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NO HEMORAIMA
Servidores da Ouvidoria-Geral e da Procuradoria da Mulher aderem à campanha e doam sangue

O Hemoraima (Hemocentro de Roraima) recebeu nesta quinta-feira (23) servidores da Ouvidoria-Geral e da Procuradoria Especial da Mulher, ambos órgãos da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RR), para doação de sangue. A ação faz parte da campanha “Doe sangue, doe vida”, em alusão ao “Junho Vermelho”.

“Estamos aqui cumprindo o nosso papel fundamental, para que a gente consiga fazer com que as pessoas doem sangue. Sabemos o quanto é difícil um parente nosso precisar de uma bolsa de sangue. Acredito que a missão de cada um é vir aqui ao Hemocentro e não deixar faltar sangue para essas pessoas que estão no HGR [Hospital Geral de Roraima] ou em outros hospitais. Doação é vida. E a gente podendo dividir com outro ser, é fundamental”, declarou a procuradora especial da Mulher, deputada Betânia Almeida (PV).

Essa é a segunda vez que o servidor Daniel Mozart, de 33 anos, doa sangue.

“Me sinto bem em doar. É uma missão de ajudar outras pessoas. Nunca tive medo e acredito que irá gerar um benefício muito grande. Pretendo voltar daqui a 60 dias para doar novamente”, contou.

Já a servidora Adriana Silveira, de 36 anos, é doadora desde 2006, mas ficou um período sem doar por causa da covid-19.

“Devido à pandemia, eu parei e retornei agora. Entendo que, a partir do momento em que faço a doação, estou dando vida a outras pessoas, e isso é muito importante. Convido todos que estiverem disponíveis para virem também. É uma sensação muito boa. Se pudermos fazer algo para alguém, esse é o momento”, ressaltou.

De acordo com a assistente social do Hemocentro, Hellen Bessa, a situação do estoque de sangue “continua crítica”.

“Junho é um mês peculiar, com chuvas que intimidam o nosso doador frequente e quando muitas pessoas ficam gripadas, o que é uma condição de inaptidão para doar. É, ainda, um período em que o Estado faz as cirurgias eletivas, e isso demanda uma grande solicitação de estoque de bolsas. Então, necessitamos da sensibilização da sociedade, das pessoas que já haviam se cadastrado, para que retomem a frequência e a gente consiga manter um equilíbrio, levando em consideração que há doações, por exemplo, de plaquetas, que só duram três dias”, detalhou a assistente.

 

Doação de medula

Ainda de acordo com a assistente, outra campanha que também necessita de atenção especial é a de doação de medula óssea.

“As pessoas têm muito medo de doar, por achar que vai mexer com a medula espinhal, mas não tem nenhuma relação. A forma de fazer doação é por aférese, que é uma punção na veia, ou por uma punção na região da bacia”, explicou Hellen.

Conforme ela, para cada pessoa cadastrada, a possibilidade de compatibilidade varia de 1 a 100 mil casos que estão necessitando da doação.

“É um candidato que terá uma probabilidade bem distante, mas que pode ser compatível com alguém porque, quando se precisa de medula óssea, se busca primeiro na família. Quando não, é que se recorre ao banco de dados. Em Roraima, temos seis candidatos que puderam salvar vidas. Ainda é baixa a procura. Por isso, a gente pede que as pessoas ajudem a espalhar isso”, concluiu.

Para ser um doador de medula óssea, o candidato precisa ter entre 18 e 35 anos. No entanto, ele segue no banco de dados até os 60 anos. Estar em bom estado de saúde e não apresentar doenças infecciosas, câncer, doença no sangue ou do sistema imunológico também são condições necessárias para poder doar.

Texto: Suzanne Oliveira

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR

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