A ‘Endomarcha’, caminhada para a conscientização sobre a endometriose, será realizada neste sábado, 24, em Boa Vista. A concentração está marcada para as 8h, na praça Barreto Leite, no Centro da Capital. Um dos principais objetivos da iniciativa é trazer ao conhecimento público e chamar atenção da sociedade sobre uma doença que pode afetar meninas e mulheres em qualquer faixa etária, sem distinção de idade.

O evento tem o apoio da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), e vai encerrar a ‘Semana Estadual de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose, instituída a partir da Lei nº 1.111/16, de autoria da deputada Lenir Rodrigues (PPS).

A coordenadora da Semana, Socorro Santos, convida todos a participar e trazer um convidado para se unirem a esta causa. “Se junte a nós com sua camisa amarela e traga mais uma pessoa com você. A Endomarcha é o momento de esclarecermos a toda sociedade e poder público sobre a endometriose, o quanto ela pode ser prejudicial se a paciente não receber o tratamento necessário. Conclamamos a sociedade para dar um grito de independência em respeito àquelas sofrem com essa doença”, destacou a coordenadora.

Movimento – As 14 cidades oficiais que realizarão a 5ª edição da Marcha Mundial pela Conscientização da Endometriose são: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Londrina, Curitiba e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Boa Vista (RR) e Belém (PA). Além de Fortaleza (CE), Salvador e Feira de Santana (BA).

Endometriose – Segundo o Ministério da Saúde (MS), a endometriose é uma doença crônica provocada pela migração do tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, para outras partes do corpo, principalmente para o abdome, além de ovário, ligamentos uterinos, bexiga e intestino. É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos. Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR