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TEAMARR
Centro de Acolhimento ao Autista oferece Terapia ABA para crianças e adolescentes

Tratamento, disponibilizado gratuitamente, auxilia na socialização e busca incentivar autonomia

O acompanhamento especializado oferecido pelo Centro de Acolhimento ao Autista de Roraima (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), reúne diferentes estratégias voltadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os atendimentos disponibilizados está a Terapia ABA, uma abordagem baseada em princípios científicos da análise do comportamento e que busca incentivar habilidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O acesso custa caro na rede particular, mas no Teamarr o tratamento é disponibilizado gratuitamente.

A coordenadora da Terapia ABA, Patrícia Jacinto, explica que o acompanhamento é realizado individualmente.

A sigla ABA vem do inglês Applied Behavior Analysis, que significa “Análise Comportamental Aplicada”. A coordenadora da ABA no Teamarr, Patrícia Jacinto, explica que antes do início do acompanhamento é realizada uma avaliação para identificar as competências já adquiridas e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. A partir disso, as atividades são planejadas de forma individualizada, priorizando aspectos como comunicação, socialização, coordenação e comportamento.

 

“Dentro da sala, existe toda uma estrutura: temos os momentos das brincadeiras em grupo, em que vamos focar na questão da socialização e interação em pares, e os momentos das atividades individualizadas, que acontecem na mesinha, seguindo toda uma rotina. Durante essas atividades, utilizamos brinquedos e recursos pedagógicos”, detalha.

Nathalia Trevisan, assistente terapêutica, conta que além das atividades estruturadas, o acompanhamento também é marcado pela construção de vínculos entre as crianças e os profissionais. A adaptação acontece de forma gradual, a partir das preferências de cada assistido. Com o tempo, esse vínculo contribui para que as crianças ampliem a interação, a comunicação e a participação nas atividades com outras crianças.

A assistente terapêutica Nathalia Trevisan destaca a importância da criação de vínculos durante os atendimentos.

“A criança vem, a gente começa brincando com ela, descobrindo os brinquedos que ela gosta, introduzindo esses brinquedos e outras crianças para brincar na brincadeira. E, quando a gente vê essa evolução, eu acho que é gratificante, porque a gente sabe que veio do nosso trabalho, do nosso esforço”, relata.

Denise Ferreira, mãe de Anthony Ferreira, de cinco anos, acompanha o filho no programa há seis meses e conta que já percebe mudanças no comportamento e no desempenho dele nas atividades do dia a dia. Segundo ela, o menino também demonstra estar adaptado ao espaço e aos profissionais.

“Desde quando ele começou a fazer a terapia ABA ele melhorou muito. Deu pra ver o desempenho dele em relação às atividades diárias dele. Eu, como mãe, comecei a observar nesses seis meses que o estresse dele diminuiu”, destaca.

De acordo com Denise, Anthony tem demonstrado interesse em participar dos atendimentos e chega ao espaço animado para entrar, o que, para a família, também representa um sinal positivo do vínculo construído.

“A partir da hora que a gente traz ele, chega ali na porta, ele já quer entrar. Ele gosta daqui, ele procura, não quer nem esperar. É até difícil ficar lá na recepção, porque ele quer entrar”, afirma.

Denise Ferreira, relata avanços do filho após seis meses de acompanhamento no Teamarr.

Para Denise, ter acesso gratuito às terapias e contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para as famílias, especialmente diante dos desafios da rotina de uma mãe atípica. Ela ressalta que o apoio contribui para que os pais possam acompanhar o desenvolvimento dos filhos e seguir buscando novas conquistas.

“O apoio que eles estão dando é essencial, porque sem isso não tem como a gente ver o progresso dos filhos, das crianças que estão necessitando de toda essa assistência, dessa equipe multidisciplinar”, comenta.

 

Sobre o Teamarr

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), criado em 2022 por meio da Resolução nº 002/2023, integra o Programa de Atendimento Comunitário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A iniciativa acompanha, instrui e sensibiliza os cidadãos sobre seus direitos sociais, promovendo cidadania e inclusão.

Entre as áreas especializadas disponíveis estão: psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia, além de atividades coletivas como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), Grupo de Habilidades Sociais e Emocionais e o Projeto Turistea.

O espaço oferece acolhimento, terapias e orientações a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como capacitação a familiares e profissionais da saúde. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco, em Boa Vista. Para fornecer informações sobre o programa, a ALERR disponibiliza os telefones (95) 99129-7119 e 0800 006 0670.

Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 19.08.2026

 

 

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