O deputado Brito avaliou o assunto como importante, principalmente no que tange à questão da educação no país.

Os parlamentares de Roraima que participam da 21ª Conferência da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos), em Foz do Iguaçu, no Paraná, disseram que o tema Reforma Política e Panorama Econômico, que teve como o palestrante o economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, foi de suma importância para entender o atual contexto e aplicar em projetos que ajudarão o Estado de Roraima a ultrapassar a crise que passa o país.

O ex-ministro abordou as mudanças que estão sendo propostas no cenário nacional como as reformas trabalhistas, política e tributária. Ele também enfatizou as novas reações da sociedade frente à corrupção para banir as más lideranças políticas, o papel do judiciário e o da imprensa que, por ser independente, competitiva e agressiva, tem ajudado a desvendar os atos ímprobos no país.

“Existe um conjunto de instituições que permite monitorar o governo, para a renovação periódico das lideranças. A renovação acontece por meio do voto, pois a cada dois anos o brasileiro tem que votar; a imprensa livre; e a capacidade de manifestação e protestos por parte da sociedade. A renovação dos nossos líderes é feita de forma pacífica, pelo voto, impeachment ou impugnação da chapa. A gente não precisa mais de golpe de estado e revolução para fazer a renovação, isso é o sinal de uma sociedade madura, institucionalmente forte”, avaliou o ministro.

Nóbrega enfatizou ainda que o caminho para o desenvolvimento do país passa necessariamente pela produtividade. “O nosso desafio é a produtividade. Produtividade é o nome do jogo econômico, que faz um país ficar rico. A produtividade não é tudo na economia, mas é quase tudo”, disse.

Para o deputado Marcelo Cabral (PMDB), a palestra do ex-ministro vai ao encontro do que ele defende como parlamentar, que é a produção do setor primário. “A palestra frisou que o Brasil teve um crescimento no setor produtivo e vejo que o futuro está na produtividade, na cultura de grãos e na pecuária. A solução do Brasil é o setor primário, que ainda cresce de forma lenta, mas que tem grande significado na parcela do PIB (Produto Interno Bruto)”, disse.

O deputado Brito avaliou o assunto como importante, principalmente no que tange à questão da educação no país, que recebe 6% do PIB. “A educação no Brasil recebe o dobro do que recebe todos os outros países, sendo o problema, então, de gestão e não de recursos. Temos que otimizar a capacidade de gestão dos agentes públicos que fazem a educação no Brasil. Avançamos na produtividade com o agronegócio, mostrando que essa é a saída, inclusive para o nosso Estado mudar a matriz econômica, sair do contracheque para o crescimento empresarial”, afirmou.

Por Marilena Freitas

Com colaboração de Camila Dall’Agnol

Foz do Iguaçu – Paraná

SupCom/ALE-RR