alguns dos principais objetivos do Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr. Conforme explicou a psicopedagoga Rafaella Nery, diferentes habilidades são trabalhadas mensalmente por meio de atividades planejadas para estimular a autonomia, a convivência e a participação dos atendidos em ambientes e situações do cotidiano.

“Neste mês, nós trouxemos para as sessões a temática da Amazônia, então nada melhor do que apresentar a eles o museu por meio de todas as atividades sensoriais que temos aqui. E este é um ponto importante para o desenvolvimento deles, porque trabalhamos a comunicação e a espera, e este é um momento para colocar em prática tudo o que foi desenvolvido durante as consultas”, comenta.

Aos 13 anos, Kelvin Costa visitou o Museu Integrado de Roraima pela primeira vez e destaca o interesse pela história, pelos povos indígenas e pelas espécies de aves da região.

Essa foi a primeira vez de Kelvin Costa, de 13 anos, no museu. O espaço despertou a curiosidade do adolescente, que pôde conhecer de perto elementos da biodiversidade de Roraima. A experiência também permitiu que ele colocasse em prática habilidades desenvolvidas durante os encontros do grupo, como a interação, a comunicação e a convivência em diferentes ambientes.

“Eu achei muito legal conhecer um pouco mais sobre as histórias antigas do nosso estado, os povos indígenas e também ver os animais que fazem parte da nossa região. Gostei de conhecer coisas que eu ainda não sabia. O que mais chamou a minha atenção foi a exposição sobre as aves, onde pude conhecer diferentes espécies e ouvir os sons e cantos delas”, destaca.

Heitor Costa, de 13 anos, conheceu pela primeira vez o acervo do Museu Integrado de Roraima e se encantou com a diversidade de insetos, aves e aranhas da fauna local.

Quem também visitou o museu pela primeira vez foi o Heitor Costa, também de 13 anos. Ele foi ao passeio por insistência do amigo Kelvin. A fauna local foi o que mais chamou a atenção do estudante. “Eu gostei de conhecer mais sobre os insetos e aves aqui de Roraima, também vi várias espécies de aranhas e achei tudo muito legal”, conta.

 

Museu Integrado de Roraima

A diretora do Museu Integrado de Roraima, Elena Fioretti, apresentou os acervos aos participantes do Grupo de Habilidades Sociais, destacando o papel educativo e social da instituição.

A visita ao Museu Integrado de Roraima (MIRR) foi conduzida pela diretora da unidade, Elena Fioretti, que apresentou para as crianças os acervos catalogados e a Exposição AmarZônia, que conta com diversos elementos da biodiversidade de Roraima. Ela também ressalta que o espaço tem o compromisso de atender a sociedade e reforça a importância das visitas.”

“O museu tem como premissa atender a sociedade. Todo o trabalho realizado aqui, seja no âmbito da pesquisa ou no campo das atividades educativas, precisa retornar à sociedade. E uma das formas que nós atuamos é exatamente essa,  apresentar a todos que venham aqui um pouco do nosso acervo”, ressalta.

O museu funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. Aos domingos, o local funciona das 14h às 17h.

 

 

Texto: Bruna Gomes

Foto: Alfredo Maia

SupCom ALERR

APOIO E CUIDADO
Teamarr promove palestra do Setembro Amarelo para familiares de autistas

Iniciativa visa acolher as famílias dos pacientes atendidos no programa; evento ocorreu nesta sexta-feira, 18

 

Diante da sobrecarga enfrentada por muitos familiares de pessoas com autismo, que precisam conciliar trabalho e outras responsabilidades diárias, o Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), promoveu, nesta sexta-feira (18), uma palestra sobre o Setembro Amarelo com o tema “Para cuidar de quem cuida”.

A diretora terapêutica, Ana Paula Aporta, destaca que é fundamental olhar também para as necessidades e o bem-estar dos familiares, e não apenas para o paciente.

A diretora terapêutica do Teamarr, Ana Paula Aporta, destaca que além do suporte aos pacientes é fundamental acolher as famílias. “Quando se fala em saúde, especialmente em saúde mental, é preciso lembrar que o autista tem uma família, que também necessita de apoio. A ideia é estender o atendimento aos familiares das crianças e jovens acompanhados pela instituição”, ressalta.

Pensando nisso, uma ação foi planejada para as famílias de crianças e adolescentes atendidos pelo Teamarr. “O momento é voltado à escuta dessas famílias, oferecendo orientações, dados e informações sobre como identificar situações de sofrimento emocional, como a depressão, e quais caminhos podem ser buscados para obter ajuda”, detalha Ana Paula.

Larissa Ramos, assistente social do Teamarr ressalta que o mês de setembro é dedicado à reflexão sobre a valorização da vida e à importância dos cuidados com a saúde mental. Segundo ela, a atenção também precisa alcançar os familiares que carregam a sobrecarga do dia a dia ao lidar com crianças e jovens que necessitam de cuidados especializados.

“Os pais e responsáveis atípicos têm uma sobrecarga muito grande e, muitas vezes, acabam não dando tanta importância à saúde mental”, conta Larissa Ramos, assistente social.

