Fitas, agulhas e criatividade. É isso que a pequena Maria Clara Morais, de 10 anos, usa para fazer os laços que vende às amigas na escola. O novo negócio começou depois de uma oficina no programa Abrindo Caminhos e em menos de uma semana ela conseguiu sua primeira venda, por R$ 10.  Parece pouco, mas é assim, de centavo a centavo, que a menina sempre conseguiu economizar seu dinheiro.

A afinidade com o artesanato vem de observar a mãe trabalhar, mas foi durante a oficina que ela aprendeu a técnica para fazer os acessórios. A mãe dela, Eudenilde Morais, é artesã. Aos 7 anos, Maria Clara já arriscava fazer alguns pontos no crochê. No primeiro momento, a fita de cetim e o strass com brilho dão forma aos acessórios. Com a agulha e o isqueiro, Maria conta com a mãe para ajudá-la.

Com o dinheiro das primeiras vendas, ela quer investir em materiais mais sofisticados como a fita de gorgorão. “Aprendi olhando minha mãe na oficina, e eu falei pra ela que queria fazer os laços pra vender na escola ganhar um dinheirinho e acostumar a fazer”.

A família mora no bairro Buritis. Na casa, além de Maria Clara e da mãe Eudenilde, vivem o pai e mais dois irmãos. Mesmo com a pouca idade, a menina entende que é importante ter independência financeira. Por isso, depois que comprar os materiais e diversificar os produtos, ela quer usar o dinheiro pra comprar suas coisas sem precisar pedir dos pais, ajudando a aliviar as contas de casa. Maria Clara é aluna de balé do Abrindo Caminhos, e além de vender os laços, a proposta é criar os próprios adereços, economizando também nessa despesa. “Coisas de artesanato eu acho incrível”, completou.

Oficinas

Além das modalidades ofertadas às crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, atendidos pelo programa, o Abrindo Caminhos oferece atividades para ajudar a família dos alunos. Já foram ofertadas várias oficinas com o intuído de proporcionar renda extra.

Sabendo que o trabalho tem dado resultado, a diretora do programa, Viviane Lima comemora. “É a prova de que tudo que tem sido ofertado a eles, o que a Assembleia coloca a disposição, muitos deles agarram e vão adiante, além do que a gente espera”, pontuou a diretora.

Texto: Bárbara Araújo

Foto: H. Emiliano

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