REDE DE PROTEÇÃO
CHAME completa 17 anos oferecendo suporte às vítimas de violência doméstica

Atendimento multidisciplinar ajuda mulheres a recuperar autoestima e reconstruir suas histórias

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), programa vinculado à Secretaria Especial da Mulher (SEM) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), completa 17 anos nesta terça-feira (18). O órgão é um local de acolhimento, orientação e encorajamento ao público feminino, vítima de todos os tipos de violência.

De acordo com a diretora da SEM, Glauci Gembro, a rede de atendimento do Chame vai além da proteção às mulheres. “Foram criados novos projetos voltados à prevenção, fortalecimento da autoestima, suporte à família e acompanhamento psicológico”, explica.

A diretora da SEM, Glauci Gembro, destaca que o Chame oferece uma rede de atendimento focada no acolhimento às mulheres.

Segundo Glauci, além do atendimento individual feito pela equipe multidisciplinar, o Chame acolhe as mulheres com atividades de lazer (como aulas de dança), oficina de defesa pessoal e caravanas nos municípios do interior, levando serviços de cidadania e orientação às mulheres.

“O Chame cresceu muito. Hoje, não somos apenas uma secretaria que atende mulheres vítimas de violência. Cuidamos da mulher como um todo, levando ações de prevenção, acolhimento e empoderamento”, pontua.

Entre os projetos implantados está o grupo terapêutico “Flor de Lótus”, criado para complementar o atendimento psicológico individual. A iniciativa reúne mulheres em encontros conduzidos por profissionais especializados, proporcionando um espaço de escuta, amparo e troca de experiências.

Glauci relata que o programa já acumula diversas histórias de superação. “Percebemos que apenas o atendimento individual não era o suficiente. Criamos o grupo para que essas mulheres também fossem cuidadas umas pelas outras, com acompanhamento profissional. Temos histórias muito bonitas de mulheres que reconstruíram suas vidas”, ressalta.

Outra iniciativa é o grupo reflexivo “Reconstruir”, destinado a homens autores de violência doméstica que cumprem medidas judiciais. Atualmente, cerca de 65 participantes frequentam encontros realizados duas vezes por semana, nos períodos da manhã e da tarde.

 

Acolhimento infantil

O Chame também as crianças e adolescentes. Um dos projetos mais recentes é o “Cuidar para Curar”, voltado ao acompanhamento dos filhos que presenciaram episódios de violência dentro de casa. Considerado pioneiro no estado, a iniciativa atende mais de 20 crianças, que serão assistidas por, aproximadamente, um ano, recebendo acompanhamento psicológico e social.

Além do atendimento infantil, assistentes sociais realizam visitas domiciliares para avaliar as condições estruturais das famílias, e, quando necessário, as encaminham para programas sociais do Estado.

“Hoje, conseguimos cuidar não apenas da mulher, mas também da criança que presencia a violência, bem como orientamos o agressor. O Chame passou a olhar para toda a família”, frisa a diretora da SEM.

 

Desenvolvendo e fortalecimento do amor-próprio

O Chame oferta aulas gratuitas de defesa pessoal e de jazz. As atividades, segundo Glauci, ajudam no fortalecimento da autoestima e preparam as mulheres para situações de risco. Devido à alta procura, as turmas possuem lista de espera.

Para as mulheres em tratamento contra o câncer, que perderam os cabelos, foi criada a campanha permanente “Mechas de Esperança”, que arrecada lenços, bem como recebe doações de fios de cabelos para confecção de perucas. “Recebo ligações de pessoas dizendo que, depois do atendimento, voltaram a ver a mãe sorrindo. É isso que nos motiva. Quando uma mulher recupera a vontade de viver, percebemos que todo o trabalho valeu a pena”, conta Glauci.

“Essa parceria é muito importante porque as pacientes se sentem acolhidas de alguma forma”, afirma a sócia do Cecor, Juliana Gomes.

O Centro Oncológico de Roraima (Cecor), especializado no tratamento de pacientes com câncer, é parceiro do projeto. “Hoje, as pacientes oncológicas podem chegar aqui no Cecor e escolher a peruca que mais se adeque ao seu rosto e ao seu estilo”, informa a sócia da unidade, Juliana Gomes.

Conforme ela, a unidade abraçou a causa por entender ajuda no tratamento das pacientes. “Por isso, a gente precisa sempre desse engajamento da doação. Essa parceria é muito importante porque as pacientes se sentem acolhidas de alguma forma. Enquanto cuidadores, a gente se sente muito feliz que tenhamos parceiros. Quando você tem uma rede de apoio, uma equipe que está ali olhando para você e falando: ‘estamos aqui’, também, é muito importante”, completa.

 

Histórias de superação

A professora Regina Rocha buscou o Chame em 2024 enquanto enfrentava um período de grande vulnerabilidade emocional.20

Ao relembrar os 17 anos de funcionamento do programa, a diretora da SEM salienta que os resultados mais marcantes são as histórias de mulheres que conseguiram reconstruir suas vidas após o atendimento, como é o caso da professora Regina Rocha, de 56 anos, que, em 2024, buscou o Chame enquanto enfrentava um período de grande vulnerabilidade emocional.

“Eu já conhecia o trabalho da instituição há muitos anos. Foi o primeiro lugar que me veio à mente quando pensei em procurar ajuda. Aqui, encontrei acolhimento, respeito e apoio”, afirma.

Para ela, o acompanhamento individual de psicólogas, terapeutas, assistentes sociais e advogadas foi fundamental em seu processo de recuperação e, a participação no grupo terapêutico ‘Flor de Lótus’ marcou uma fase de renascimento e retomada da própria vida. “Foram necessárias várias terapias para eu compreender que estava imersa em um ciclo abusivo e que precisava romper a situação, além de buscar meus direitos e denunciar”, comenta.

 

Resgate da identidade e da autoestima

A professora também relata que, antes do acompanhamento, priorizava sempre o outro e se deixava de lado como mulher. “O Chame me ajudou a recuperar a autoestima e a percepção sobre meu próprio valor. Agora, eu consigo viver mais tranquilamente. Desde o dia em que cheguei, até aqui, me considero vitoriosa, pois, nem todas conseguem sair desse ciclo”, avalia.

Para Regina, o amor-próprio não significa apenas gostar da aparência, mas se respeitar, reconhecer seu valor e não permitir que outra pessoa determine quem ela deve ser. “Desejo compartilhar minha experiência para incentivar outras mulheres a buscarem por ajuda”, enfatiza.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Eduardo Andrade | Jader Souza

SupCom ALERR – 18.08.2023

 

EDUCAÇÃO E SEGURANÇA
Educar é Prevenir orienta estudantes sobre riscos de aliciamento nas redes sociais

Alunos, professores e funcionários da Escola Profª Francisca Élzika de Souza Coelho receberam orientações sobre o combate ao tráfico de pessoas e os riscos presentes na internet

O projeto Educar é Prevenir, do Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), encerrou nesta sexta-feira (14) a programação de sua 64ª edição, na Escola Estadual Profª Francisca Élzika de Souza Coelho, localizada no bairro Mecejana.

Durante toda a semana, a iniciativa promoveu atividades de orientação e conscientização voltadas à comunidade escolar, com foco na prevenção e no combate ao tráfico de pessoas. A escola recebeu materiais informativos e os gestores, professores, funcionários e alunos aprenderam como funciona a rede de prevenção e proteção.

Glauber Batista, coordenador do projeto Educar é Prevenir, deu orientações para que os estudantes não caiam em falsas promessas, principalmente nas redes sociais.

Os aliciamentos começam muita das vezes nas redes sociais ou por meio de chat de jogos online. De acordo com o coordenador do projeto Educar é Prevenir, Glauber Batista, é muito importante conscientizar os jovens do Ensino Fundamental sobre os perigos presentes nestas plataformas.

“Reforçamos alertas aos alunos sobre os aplicativos e os riscos associados a eles, no qual alguns vem passando por investigações da Polícia Civil e Polícia Federal. Também orientamos sobre os perigos e como funciona o aliciamento do tráfico humano e abuso sexual. Nosso trabalho é realizado para levar esse alerta, para que os estudantes não caiam em falsas promessas, principalmente nas redes sociais”, ressaltou.

Parceira do Educar é Prevenir, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está presente desde a primeira edição, realizada em 2017. A inspetora Verônica Cisz ressaltou que os jovens poderão compartilhar os conhecimentos adquiridos durante a semana e ajudar mais pessoas.

A inspetora da PRF, Verônica Cisz, destacou a importância de os jovens aprenderem e repassarem os conhecimentos de combate ao tráfico humano.

“O adolescente e a criança que aprende sobre os perigos presentes online e que passa para o colega que não teve essa oportunidade, ele ajuda a salvar esse amigo ao se deparar com algum tipo de situação que foi alertada pelo projeto. Então é muito importante a gente fazer parte disso, para trazer essa consciência e reflexão para dentro deles, para que não venham a ser inundados por essa facilidade que a gente encontra hoje na internet”, comentou.

A estudante Kariellen dos Santos contou que já repassou o aprendizado em conversas com seus familiares e amigos da escola. “Foi muito importante participar do projeto, para que possamos ficar atentos sobre o que foi repassado durante a semana. Eu consegui levar o aprendizado que tive para minhas colegas, irmãos, primos e até meus pais. Disse a eles quanta violência há nesse mundo de redes sociais e lives, podendo prejudicar muito as crianças e adolescentes”, relatou.

A estudante Kariellen dos Santos já repassou as orientações para amigos e familiares.

A gestora da escola, Gilmarlene de Medeiros, ressaltou a relevância da ação para os cerca de 200 alunos da instituição.

Gilmarlene de Medeiros, gestora da escola, comentou a importância de receber o projeto pela primeira vez.

“O projeto é muito relevante por nós sabermos a vulnerabilidade dos nossos alunos, e a gestão está aqui para o cuidado deles. A equipe do PDDHC fez um ótimo trabalho trazendo todas as prevenções. Os alunos ficaram bastante envolvidos e entenderam a importância da prevenção ao tráfico humano, que é uma realidade que traz grande perigo para toda a sociedade. Toda a equipe da escola sai muito contente com o resultado”, afirmou.

Educar é Prevenir é um projeto que leva ações educativas para escolas públicas do Ensino

Fundamental e Médio de Roraima, com foco principalmente na prevenção contra crimes de

tráfico de pessoas, abuso sexual, crimes virtuais e outras formas de violência contra a criança

e adolescentes. Durante uma semana a comunidade escolar participa de atividades educativas.

 

Texto: Álvaro Sales

Foto: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 14.08.2026

 

MÚSICA E APRENDIZADO
Grupo de Habilidades Sociais do Teamarr retoma atividades com exercícios de musicalização inclusiva

A modalidade busca estimular as competências de cooperação, criatividade e expressão dos atendidos pelo programa

O Grupo de Habilidades Sociais do Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), retomou as atividades com aulas de musicalização inclusiva, duas vezes na semana. A proposta é desenvolver as capacidades de cooperação, criatividade, expressão e coordenação motora das crianças e adolescentes atendidos pelo programa.

Conforme Martins Nascimento, professor da modalidade, a atividade mistura parte da musicoterapia, ou seja, a melodia e o ritmo, e parte da musicalização, que, segundo ele, se traduz em uma linguagem diferente, tal como o lúdico, que trabalha a questão motora dos alunos.

Conforme Martins Nascimento, professor convidado, a atividade mistura parte da musicoterapia e da musicalização.

“Os instrumentos que a gente usa são os não convencionais. Por que não trazer materiais do dia a dia? Sabemos que a tecnologia vem para agregar, mas, resolvemos fazer diferente, utilizando materiais que surpreendem as crianças, e, até mesmo os pais, como o som da folha, do tecido, do plástico, ou de qualquer outro material que produz sons que misturam ritmo e, também, a criatividade de cada um”, explicou.

 

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais, que podem utilizar os sons dos instrumentos como uma forma de comunicação.

De acordo com a psicóloga Renata de Luna, a musicalização auxilia no estímulo à fala, especialmente entre as crianças não verbais.

“A musicalização contribui ainda para a interação social, estimulando o contato visual e a participação nas atividades. Outro aspecto trabalhado é a percepção do tempo e da espera, como aguardar o próprio momento de participar, acompanhar as pausas, os tons e os diferentes sons presentes nas músicas”, destacou.

Para a jovem Maria Clara Reis Nunes, de 13 anos, sua maior dificuldade é manter o foco e a concentração. Ela afirma que a atividade com música conseguiu prender sua atenção. “Gostei muito da parte com as baquetas. Acho que essas atividades vão me ajudar a me concentrar, já que eu não consigo, e, hoje, eu consegui”, comemorou a menina.

Para Maria Clara Reis Nunes, sua maior dificuldade é o foco e a concentração. Segundo ela, a musicalização facilita o aprendizado.

 

 

Retorno dos atendimentos e das atividades

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, detalhou que o local retornou do recesso com a sede reformada e novos terapeutas, além da novidade de contar com um neuropediatra. “Com isso, os assistidos retomaram os atendimentos individuais em todas as áreas: fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, entre outras. Temos, também, a nossa neuropediatra, que acompanhará as famílias e analisará a necessidade de o paciente precisar de outro tipo de terapia”, informou.

A diretora técnica do Teamarr, Ana Paula Aporta, informou que Teamarr seguirá um cronograma de atividades com diferentes temas até o final do ano.

Ana Paula detalha ainda que o Teamarr seguirá um cronograma até o final do ano, com diferentes temas que serão trabalhados no grupo. “Este mês é sobre música. A musicalização é uma das áreas para as quais há comprovação científica de efeitos no desenvolvimento de pessoas autistas. Tudo o que desenvolvemos aqui é baseado na ciência e no que há de melhor para a vida do jovem ou da criança autista”, concluiu.

 

Atendimentos

O Teamarr funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, em duas unidades de Boa Vista. A sede está localizada na Avenida Santos Dumont, 1193, no bairro São Francisco, enquanto a segunda unidade fica na Rua Dorvalina Pessoa da Silva, 456, no bairro Jardim Tropical, na Zona Oeste.

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 13.08.2023

 

SETEMBRO AMARELO
Podcast da TV ALERR debate saúde mental entre profissionais das forças de segurança

O programa vai abordar o preconceito em relação ao tratamento psicológico e a identificação de sinais de sofrimento

A Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), por meio da TV Assembleia (Canal 57.3), promove, nesta segunda-feira (14), a partir das 15h, o podcast “Além do Plantão 2”. A segunda edição dá continuidade ao debate iniciado no primeiro programa sobre saúde mental entre profissionais das forças de segurança.

Mediado pela jornalista Kairlla Lima e pelo psicólogo Wagner Costa, o episódio propõe avançar na compreensão dos problemas relacionados à saúde mental para responder a uma questão essencial: o que pode ser feito antes que o sofrimento emocional evolua para uma crise? O programa também aborda temas como o preconceito em relação ao tratamento psicológico e a importância de identificar os primeiros sinais de sofrimento emocional.

“A gente quer quebrar esse tabu sobre a ajuda psicológica. Quem atua no cuidado e na segurança da população carrega o estigma de se manter forte o tempo inteiro”, destaca Kairlla.

“A gente quer quebrar esse tabu sobre buscar ajuda. A gente sabe que quem atua no cuidado e na segurança da população carrega o estigma de se manter forte o tempo inteiro. Porém, por debaixo daquela farda, existe um ser humano, e é essa questão de cuidar antes que vire um transtorno o principal ponto a ser batido”, ressalta Kairlla.

O bate-papo contará com a participação de convidadas da área, como a delegada-geral Simone Arruda; a diretora do Departamento de Polícia Especializada, Jaira Faria; a major do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Sandra Menezes; e a tenente da Polícia Militar (PM), Benedita Carvalho. Elas abordarão como a rotina de bombeiros, policiais e outros servidores da área, que convivem diariamente com situações de violência, risco, morte, pressão e responsabilidade, pode gerar impactos emocionais profundos, nem sempre percebidos de imediato.

Para o psicólogo Wagner Costa, o trabalho policial é marcado por situações de estresse, risco de vida e necessidade de permanecer em constante estado de alerta. Esses fatores podem provocar impactos significativos na saúde física e emocional dos profissionais.

“O objetivo é trazer o ‘Setembro Amarelo’ como um momento em que todos nós precisamos nos cuidar e também ajudar os outros”, frisa o psicólogo Wagner Costa.

“Nós sabemos que o estresse é causador de inúmeras doenças. Então, a ideia do podcast é conversar sobre isso, tirar esse tema debaixo do tapete, fazer com que as pessoas reflitam sobre a necessidade de buscarem e de oferecerem ajuda aos colegas. Muitas vezes, vemos a pessoa, percebemos que ela não está bem, mas não temos a iniciativa de conversar e de oferecer apoio”, destaca.

Wagner comenta ainda que o objetivo é abordar a campanha “Setembro Amarelo” como um momento de conscientização sobre a importância de cuidar de si e também de ajudar o próximo.

O podcast busca mostrar os caminhos da prevenção e do autocuidado, reforçando uma mensagem fundamental: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Cuidar da saúde mental também significa preservar vidas e deve fazer parte da cultura das instituições de segurança pública.

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza e Eduardo Andrade

SupCom ALERR – 12.09.2026

PIONEIROS DA BOLA
Documentário da TV Assembleia resgata a história do futebol roraimense

Produção estreia nesta sexta-feira (14) e conta a trajetória de clubes pioneiros

A história do futebol em Roraima ganha espaço na TV Assembleia com a estreia, nesta sexta-feira (14), do documentário “Os pioneiros da bola: a história que deu origem ao futebol em Roraima”. A produção revisita os primeiros passos do esporte no estado e mostra como a paixão de atletas, dirigentes, torcedores e comunicadores ajudou a transformar a modalidade em parte da identidade esportiva roraimense.

Com fotografias históricas e relatos de personagens ligados ao esporte, o documentário percorre a trajetória de quatro clubes tradicionais: Atlético Roraima, Baré, São Raimundo e Náutico. A produção também resgata momentos marcantes dos antigos campos, dos grandes clássicos e do Estádio Flamarion Portela, preservando memórias que atravessam diferentes gerações.

Jornalista Johann Barbosa destaca a importância de preservar a memória do futebol local.

O jornalista Johann Barbosa esteve à frente do projeto e contou que a Copa do Mundo motivou a produção do documentário. “A ideia surgiu por esse ser um ano de copa do mundo, o assunto ‘futebol’ está em alta. Procuramos os times mais antigos e que são a maior rivalidade, radialistas que atuaram nas primeiras transmissões, ex-jogadores e o presidente da CBF, que é roraimense”, detalhou.

Johann também destacou a importância de ouvir personagens que vivenciaram diferentes momentos do esporte no Estado. “É legal poder contar uma história a partir da visão de quem participou dos principais momentos da modalidade em Roraima, porque é um testemunho real de quem fez parte disso”, pontuou.

Entre os entrevistados está Júnior Baré, que é ex-jogador do Baré, e acompanhou de perto diferentes fases do futebol roraimense. A relação com o esporte começou quando ele e outros meninos da região tinham no estádio um espaço de convivência e diversão. Júnior conta que chegou a pular o muro para brincar e, aos 10 anos, começou a atuar como gandula.

Júnior do Baré compartilha memórias da trajetória como jogador e torcedor do clube.

Anos depois, em 1977, já adolescente, também jogou como juvenil e participou de uma conquista dentro do próprio estádio. Para ele, a vivência construída naquele espaço se tornou parte da própria história.

“Acompanhei esse futebol desde a raiz dele nos anos 70 como criança e depois adolescente, depois como jogador e depois como torcedor do meu clube. Eu acho que foi um prazer muito grande ter vivido tudo isso, tanto dentro de campo como fora dele”, contou.

O documentário estreia nesta sexta-feira (14), na TV Assembleia, canal 57.3. Em razão da legislação eleitoral, a produção será disponibilizada no Youtube da ALERR (@assembleiaRR) somente após o período de campanha eleitoral.

 

Texto: Monica Gizele

Foto: Eduardo Andrade / Reprodução: TV ALERR

SupCom ALERR – 13.08.2026

INTERIOR
Alto Alegre atualiza Lei Orgânica com auxílio do Centro de Apoio aos Municípios

Solenidade de entrega do documento ocorreu nesta quarta-feira; minuta foi elaborada com a participação dos moradores

O Centro de Apoio aos Municípios (CAM), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), realizou, nesta quarta-feira (12), a entrega da minuta da Lei Orgânica do município de Alto Alegre. O documento estava desatualizado desde 2006. A solenidade contou com a presença de vereadores e secretários municipais. Alto Alegre é o sétimo município de Roraima a atualizar sua legislação com o apoio do programa do Poder Legislativo Estadual.

Olavo Brasil, diretor administrativo do CAM, destacou que a atualização da Lei Orgânica de Alto Alegre foi elaborada considerando as necessidades específicas do município.

A lei Orgânica Geral funciona como uma constituição municipal e é responsável por nortear todas as outras legislações, organizando os poderes públicos, os direitos de cada cidadão, além das regras de funcionamento da administração. Conforme o diretor administrativo do CAM, Olavo Brasil, o principal objetivo é auxiliar e facilitar a vida da população. Ele destaca que a construção do texto foi pensada conforme as especificidades da região.

“O município de Alto Alegre tem certas características, como as terras indígenas e o crescimento do agronegócio da região nos últimos anos. E quando elaboramos o texto, a gente sempre pensa naquilo que precisa mais ser valorizado na região e que vá levar benefícios para a população”, detalhou.

Paulo Pereira, secretário municipal de Agricultura, afirmou que a atualização da Lei Orgânica acompanha as transformações pelas quais Alto Alegre passou nos últimos anos.

Representando o chefe do Executivo municipal, o secretário de Agricultura, Paulo Pereira, afirmou que a atualização está em consonância com as transformações pelas quais o município passou na última década. “Essa atualização chega em uma boa hora para o município e traz mudanças diretas para o trabalho da Câmara de Vereadores e Prefeitura. E esse trabalho vai alcançar todos os segmentos, desde os servidores da administração pública até os pequenos produtores da agricultura familiar”, comentou.

 

A população teve um importante papel durante o processo. De acordo com o vereador Derivon Barros (PSD), que foi o relator da revisão geral da lei orgânica, o texto foi construído a partir das principais demandas apresentadas pelos cidadãos.

Derivon Barros (PSD), vereador e relator da revisão da Lei Orgânica, ressaltou a participação popular na construção do novo texto, por meio de audiências públicas.

“Durante o processo de revisão da lei, nós realizamos audiências públicas com a participação popular, além disso, uma ouvidoria foi criada para receber sugestões do público. Com isso, a nova atualização traz mudanças nas áreas de segurança, habitação e meio ambiente. Alto Alegre precisava dessas atualizações tendo em vista o crescimento dos últimos anos”, pontuou.

Nesta sexta-feira (14), o município de Amajari receberá o documento com a atualização da Lei Orgânica. No dia 19, será a vez de Normandia e, no dia 26, de Rorainópolis.

 

 

Texto: Bruna Gomes

Foto: Alex Carvalho

 

DANÇAS URBANAS
CCJuv amplia atividades e abre matrículas para aulas gratuitas de hip-hop

Modalidade integra programação cultural do programa da ALERR e atende crianças, adolescentes e adultos

O Centro de Convivência da Juventude (CCJuv), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), está com matrículas abertas para aulas gratuitas de hip-hop. No semestre passado, os alunos tiveram acesso ao breakdance. A nova modalidade amplia a programação de danças urbanas oferecida pelo Centro e proporciona aos participantes contato com a cultura, a musicalidade e diferentes formas de expressão corporal.

A diretora do CCJuv, Claudimar Costa, destaca que a nova modalidade amplia as oportunidades para crianças e jovens conhecerem as danças urbanas.

As aulas para crianças e adolescentes são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 17h, com turmas destinadas a alunos a partir dos 7 anos. A diretora do CCJuv, Claudimar Costa, explica que a ampliação busca oferecer novas possibilidades para a comunidade.“Essa proposta abre um pouco mais esse leque dentro das danças urbanas, que é um movimento muito bonito entre os jovens e as crianças. A ideia é prepará-los também para treinarem e se apresentarem nas praças e em outros eventos que temos”, destaca.

Mais do que uma modalidade de dança, o hip-hop é um movimento cultural que reúne diferentes manifestações artísticas, como o break, o rap e o grafite. Surgido em Nova York, nos Estados Unidos, na década de 1970, o movimento ganhou espaço em diferentes países e passou a incorporar características próprias de cada região.

 

O professor Raniero Zamora ressalta que as aulas de hip-hop também promovem contato com a cultura, a musicalidade e a expressão corporal.

Para o professor de hip-hop, Raniero Zamora, as aulas também são uma oportunidade de aproximar os alunos da história do movimento.

“As nossas aulas têm uma importância muito grande quando falamos sobre cultura. O hip-hop, além de ser música e um tipo de dança, representa muito da resiliência dos povos negros e da cultura afro-americana. Vamos trabalhar a base de hip-hop, musicalidade e expressão corporal, sempre em um ambiente leve e acolhedor. Não é apenas um estilo de dança, traz uma mensagem muito ampla”, ressalta.

Além dos benefícios relacionados à expressão corporal, as danças urbanas podem estimular a coordenação motora, a criatividade, a disciplina, a socialização e a autoconfiança dos participantes. As atividades também criam um espaço de convivência e interação.

Matrículas

Os interessados podem realizar a matrícula diretamente na sede do Centro de Convivência da Juventude, localizada na Avenida Ataíde Teive, nº 3.510, bairro Buritis. Para isso, é necessário apresentar cópias da carteira de identidade e do CPF do aluno e dos pais ou responsáveis, comprovante de residência, declaração escolar atualizada e uma fotografia 3×4.

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Marley Lima e Nonato Sousa

SupCom ALERR – 12.08.2026

 

REDE DE APOIO
CHAME apresenta ações que fortalecer atendimento a mulheres vítimas de violência em Roraima

Evento reúne profissionais de diferentes áreas que atuam na rede de proteção e tem como objetivo melhorar a identificação de casos

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participou nesta terça-feira (11) da Oficina para o Fortalecimento da Rede de Atenção às Violências: Identificação, Notificação e Linha de Cuidado, no Auditório do Centro Universitário Estácio da Amazônia. O evento seguirá nesta quarta-feira (12).

A iniciativa promovida pela Prefeitura de Boa Vista reúne profissionais de diferentes áreas que atuam na rede de proteção e atendimento às vítimas de violência, e tem como objetivo melhorar a identificação dos casos de violências interpessoais e autoprovocadas, além de orientar sobre a notificação dessas ocorrências e o encaminhamento adequado das vítimas.

Conforme Rayssa Veras, advogada do Chame, a integração dos setores que atuam no atendimento às vítimas de violência doméstica é essencial para o enfrentamento do problema.

A advogada do Chame, Rayssa Veras, palestrou sobre o funcionamento do programa, momento em que destacou a importância da integração dos diversos setores que atuam no atendimento às vítimas de violência. “Esse sistema, que chamamos de rede de proteção à mulher, formado por várias instituições dos três poderes, faz com que essa vítima possa atravessar essa situação da melhor forma possível”, afirmou.

Participam da oficina representantes de instituições de Saúde, Assistência Social, Educação, Segurança Pública e Justiça. A principal proposta do evento é promover discussões sobre o fortalecimento e a integração dos serviços. Segundo Thamirys Bastos, psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, que reúne em um só local atendimentos jurídico, social e de orientação, o combate à violência começa com a prevenção.

Para Thamirys Bastos, psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, a prevenção é a principal ação no combate à violência contra a mulher.

“A gente entende que as mulheres são mais fáceis de sofrer violência, pois elas estão em uma posição mais vulnerável na sociedade. Por isso, precisamos estar preparados para receber essas vítimas, para prestar orientação sobre os direitos delas e dar acolhimento. Nós também trabalhamos com a parte final, que é quando essa mulher precisa fazer uma denúncia e de medida protetiva. É importante que toda equipe esteja preparada para ajudar as vítimas”, pontuou.

 

Aprimorando a rede de cuidado

De acordo com Keila Cinara, coordenadora municipal do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT), a ideia do encontro é compartilhar o conhecimento sobre a identificação e a notificação de casos de violência, além de fortalecer a chamada linha de cuidado às vítimas, garantindo acompanhamento adequado, continuidade do atendimento e acesso aos serviços necessários.

“A proposta é evitar que a pessoa em situação de violência se sinta desassistida. Na área da saúde, a identificação dos casos ocorre durante a rotina de atendimento nas unidades básicas. Para isso, os profissionais passam por capacitações e são orientados a utilizar a ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ferramenta do Ministério da Saúde destinada ao registro de casos de violência”, ressaltou.

Segundo ela, o preenchimento da ficha é realizado a partir de uma entrevista com a vítima e não depende de autorização prévia. O objetivo é reunir informações sobre a ocorrência para subsidiar as ações de vigilância em saúde.

Segundo Keila Cinara, coordenadora municipal do DANT, a ideia do encontro é compartilhar orientações sobre a identificação e a notificação de casos de violência doméstica

“A ficha é encaminhada à Vigilância, onde os dados são compilados e utilizados na elaboração de boletins epidemiológicos. Essas informações são consideradas fundamentais para orientar a tomada de decisões e subsidiar o trabalho das instituições envolvidas no atendimento às vítimas”, explicou.

Entre as instituições participantes estão a Guarda Civil Municipal, por meio da Patrulha Maria da Penha; a Casa da Mulher Brasileira; o CHAME; o Tribunal de Justiça de Roraima; a Secretaria de Estado da Saúde; a Secretaria Municipal de Assistência Social; e as secretarias de Educação.

 

 

 

 

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 11.08.2026