“Nosso tempo, hoje, foi para orientar essas famílias e mostrar que elas não estão sozinhas, pois o Teamarr também tem um olhar direcionado para eles, os instruindo, dentro desses sinais que, de repente, a pessoa pode identificar, como que ela poderá buscar ajuda, quais são os serviços públicos que ofertam o atendimento, para quem enfrenta algum sofrimento psíquico”, pontua.

 

Suporte necessário

A professora Joseane Viana é mãe de uma adolescente com autismo, atendida pelo Teamarr há dois anos. Ela relatou que o acompanhamento especializado transformou a rotina da filha, que tinha dificuldades de interação com outras pessoas. “Depois que tive o diagnóstico, pensei: ‘Meu Deus, vou buscar ajuda’. Fui pesquisar, e descobri o Teamarr pelo Instagram. Fiz o cadastro dela e, pouco tempo depois, nos chamaram”, conta.

Segundo Joseane, a evolução da filha foi significativa. Além da socialização, houve melhora na rotina escolar. Ela relata que apesar de a garota realizar as aulas regulares de forma remota, alcançou uma importante conquista acadêmica.

A professora Joseane Viana é mãe de uma adolescente com autismo, atendida pelo Teamarr há dois anos.A professora Joseane Viana é mãe de uma adolescente com autismo, atendida pelo Teamarr há dois anos.

“O Teamarr foi um divisor de águas nas nossas vidas. Antes de ser atendida, ela não estava mais conseguindo assistir às aulas, que tiveram que ser remotas.  Ela teve uma mudança da água para o vinho. Começou a me ajudar dentro de casa, a estudar sozinha e passou no vestibular da UFRR para o curso de Arquitetura aos 17 anos”, relembra orgulhosa.

Joseane avalia como fundamental a iniciativa do Teamarr em também cuidar de toda a rede de apoio do autista.

“É necessário cuidar realmente de quem cuida. Então, quem é mãe atípica, sempre está inserida naquela questão: eu estou sozinha, onde buscar a rede? Ver esse suporte é muito bom. É uma ação que deve se multiplicar várias vezes durante o ano e o Teamarr é um programa que não deve parar”, concluiu.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 18.09.2026

TEAMARR
Centro de Acolhimento ao Autista oferece Terapia ABA para crianças e adolescentes

Tratamento, disponibilizado gratuitamente, auxilia na socialização e busca incentivar autonomia

O acompanhamento especializado oferecido pelo Centro de Acolhimento ao Autista de Roraima (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), reúne diferentes estratégias voltadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os atendimentos disponibilizados está a Terapia ABA, uma abordagem baseada em princípios científicos da análise do comportamento e que busca incentivar habilidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O acesso custa caro na rede particular, mas no Teamarr o tratamento é disponibilizado gratuitamente.

A coordenadora da Terapia ABA, Patrícia Jacinto, explica que o acompanhamento é realizado individualmente.

A sigla ABA vem do inglês Applied Behavior Analysis, que significa “Análise Comportamental Aplicada”. A coordenadora da ABA no Teamarr, Patrícia Jacinto, explica que antes do início do acompanhamento é realizada uma avaliação para identificar as competências já adquiridas e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. A partir disso, as atividades são planejadas de forma individualizada, priorizando aspectos como comunicação, socialização, coordenação e comportamento.

 

“Dentro da sala, existe toda uma estrutura: temos os momentos das brincadeiras em grupo, em que vamos focar na questão da socialização e interação em pares, e os momentos das atividades individualizadas, que acontecem na mesinha, seguindo toda uma rotina. Durante essas atividades, utilizamos brinquedos e recursos pedagógicos”, detalha.

Nathalia Trevisan, assistente terapêutica, conta que além das atividades estruturadas, o acompanhamento também é marcado pela construção de vínculos entre as crianças e os profissionais. A adaptação acontece de forma gradual, a partir das preferências de cada assistido. Com o tempo, esse vínculo contribui para que as crianças ampliem a interação, a comunicação e a participação nas atividades com outras crianças.

A assistente terapêutica Nathalia Trevisan destaca a importância da criação de vínculos durante os atendimentos.

“A criança vem, a gente começa brincando com ela, descobrindo os brinquedos que ela gosta, introduzindo esses brinquedos e outras crianças para brincar na brincadeira. E, quando a gente vê essa evolução, eu acho que é gratificante, porque a gente sabe que veio do nosso trabalho, do nosso esforço”, relata.

Denise Ferreira, mãe de Anthony Ferreira, de cinco anos, acompanha o filho no programa há seis meses e conta que já percebe mudanças no comportamento e no desempenho dele nas atividades do dia a dia. Segundo ela, o menino também demonstra estar adaptado ao espaço e aos profissionais.

“Desde quando ele começou a fazer a terapia ABA ele melhorou muito. Deu pra ver o desempenho dele em relação às atividades diárias dele. Eu, como mãe, comecei a observar nesses seis meses que o estresse dele diminuiu”, destaca.

De acordo com Denise, Anthony tem demonstrado interesse em participar dos atendimentos e chega ao espaço animado para entrar, o que, para a família, também representa um sinal positivo do vínculo construído.

“A partir da hora que a gente traz ele, chega ali na porta, ele já quer entrar. Ele gosta daqui, ele procura, não quer nem esperar. É até difícil ficar lá na recepção, porque ele quer entrar”, afirma.

Denise Ferreira, relata avanços do filho após seis meses de acompanhamento no Teamarr.

Para Denise, ter acesso gratuito às terapias e contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para as famílias, especialmente diante dos desafios da rotina de uma mãe atípica. Ela ressalta que o apoio contribui para que os pais possam acompanhar o desenvolvimento dos filhos e seguir buscando novas conquistas.

“O apoio que eles estão dando é essencial, porque sem isso não tem como a gente ver o progresso dos filhos, das crianças que estão necessitando de toda essa assistência, dessa equipe multidisciplinar”, comenta.

 

Sobre o Teamarr

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), criado em 2022 por meio da Resolução nº 002/2023, integra o Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A iniciativa acompanha, instrui e sensibiliza os cidadãos sobre seus direitos sociais, promovendo cidadania e inclusão.

Entre as áreas especializadas disponíveis estão: psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia, além de atividades coletivas como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Grupo de Habilidades Sociais e Emocionais e o Projeto Turistea.

O espaço oferece acolhimento, terapias e orientações a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como capacitação a familiares e profissionais da saúde. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco, em Boa Vista. Para fornecer informações sobre o programa, a ALERR disponibiliza os telefones (95) 99129-7119 e 0800 006 0670.

Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 19.08.2026

 

 

MÚSICA E APRENDIZADO
Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr retoma atividades com exercícios de musicalização inclusiva

A modalidade busca estimular as competências de cooperação, criatividade e expressão dos atendidos pelo programa

O Grupo de Habilidades Sociais do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), retomou as atividades com aulas de musicalização inclusiva, duas vezes na semana. A proposta é desenvolver as capacidades de cooperação, criatividade, expressão e coordenação motora das crianças e adolescentes atendidos pelo programa.

Conforme Martins Nascimento, professor da modalidade, a atividade mistura parte da musicoterapia, ou seja, a melodia e o ritmo, e parte da musicalização, que, segundo ele, se traduz em uma linguagem diferente, tal como o lúdico, que trabalha a questão motora dos alunos.

Conforme Martins Nascimento, professor convidado, a atividade mistura parte da musicoterapia e da musicalização.

“Os instrumentos que a gente usa são os não convencionais. Por que não trazer materiais do dia a dia? Sabemos que a tecnologia vem para agregar, mas, resolvemos fazer diferente, utilizando materiais que surpreendem as crianças, e, até mesmo os pais, como o som da folha, do tecido, do plástico, ou de qualquer outro material que produz sons que misturam ritmo e, também, a criatividade de cada um”, explicou.

 

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais, que podem utilizar os sons dos instrumentos como uma forma de comunicação.

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais.

“A musicalização contribui ainda para a interação social, estimulando o contato visual e a participação nas atividades. Outro aspecto trabalhado é a percepção do tempo e da espera, como aguardar o próprio momento de participar, acompanhar as pausas, os tons e os diferentes sons presentes nas músicas”, destacou.

Para a jovem Maria Clara Reis Nunes, de 13 anos, sua maior dificuldade é manter o foco e a concentração. Ela afirma que a atividade com música conseguiu prender sua atenção. “Gostei muito da parte com as baquetas. Acho que essas atividades vão me ajudar a me concentrar, já que eu não consigo, e, hoje, eu consegui”, comemorou a menina.

Para Maria Clara Reis Nunes, sua maior dificuldade é o foco e a concentração. Segundo ela, a musicalização facilita o aprendizado.

 

 

Retorno dos atendimentos e das atividades

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, detalhou que o local retornou do recesso com a sede reformada e novos terapeutas, além da novidade de contar com um neuropediatra. “Com isso, os assistidos retomaram os atendimentos individuais em todas as áreas: fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, entre outras. Temos, também, a nossa neuropediatra, que acompanhará as famílias e analisará a necessidade de o paciente precisar de outro tipo de terapia”, informou.

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, informou que Teamarr seguirá um cronograma de atividades com diferentes temas até o final do ano.

Ana Paula detalha ainda que o Teamarr seguirá um cronograma até o final do ano, com diferentes temas que serão trabalhados no grupo. “Este mês é sobre música. A musicalização é uma das áreas para as quais há comprovação científica de efeitos no desenvolvimento de pessoas autistas. Tudo o que desenvolvemos aqui é baseado na ciência e no que há de melhor para a vida do jovem ou da criança autista”, concluiu.

 

Atendimentos

O Teamarr funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, em duas unidades de Boa Vista. A sede está localizada na Avenida Santos Dumont, 1193, no bairro São Francisco, enquanto a segunda unidade fica na Rua Dorvalina Pessoa da Silva, 456, no bairro Jardim Tropical, na Zona Oeste.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 13.08.2023