O deputado Izaias Maia (sem partido), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima nessa terça-feira (31), para falar sobre registros de boletins de ocorrências contra o presidente da Famer (Federação das Associações de Moradores de Roraima), Faradilson Mesquita, realizados por integrantes do grupo tratando de pagamento indevido de lotes.

Para embasar seu discurso, Izaias Maia usou uma matéria divulgada em jornal impresso local, edição desta terça-feira, 31, cujo tema são os boletins de ocorrência contra Faradilson Mesquita e o suposto ‘sumiço’ do dinheiro para compra de lotes na região do Urubuzinho, zona Rural de Boa Vista. “A pergunta é como está a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] das Terras aqui na Assembleia Legislativa e por que a governadora não se manifesta, porque em todas as invasões o camarada alega ter o apoio do estado de Roraima”, questionou.

Em aparte, o deputado George Melo (PSDC) reforçou que toda essa prática de invasão de terras gera prejuízos aos donos das áreas e aos invasores que acreditam na promessa de um lugar para morar. “Essas pessoas são prejudicadas, gastam muito dinheiro para conseguirem uma reintegração de posse”, disse ele.

Quem se beneficia com tudo isso, ressaltou o parlamentar, é Faradilson Mesquita. “Ele está sendo beneficiado com todo o aparato governamental. Ele sai, vai embora e fica numa boa, mas agora os associados querem o dinheiro de volta, ou seja, isso é estelionato”, complementou George Melo. Outra consequência, comentou, é a insegurança de futuros investidores, pois com a sequência de invasões de terras no Estado, poucos terão a coragem de investir.

Izaías Maia retomou o discurso com pedido direcionado às autoridades, para que deem um freio a esse tipo de ação no Estado.

Outro aparte foi do deputado Jorge Everton (PMDB) que se disse “preocupado com a conivência do governo com essa Federação”. Falou ainda que desconhece, por parte da Polícia Civil, alguma ação de investigação sobre o caso. “Não vi até agora, não conheço, mas se existir me apresente. Mas não vi nenhuma ação da Polícia Civil para coibir esse ato criminoso praticado pelo senhor Faradilson. Para mim, ele montou uma organização criminosa, isso está claro”, lamentou o parlamentar.

A solução, acrescentou Jorge Everton, seria a Polícia Federal começar a investigar e apurar as manifestações da Famer. “O que não dá é esse bando, cooptado pelo Faradilson, enganar os pobres e necessitados que acreditam no sonho de ter a casa própria e ninguém do Estado tomar providência”, disse que acrescentar que, inclusive, já havia denunciado a participação de policial civil na ‘organização criminosa’.

Yasmin Guedes