Para instigar a curiosidade da comunidade escolar sobre o tráfico de pessoas, a equipe do projeto Educar é Prevenir realizará uma programação no Colégio Estadual Militarizado Maria de Lourdes Neves, no bairro Pintolândia. Ao longo da semana, o assunto será debatido na unidade de ensino para sensibilizar alunos, professores e outros trabalhadores em educação, falando sobre os perigos e legislação de proteção às vítimas deste crime.

Nesta segunda-feira (4), primeiro dia de ação na escola, a equipe espalhou banners e cartazes na unidade. O próximo passo será capacitar trabalhadores para saberem como identificar um caso suspeito e para trabalharem esse assunto com os alunos em sala de aula e no cotidiano durante o período escolar. O treinamento está previsto para esta terça-feira (5).

A escola atende mais de mil estudantes dos ensinos Fundamental e Médio. O coordenador do projeto, Glauber Batista, destacou que os adolescentes são os principais alvos deste tipo de crime. “O tráfico de pessoas tem foco nos adolescentes do Ensino Médio e por isso nosso projeto é focado nessa idade. O foco de aliciamento, geralmente, é nas escolas, então trabalhamos com a prevenção para que a comunidade escolar tenha esse olhar diferenciado.”

Convites suspeitos para o garimpo e viagens para o exterior com supostas propostas de emprego já foram relatados à direção da instituição de ensino, contou o diretor, coronel José Arruda. “Como a gente trabalha com muitos adolescentes aqui, e muitos estão passando para a fase adulta, a dificuldade no mercado de trabalho faz com que muitas vezes as pessoas se obriguem a ir para esses locais. Nossa preocupação é essa.”

Encerramento

Após uma semana inteira de atividades sobre o assunto, a unidade escolar terá um momento de discussão do tema nesta sexta-feira (8), para encerrar a ação. No momento estarão presentes outras instituições que atuam no enfrentamento e prevenção deste crime em Roraima. A ação é realizada pela Procuradoria Especial da Mulher à qual está vinculado o Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas, responsável pelo projeto.

Texto: Bárbara Araújo

Foto: H. Emiliano

SupCom ALE-RR