Por volta das 22h, uma das plantonista do Zap Chame recebeu uma mensagem pelo número 98402-0502. No texto, um pedido de socorro. Naquele momento a mulher era mais uma vítima de violência doméstica, e precisava de apoio para fugir das agressões. Ela estava trancada no banheiro e o marido, agressivo, estava do lado de fora querendo entrar.

Pelo WhatsApp a plantonista acalmou a mulher e orientou sobre o que deveria ser feito. Diante da gravidade do caso, a servidora do Zap Chame ligou para a Polícia Militar e solicitou a presença de uma viatura ao endereço indicado pela vítima. “No outro dia ela procurou o CHAME [Centro Humanitário de Apoio à Mulher] onde recebeu o acolhimento necessário”.

Histórias como esta fazem parte da rotina do Zap Chame, que está disponível para a população desde 2016 pelo telefone 98402-0502, 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Desde então, já foram realizados 771 atendimentos, sendo a violência psicológica a mais identificada pelas profissionais, com 334 casos. Os dados são de 2016 a novembro deste ano. Os plantões são revezados entre cinco plantonistas, e cada uma delas permanece com o Zap Chame por uma semana.

Uma das preocupações do CHAME é manter a equipe sempre treinada para melhor atender ao público. “Há alguns meses houve alteração na Lei Maria da Penha e é importante que elas [as plantonistas] estejam capacitadas nessas mudanças que é para melhor orientar a população que precise do Zap Chame”, explicou a coordenadora do programa, Lielma Tavares.

A ferramenta, segundo ela, encoraja as pessoas, sejam homens ou mulheres, a buscarem apoio e orientação. “Às vezes elas se sentem mais seguras por não mostrarem o rosto, elas se encorajam mais por isso”.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Alfredo Maia e H. Emiliano

SupCom ALE-RR

07.11.2019