Nesta quinta-feira (2) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Apesar de não ter cura, terapias, medicamentos e, é claro, muito amor e dedicação podem proporcionar qualidade de vida para estas pessoas e suas famílias. Pensando neste público, o programa Abrindo Caminhos, da Assembleia Legislativa, criou um centro voltado para crianças e adolescentes nesta condição, o Espaço Azul.

Para proporcionar uma melhor qualidade de vida e atenção especial, o Espaço Azul, que funciona no Prédio do Programa Abrindo Caminhos, atenderá crianças e adolescente de 5 a 17 anos. O espaço oferece serviços de atendimentos psicológicos, acolhimento individual e em grupo. O local já possui estrutura montada com quatro salas no prédio.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o programa Abrindo Caminhos suspendeu as atividades, para evitar aglomerações. As matrículas e cadastros das crianças com autismo serão feitas quando os trabalhos da instituição voltarem à normalidade.

“Devido a todo esse momento que estamos vivendo em relação ao coronavírus, a data para cadastro no Espaço Azul será remarcada. Enquanto isso, estamos estudando mais sobre o assunto, para oferecer o melhor trabalho para as famílias”, esclareceu a diretora do Programa Abrindo Caminhos, Viviane Lima.

Rannely Vasconcelos, mãe da Elisa, está aguardando o retorno das atividades para matricular sua filha, no Espaço Azul. “Ela já é aluna do Abrindo Caminhos, estamos com uma grande expectativa com Espaço Azul, nossa filha que tem dificuldades devido ao autismo, e necessita de suporte multidisciplinar, sei que ela terá um grande desenvolvimento no Espaço Azul.”

Após o diagnóstico, os pacientes devem fazer uma série de tratamentos e habilitação/reabilitação para estimulação das consequências que o autismo implica, como dificuldade no desenvolvimento da linguagem, interações sociais e capacidades funcionais.

“Até no nível mais severo, um autista sempre é diferente um do outro, precisamos de uma análise bem individualizada, saber o que essa pessoa já consegue fazer, quais os potenciais dela. A partir daí traçar um plano de ensino bem estruturado, para que possa ser desenvolvido”, explicou a psicóloga do Abrindo Caminhos, Camila Sales.

Direitos e sensibilização

Por meio de leis, a ALE-RR trabalha para garantir direitos a pessoas com autismo, além de promover discussões sobre a causa. Os principais deles são:

  • Proibição de cobranças de valores adicionais ou sobretaxas para matrícula ou mensalidades nas instituições de ensino público e privada.
  • Criação da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no sentido de desenvolver políticas públicas como pesquisas científicas, atenção na saúde, inserção no mercado de trabalho, e a capacitação dos profissionais para melhor atendimento especializado.
  • Instituição da Semana do Autismo, no período de 1 a 7 deste mês, e o Dia da Conscientização sobre o Autismo, no dia 15 do mês, para promoção de discussões para informar a população sobre a causa.
  • Documento de identificação para pessoas autistas. Uma forma de facilitar o atendimento dessas pessoas, nas unidades de saúde e na educação uma vez que, em muitos casos, a condição não é perceptível visualmente.

Texto: Ana Lucia Montel

Foto: Artur Scaramuzza

SupCom ALE-RR