Programa da ALERR atende demandas diretas da população sobre ineficiências de serviços públicos
O empresário Vagner Ribeiro conviveu por mais de quatro anos com os transtornos causados por um problema de tubulação na rua Belarmino Fernandes de Magalhães, no bairro Asa Branca, em Boa Vista. A situação somente foi resolvida com o apoio do Programa Fiscaliza, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), que atendeu essa e mais 296 demandas em 2025.
Segundo Vagner, o problema se repetia todos os anos, com a abertura de valas e dificuldades de acesso para moradores e comerciantes da região. Ele conta que a troca da tubulação ocorreu, mas a obra ficou incompleta por um longo período, sem que fosse definida a responsabilidade entre os órgãos envolvidos.

“Todo ano nós passávamos esse mesmo constrangimento. A gente pediu para que trocassem essa tubulação, e não foi fácil. Depois que acionamos os órgãos competentes, inclusive a Assembleia, por meio do Fiscaliza, eles se sensibilizaram e resolveram o nosso problema”, relatou.
Para o empresário, o Fiscaliza aproxima o poder público da realidade vivida pela população e cumpre um papel essencial na resolução de problemas enfrentados diariamente pelos cidadãos. “É importante ter um programa dessa natureza, que vai e vê de perto a situação do cidadão. Eu peço que vocês não parem com isso”, acrescentou.
Balanço de atendimentos em 2025
No ano passado, o programa Fiscaliza contabilizou 297 ações fiscalizatórias. Do total, 176 demandas estiveram relacionadas à infraestrutura urbana, com solicitações sobre asfaltamento, recuperação de ruas, buracos e serviços estruturais.
Outras 119 envolveram problemas de equipamentos e serviços públicos, como prédios, praças e espaços coletivos, além de demandas ligadas à saúde, educação e segurança pública. Também foram registradas duas solicitações no município de Bonfim.
Conforme explicou a diretora do Fiscaliza, Patrícia Amorim, o programa funciona como um canal direto entre o cidadão e os órgãos responsáveis pelos atendimentos das demandas.

“O Fiscaliza atua em diversas áreas, como educação, saúde e infraestrutura. A gente fiscaliza e também pede apoio da população para que faça suas denúncias, porque isso permite que cada solicitação tenha encaminhamento”, ressaltou.
Patrícia frisou que os pedidos mais recorrentes envolvem problemas estruturais na capital. “Nossa maior demanda hoje é esgoto e ruas esburacadas. A população pode procurar o programa para que a equipe faça a fiscalização e cobre providências dos órgãos competentes”, afirmou.
Como funciona o Fiscaliza
O Fiscaliza é um programa da Assembleia Legislativa, vinculado à Superintendência de Programas Especiais, que recebe denúncias e solicitações da população sobre problemas em espaços e serviços públicos.
O atendimento pode ser realizado presencialmente na sede, localizada na avenida Ataíde Teive, nº 3.510, no bairro Buriti. Além disso, há os canais digitais, como o WhatsApp (95) 98402-1735 e o site oficial da ALERR (https://al.rr.leg.br/fiscaliza/).
Após o registro da demanda, a equipe técnica realiza uma vistoria no local, depois elabora e encaminha relatório aos órgãos responsáveis, como prefeitura, governo ou demais instituições competentes. Em seguida, acompanha o andamento da solicitação feita e cobra providências até que o problema seja resolvido.
Texto: Anderson Caldas
Fotos: Jader Souza, Alexsandro Carvalho e Reprodução da TV Assembleia
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