Na manhã desta quinta-feira (5), os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Energia, instalada na Assembleia Legislativa de Roraima, ouviram dois ex-presidentes da Companhia Energética de Roraima (Cerr). Na oitiva foram levantadas informações sobre a qualidade do fornecimento de energia elétrica e como era feita a distribuição para o interior do Estado de 2010 a 2017.

Foram ouvidos os ex-presidentes Conceição Escobar e Francisco Fernandes de Oliveira, mais conhecido como “Chiquinho Brasília”. De acordo com a presidente da CPI, Betânia Almeida (PV), eles foram chamados por conhecerem o funcionamento da empresa. “Eles foram intimados por conhecerem muito bem a empresa. A Cerr é um bem público de Roraima e também está envolvida nesse processo”, enfatizou.

A relatora da CPI, deputada Lenir Rodrigues (Cidadania), perguntou sobre o funcionamento das usinas termelétricas e hidrelétricas, além de questões técnicas da geração e distribuição de energia. Outra questão levantada foi a respeito da cobrança da fatura de energia nas comunidades indígenas. Segundo relatos, as contas estão sendo cobradas pelo CPF dos tuxauas.

Os parlamentares também questionaram sobre a situação estrutural e financeira da empresa, tendo em vista as dívidas trabalhistas, previdenciárias e do fundo de garantia.  As faturas das secretarias do Governo do Estado também foi um ponto levantado pelos deputados, por conta de supostas irregularidades, o que segundo as testemunhas era um fato desconhecido. “Tivemos aqui, a oportunidade de ter em nossas mãos uma conta de uma secretaria do Estado que paga R$ 21,00 de energia, enquanto o pobre paga R$ 300, 400, 500 com apenas um bico de luz e isso não é justo”, comentou Betânia Almeida.

Também participaram da reunião os deputados Gabriel Picanço (Republicanos) e Eder Lourinho (PTC).

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: H. Emiliano

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