Os deputados aprovaram, por unanimidade, na sessão ordinária desta quarta-feira, 25, da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, dois projetos de autoria do deputado Valdenir Ferreira (PV). Um dos projetos obriga que as unidades de saúde pública publiquem em local de ampla visualização a relação dos médicos plantonistas. Projeto segue agora para a sanção do Executivo estadual.

Valdenir Ferreira propôs esse projeto de lei porque, segundo ele, tem sido uma prática corriqueira em Roraima, ao buscar socorro nos hospitais públicos, encontrar apenas os médicos clínicos gerais. Quando o problema exige a avaliação de um especialista, é comum o profissional não estar no estabelecimento de saúde, necessitando ser acionado pelos funcionários, o que deixa o paciente insatisfeito, principalmente quando se trata de uma emergência. “A aprovação desse projeto é uma vitória da população carente que depende do serviço público para ser atendida. Temos recebido muitas reclamações a respeito do atendimento nas unidades hospitalares, e com a instalação desse painel eletrônico no hall dos hospitais públicos, com certeza a população terá um acompanhamento melhor dos médicos, fiscalizando melhor e podendo fazer denúncias contra aqueles que estão de plantão, mas que na prática não estão na unidade de saúde”, explicou o parlamentar.

Outro projeto aprovado, também de cunho social, transformou a Adesco (Associação do Desenvolvimento Sustentável Social Comunitário) em utilidade pública. Essa associação, conforme detalhou o parlamentar, tem como função principal a geração de emprego e renda. “Temos um Distrito Industrial onde há uma produção de carvão disforme, extremamente errada e poluente. Uma das metas da Adesco é adquirir uma máquina, comprada fora de Boa Vista, para que a gente possa fazer esses carvões. A produção do carvão feita com a ajuda desta máquina possibilitará que os trabalhadores dessa área tenham uma qualidade de vida melhor. Na prática, as famílias desses trabalhadores não sofrerão lá na frente com algum tipo de doença”, justificou o parlamentar.

Marilena Freita