No Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), o Centro de Apoio Humanitário a Mulher (CHAME), núcleo da Assembleia Legislativa ligado à Procuradoria Especial da Mulher, orientou moradores do bairro Bela Vista, com informações sobre violência doméstica, além de apresentar o trabalho realizado pelo centro.

Para a assistente social do CHAME, Joice Lucia Martins, é importante levar informações para as mulheres que não podem se deslocar até a instituição. “É sempre bom sair do nosso local de trabalho, do nosso conforto e levar orientação as pessoas que não tem esse acesso de ir lá no CHAME, ou não tem acesso pra pesquisar e conhecer”.

A dona de casa Ana Pereira, de 47 anos, enalteceu o trabalho realizado pelo centro, por ser um local onde as mulheres se sentem acolhidas. “Eu já conheci uma pessoa que foi atendida pelo CHAME em estado de risco, com risco de feminicídio, mas lá ela conseguiu vencer, teve todo apoio que precisou, e hoje está muito bem”, afirmou.

A atividade foi realizada durante ação social promovida pela ONG dos Bombeiros Civis do Estado, que levou um dia de lazer e serviços para os moradores. O convite foi feito para esclarecer sobre o que fazer em caso de violência, como explicou a bombeira civil, Elcicleia Araújo.

“O melhor presente que podemos dar a essas mulheres que estão aqui é a informação sobre seus direitos, sobre não se calar, sobre o que fazer em caso de violência doméstica. O CHAME é um órgão muito importante pra nós mulheres, um lugar onde temos apoio e ajuda”, enfatizou.

Blitz Educativa 

Paralelamente, a Procuradoria Especial da Mulher, com instituições de apoio, realizou uma blitz educativa no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-174, na região do Água Boa, área rural de Boa Vista. A ação contou com panfletagem de cartilhas informativas, sobre violência doméstica, e direitos da mulher.

O objetivo foi orientar as mulheres sobre seus direitos e levar informações também para os homens sobre os dados que o Estado apresenta sobre violência doméstica e feminicídio.

“Conversamos com as mulheres sobre seus direitos, e com os homens comunicamos que o Estado de Roraima se pratica muito feminicídio, e violência contra mulher, e sobre a importância de combater essas causas”, pontou a procuradora adjunta da Mulher, Socorro Santos.

Texto: Ana Lucia Montel

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR