Mãe da pequena Jamylle Gabriele, a dona de casa Socorro de Araújo conta que aos 4 anos de idade a filha recebeu o diagnóstico de transtorno mental leve, o que provoca algumas problemáticas de relacionamento. “Ela é tímida [na hora de falar com as pessoas].” Em outros momentos, a menina tem dificuldade para se concentrar. “Ela não se aquieta é agitada, morde a roupa”, contou.

Mas ao saber, por intermédio de uma amiga, que o Abrindo Caminhos ofertava atividades gratuitas, Socorro decidiu colocar a filha na modalidade de ginástica rítmica. Tudo para estimular o desenvolvimento da menina. “Uma amiga minha tinha colocado a filha dela aqui. Ai eu vim aqui, procurei saber e consegui a vaga para ela.”

Há quatro meses praticando a atividade, a mãe aponta mudanças no comportamento de Jamylle, hoje com 8 anos de idade. “Ela melhorou muito e ela gosta de vir pra cá. Eu acho muito boa essa oportunidade que ela está tendo. Eu moro longe, lá no Pérola, mas já vim de bicicleta e eu não quero nem saber, eu venho porque ela gosta”, ressaltou Socorro.

Durante as aulas Jamylle se encanta pelos movimentos apresentados pela professora Iraima Carvalho. Ela ressalta o esforço da aluna em acompanhar a turma. “Ela é bem ativa, participa bem das atividades. Na ginástica rítmica a parte técnica requer muito tempo para a criança aprimorar o seu movimento, mas ela de desenvolve muito bem a cada aula.”

Incluir é dar acesso a todas as pessoas a uma determinada coisa, seja ela na área educacional, profissional ou social. Por meio do Abrindo Caminhos, programa da Assembleia Legislativa, crianças e adolescentes têm a possibilidade de realizar atividades de lazer, esporte e cultura. A diretora do programa, Viviane Lima, ressalta que todos são bem-vindos na Unidade. “Nós vamos incluindo essas crianças, faz parte da nossa dinâmica, faz parte do que é o Abrindo Caminhos.”

Além disso, os demais alunos também são sensibilizados e educados a serem pessoas inclusivas. “Às vezes chega a nos emocionar porque a gente vê que eles tem toda uma atenção também. Nós temos uma aluna deficiente visual no coral e ela já tem uma amiguinha que fica ali do lado dela para ajudar”, contou a diretora.

Texto: Bárbara Araújo

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR