Foram duas academias fiscalizadas e uma atividade promovida em uma praça na zona Leste.

Coibir a prática ilegal da profissão de educador físico e garantir a melhoria na prestação de serviços para a comunidade motivou o Procon Assembleia e o CREF (Conselho Regional de Educação Física – seccional Roraima), a realizarem na noite desta quarta-feira (19), uma fiscalização em academias da cidade. Nesta ação, com apoio da Polícia Militar de Roraima, uma pessoa foi conduzida a delegacia por exercício ilegal da profissão.

A ação seguirá nesta quinta-feira, 20, em locais não divulgados previamente pelos órgãos. Ontem, foram duas academias fiscalizadas e uma atividade promovida em uma praça na zona Leste. A Lei Federal nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, garante que todos os profissionais de Educação Física exerçam suas atividades, devidamente registrados nos conselhos regionais da cidade onde atuam.

Nos estabelecimentos, as equipes conferiram a documentação da empresa e dos funcionários cadastrados, além da vestimenta diferenciada para responsáveis técnicos e estagiários. Os locais visitados foram selecionados por conta de denúncias de usuários.

O Procon Assembleia, em parceria com o CREF, acompanhou a ação preventiva e fiscalizatória para garantir que os direitos do consumidor não sejam violados. Segundo a assessora jurídica do órgão, Hayza Melo, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) assegura a proteção à saúde e à segurança do consumidor. “Tudo para que sejam prestados bons serviços aos clientes e para que isso aconteça, é necessário que estes profissionais estejam habilitados”, complementou.

Ela orienta que todos os cidadãos interessados em entrar em uma academia ou em contratar um treinador particular, que se atentem a formação e habilitação do profissional para evitar transtornos e lesões. “Caso se sintam prejudicados com a má prestação de serviços, podem procurar o Procon Assembleia para que tomemos as providências cabíveis”, salientou.

Além disso, a equipe técnica do Procon Assembleia distribuiu aos profissionais e deixou nas empresas, exemplares do Manual e Código de Defesa do Consumidor desenvolvido pela Assembleia Legislativa, com dicas e orientações a fornecedores e clientes.

A estudante Lauren Carneiro, usuária de uma academia no centro da cidade, revelou que antes de iniciar os treinos não se preocupou em questionar sobre a habilitação do profissional que a acompanha. “É importante as pessoas terem essa preocupação, ver se os instrutores têm o credenciamento para que a academia ofereça bons serviços para a população”, complementou.

Para o educador físico Bruno Santos, a habilitação do profissional faz toda a diferença, pois ele tem a capacidade de passar treinos e atividades sem colocar em risco a vida das pessoas. “Atuar sem saber o que está fazendo, pra mim, isso é de total irresponsabilidade”, disse ao apresentar a documentação exigida pelos profissionais do CREF.

Outro ponto abordado por ele está na ausência de mais informações para as pessoas quanto aos cuidados ao contratar um profissional não habilitado. As consequências, disse ele, são sérias e vão desde infringir a lei, até a incapacidade de prescrever um treinamento correto. “A pessoa pode ser diabética, pode ser hipertensa. Uma pessoa leiga, que não consegue prescrever um treino correto, pode pôr a saúde dessa pessoa em risco, ainda mais”, explicou.

O agente de orientação e fiscalização do CREF 8, João Carlos Grangeiro, enfatizou que esse tipo de acompanhamento traz benefícios para empresas, funcionários e profissionais que trabalham nessa área. “Essa fiscalização dará validade no trabalho do professor, um valor na profissão, sabendo que o conselho no qual representa o profissional está atuando nas academias, fazendo com que a sociedade seja atendida por um profissional da área e reconhecida pelo conselho e assim, garantindo bons serviços”.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR