Nesta terça-feira (13), os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Roraima, reuniram-se para definir como serão analisados os dados coletados pela quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de sete empresas e três pessoas.

Na reunião, o presidente da comissão, deputado Coronel Chagas (PRTB), explicou que as informações dos investigados necessitam de análise técnica e especializada. “Então, nós temos muitos dados aqui para serem analisados das quebras de sigilos que foram feitas das pessoas elencadas. Estamos tratando isso com bastante cuidado, para que as informações constantes na documentação que chegue, sejam tratadas de forma bastante reservada para evidentemente não expor ninguém, e para que a gente cumpra a legislação a respeito da questão de sigilo.”

A CPI solicitou a quebra dos sigilos no mês de maio para levantar informações sobre o processo de compra de equipamentos e insumos de combate à Covid-19. Essa é a primeira vez na história da Assembleia Legislativa de Roraima que os deputados adotam a medida, prontamente atendida pelos órgãos que foram demandados.

Dentre as estratégias analisadas pelos deputados está uma parceria com a Polícia Civil. A ideia é que a instituição disponibilize analistas na área da inteligência para apuração dos dados. “Para que a gente dê celeridade, para analisar essa vasta documentação, comparar e chegar a uma conclusão sobre as provas testemunhais e documentais que nós temos”, explicou o relator da CPI, Jorge Everton (MDB).

A Comissão também solicitou apoio do Tribunal de Contas do Estado de Roraima e do Ministério Público de Contas para auxiliarem na análise dos processos coletados na Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), assim como denúncias e evidências. Outra medida discutida é a criação de uma sala de situação composta por técnicos da Assembleia Legislativa. A reunião contou ainda com a participação do deputado Renato Silva (Republicanos).

Texto: Vanessa Brito
Foto: Reprodução TV Assembleia
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