O deputado Marcelo Cabral (PMDB) aproveitou a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE/RR) desta terça-feira 24, para falar sobre o Frigo10, matadouro privado, que terá o primeiro abate na próxima sexta-feira, 27, e que vai impulsionar a economia do setor agropecuário. O abatedouro fica localizado às margens da BR-174, em direção ao sul do Estado, a 18 quilômetros de Boa Vista.

Cabral visitou as instalações do Frigo10 e disse que ficou impressionado com a grandiosidade e a qualidade da obra. “Andamos mais de duas horas dentro do empreendimento e não conseguimos chegar ao final, que conta com uma plataforma organizada e a mais moderna do Brasil. Roraima estava precisando de um frigorífico, e a partir de agora se pode mandar a carne congelada para Manaus (AM). Estávamos há mais de quatro penalizados. Tanto nós quanto o Estado perdíamos. O Estado deixava de arrecadar imposto, pois quando sai uma carrada de boi em pé para Manaus, se perde imposto. Mas agora poderemos agregar valores e ao invés de sair 20 bois no caminhão, poderá sair 150 kg de carne congelada”, analisou.

Para o parlamentar, os empresários que investiram nesse empreendimento merecem os aplausos da sociedade roraimense. “A partir de sexta-feira, quando ocorrerá a primeira matança, já se pode exportar carne para qualquer lugar do mundo através do Frigo 10 porque eles também têm o SIF (Serviço de Inspeção Fiscal) do Ministério da Agropecuária e Abastecimento (MAPA). Quero parabenizar todos os empresários daquela casa que tiveram a iniciativa de investir R$ 40 milhões no frigorífico, que vai fomentar o setor agropecuário deste Estado”, afirmou, ao salientar que tem a capacidade de abater 700 bois por dia.

Depois de ver as instalações, Cabral comparou a gestão privada com a governamental “Ao conhecer o Frigo10 e ver o investimento correto de recursos, em fez de comparar com o Governo do Estado, ver como o setor privado organiza e dá certo”, comparou. Inicialmente serão abatidos 300 bois por dia. O aumento ocorrerá conforme a demanda do mercado.

O deputado Brito Bezerra (PP) disse que o Frigo10 é o resultado do sonho de empresários que acreditam em Roraima. “A planta do Frigo10 é moderníssima e é um prazer para todos nós, que essa planta mais moderna, esteja aqui em Roraima. São empresários que acreditam, sobretudo, no setor produtivo”, disse.

A realidade do frigo10, afirmou Brito, é um incentivo para outros segmentos econômicos e se traduz na geração de emprego e renda. “Esses empresários sonhando com um futuro melhor, com uma pecuária pujante, não se deixaram abater por observações negativas e investiram em Roraima. Significa que não apenas o setor produtivo primário, mas secundário, que é a indústria, e o terciário, que é o comércio, continuem acreditando em Roraima. Nós, que já somos a nova fronteira agrícola do país, vamos avançar muito e gerar postos de trabalhos nos três grandes segmentos”, ressaltou.

O deputado Jânio Xingu (PSL) reverenciou o investimento do Frigo10, mas defendeu o funcionamento do Matadouro Frigorifico de Roraima (Mafir), que é administrado pelo poder público, até como forma de evitar o monopólio da carne. “O Mafir deve voltar a funcionar para ser um marco regulador para não haver monopólio. Não quero que o Frigo10 deixe de existir, pelo contrário, mas que o Mafir continue para atender aquele produtor que tenha 200 bois, uma opção para que não fique na fila da vontade daqueles que detém a condição administrativa do Frigo10. Tem espaço para todo mundo porque temos o mercado de Manaus, da Venezuela. Os grandes têm opção de exportar, enquanto que os pequenos vão colocar a carne no mercado interno. Um não anula o outro e quem ganha com isso é o consumidor final”, analisou.

Marilena Freitas