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Servidores do CHAME participam de palestra e aprendem sobre Endometriose

A palestra teve o intuito de informar e conscientizar os servidores sobre a doença.

O espaço ficou pequeno para servidores da Assembleia Legislativa de Roraima que acompanharam uma palestra sobre Endometriose, doença silenciosa, mas dolorida, que atinge a milhares de mulheres no Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (23), e contou com a presença de homens e mulheres.

A iniciativa partiu do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME) e as informações foram repassadas pela enfermeira Milleid da Silva Rodrigues, que de uma forma dinâmica explicou aos convidados sobre o que é a doença, sintomas, tratamentos disponíveis e falou ainda sobre a EndoMarcha. “A endometriose acomete mais os ovários, as trompas. A mulher sente muita cólica, dores além do normal, menstrua mais de sete dias seguidos”, repassou.

Entre as participantes, havia mulheres portadoras da doença, como Nathália Veras que viu no evento um espaço de conscientização na sociedade. Ela aproveitou para compartilhar a rotina de como é conviver com a endometriose. “Quanto mais cedo as mulheres souberem sobre os sintomas, mais cedo vão procurar ajuda, ter um diagnóstico e o principal, ter qualidade de vida”.

Emocionada, Nathália explicou que sente dores intensas e que as portadoras da endometriose sofrem preconceitos. “Por ter cólica muito forte, as mulheres são taxadas de preguiçosas, de frescas e isso é muito complicado”. Outra maneira está na forma de tratamento mais comum, com uso de anticoncepcionais. “Temos ainda a visão de que o anticoncepcional é apenas para evitar a gravidez. Há um receio da portadora, dos pais, porque crianças também são acometidas pela endometriose a partir da primeira menstruação”, contou.

Sobre a realidade do Estado quanto a outros procedimentos, Nathália afirma que não é peculiaridade somente de Roraima, mas de outras cidades: a ausência do método cirúrgico videolaparoscopia para endometriose, considerado o mais eficaz para tratar a doença. “Mas é claro, só um médico pode dizer qual o melhor tratamento, se é o medicamentoso, o cirúrgico”, disse.

E para que o resultado do tratamento seja mais satisfatório, alerta para que a mulher tenha acompanhamento multiprofissional, o que incluiu, por exemplo, um suporte psicológico ou psiquiátrico.   “Muitas vezes precisa de um tratamento com psicólogo, psiquiatra, nutricionista e é preciso que a mulher seja vista como um todo”, frisou.

Para o servidor Richard Camara, este foi um momento esclarecedor já que não conhecia a doença.  “Foi importante essa palestra porque tivemos uma visão de fora do que muitas vezes a pessoa está sentindo. Às vezes, por predisposição nossa, imaginamos que é algo do cansaço, a gente pensa que é TPM (Tensão Pré Menstrual)”, relacionou ao mal estar sentido por muitas mulheres. “É importante pra eu ter o conhecimento da doença, dos sintomas para que eu possa auxiliar as mulheres que me rodeiam pra procurar um auxílio médico”, exemplificou.

Segundo a diretora administrativa do CHAME, Ana Nattrodt, a palestra foi proveitosa e auxiliará aos servidores no serviço do cotidiano. “Muitas pessoas não saibam o que é a endometriose, então tivemos essa oportunidade de oferecer essa palestra”. Aproveitou para convidar a todos os cidadãos para participarem da EndoMarcha, com concentração marcada na Praça Barreto Leite, no Centro de Boa Vista, a partir das 8h, do sábado.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

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