A tecnologia é uma aliada do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame) no combate à violência de gênero. O Zap Chame, serviço de atendimento às vítimas pelo WhatsApp, tem se fortalecido como uma ferramenta eficaz e é reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma referência contra crimes como o tráfico humano, assim como o Núcleo de Combate ao Tráfico de Pessoas, ambas ações da Assembleia Legislativa.

Criado em 2016, o Zap Chame é administrado por plantonistas capacitadas para identificar cada caso e encaminhar aos órgãos competentes. De acordo com a coordenadora do serviço, Lielma Tavares, a ferramenta atende qualquer pessoa que tenha dúvidas sobre seus direitos. “Não atendemos especificamente as mulheres, mas também quem sofre algum tipo de violência e tem dúvidas ou vergonha de denunciar”.

De janeiro até o dia 31 de maio deste ano, foram atendidas 101 mulheres, entre brasileiras e venezuelanas. “Quando essas mulheres entram em contato com a gente, nossa equipe, prontamente, identifica qual a demanda e a maioria está relacionada à violência psicológica”, destacou.

Por meio da ferramenta, é prestado todo auxílio, desde o suporte psicológico até o jurídico. A coordenadora do Zap Chame ressalta que o aplicativo garante maior sensação de segurança às vítimas, pois muitas ainda temem procurar uma delegacia.

Atendimentos

Em 2018, o Zap Chame atendeu 27 mulheres venezuelanas e 2 guianenses. De acordo com a coordenadora, a ajuda geralmente é prestada por pessoas próximas. “Muitas procuram o Zap Chame por intermédio de brasileiras, como uma vizinha. Elas mandam mensagens pelo aplicativo, são orientadas e atendidas”.

Por meio do aplicativo WhatsApp, qualquer pessoa pode pedir ajuda no número (95) 98402-0502. O serviço funciona 24 horas por dia. Pessoalmente, mulheres que se sentem em situação de violência podem ser acolhidas pelo Chame, localizado na rua Coronel Pinto, nº 524, no Centro. O órgão disponibiliza apoio psicológico, social e jurídico.

Tráfico de Pessoas

Roraima está entre as principais rotas de exploração sexual do país. Devido a isso, foi criado um núcleo específico para combater o tráfico de pessoas com essa finalidade. As atividades no entanto, também combatem outras modalidades de tráfico de pessoas. O serviço está ligado à Procuradoria Especial da Mulher, e é disponibilizado de maneira gratuita pela Assembleia Legislativa de Roraima.

O Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas funciona na avenida Ville Roy, nº 5717, sala 208, no Centro de Boa Vista. Mais informações pelo 3624-8073.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

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