O deputado Nilton Sindpol (Patri) voltou a cobrar a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar se há irregularidades na aplicação de recursos públicos na Sesau (Secretaria Estadual de Saúde). Em discurso na sessão plenária desta quarta-feira (14), ele pediu a sensibilidade dos demais deputados para garantir que a comissão inicie seus trabalhos o quanto antes.

Ele pontuou que foram colhidas assinaturas de 18 deputados em requerimento solicitando a CPI, depois que o ex-secretário estadual de Saúde, Ailton Wanderley, ao deixar o cargo, denunciou suposto esquema de corrupção na pasta. “Não devemos admitir que um estado pobre e miserável como Roraima, que sobrevive de repasses de FPE, continue mantendo uma cooperativa que leva milhões todos os meses do erário público sem que tenha o retorno eficiente. Costumo dizer que as pessoas estão morrendo no HGR. O Estado de Roraima está piorando a cada dia”, justificou o parlamentar.

O deputado afirmou que a ineficiência na gestão se estende a outras pastas, como a Polícia Civil. Nilton Sindpol disse que tem feito visitas às unidades policiais e constatado a falta de estrutura nas delegacias. “A Polícia Civil completou 15 anos com quadro altamente defasado e enquanto isso, o cidadão se sente desamparado. A instituição merece uma atenção especial e nós estamos aí sem amparo dos investimentos que necessitamos.” O discurso do parlamentar teve apoio do deputado Marcelo Cabral (MDB), que criticou a falta de delegacias em municípios como Amajari.

O deputado Renato Silva (PRB), autor do requerimento da CPI da Saúde, disse que há uma urgência na instauração da comissão, pois, segundo ele, a assistência à população não tem sido eficaz. Sobre a Polícia Civil, ele afirmou que teve reunião com o governador do Estado, Antônio Denarium (PSL), na qual informou o compromisso dos deputados com a destinação de emendas ao Orçamento de 2020 para construção e reforma de delegacias.

Educação

Nilton Sindpol também teceu críticas à educação, citando como exemplo irregularidades no serviço de transportes escolar e o fechamento da Escola Estadual 13 de Setembro. Em aparte, o deputado Evangelista Siqueira (PT) disse que o governo estadual não apresentou solução desde a audiência pública promovida pela Casa, há três meses, com o intuito de esclarecer a situação.

“A secretária de Educação garantiu, com o plenário repleto de moradores, que a escola não seria extinta. No entanto a comunidade já tem outra informação, de que aquela instituição será transformada para atender cursos do Governo do Estado”, criticou Evangelista.

Foto: Alex Paiva e Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR