A pandemia do coronavírus mudou a rotina da sociedade, e as redações jornalísticas também sentiram isso. Às vésperas dos seus 5 anos de idade, completados nesta sexta-feira (7), a TV Assembleia – canal 57.3 precisou se reinventar para levar informação com qualidade à população de Roraima. Home-office, videoconferência, sessão virtual e gravação de vídeos pelo celular foram elementos que passaram a fazer parte dessa nova rotina.

 

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier (SD), a gestão da instituição preza pela interatividade com o cidadão, e por isso, desde 2015 tem ampliado essa forma de acesso à informação.

 

“A TV Assembleia tem um papel fundamental nesse processo. Sentimos esse retorno nas instituições do nosso Estado, e na comunidade que procura a nossa equipe para ter mais voz. Cumprimos também com a nossa meta de tornar acessível as sessões plenárias, as audiências públicas e reuniões de comissões. Todas as decisões políticas que norteiam o nosso Estado passam por aqui, e são de conhecimento de quem mais importa, o povo de Roraima”, comemorou Jalser Renier.

 

Mesmo com pouco tempo de existência, a emissora não parou os trabalhos durante a crise sanitária que fez boa parte do mundo ficar em isolamento social. Pelo contrário, apostou na tecnologia para continuar na cobertura do processo legislativo e dos principais acontecimentos locais. “Apesar de sermos uma criança no segmento, já estamos atingindo a maturidade na qualificação profissional, na qualidade dos equipamentos, que são de ponta, e na informação que levamos para o telespectador”, avaliou a coordenadora da TV, Sônia Lúcia Nunes.

Além dos conteúdos voltados para a atividade legislativa, a emissora tem programas noticiosos que embora deem uma atenção especial para as atividades parlamentares, também abordam assuntos gerais, além de programas de entrevista, sobre cultura e cidadania. A TV conta ainda com uma produção de documentários e séries de reportagens para uma abordagem mais aprofundada de assuntos de interesse público.

Estúdio em casa

 

A jornalista Camila Dall’Agnol apresenta o programa Sessão ao Vivo. Na transmissão das sessões plenárias é ela quem explica as pautas e os ritos, tornando o assunto de fácil compreensão para o telespectador. Devido à necessidade de isolamento social, ela encarou o desafio de fazer a cobertura pelo Skype (programa de videochamadas). Desde março, um espaço da casa virou um estúdio improvisado de TV.

 

“Apresentar de casa exigiu de mim aprender um pouco sobre o tudo. Agora, eu mesma ligo os equipamentos, troco as pilhas, testo tudo com antecedência, faço meu cenário, enquadramento, luz. Ou seja, dá mais trabalho. Por outro lado, acho que estamos fazendo parte da história do jornalismo roraimense durante uma pandemia”, disse a apresentadora, que também é editora-chefe da emissora.

 

Já o Em Pauta é um programa de entrevistas, para discutir temas da atualidade. Devido à covid-19, a conversa cara a cara agora é tela a tela, uma alternativa para continuar os trabalhos sem riscos. “A gente usou a tecnologia a nosso favor. Na verdade, foi uma ideia de todo mundo, da direção da TV, de poder fazer a distância, e tem dado super certo”, disse a apresentadora Carla Albuquerque.

 

Redação domiciliar

 

Para que uma reportagem vá ao ar, antes é feita uma produção, para coleta de informações, agendamento de entrevistas e toda a logística para que a informação vá ao ar com qualidade. De casa, as produtoras viabilizam as pautas e nivelam as informações com o restante da equipe pela internet. Os repórteres vão para rua apenas em situações excepcionais.

 

Para a coordenadora da TV, este foi um dos desafios neste cenário. “Nós treinamos os nossos entrevistados a fazerem vídeos para a televisão. Então, também é o jornalismo ensinando o entrevistado a se adaptar a essa nova realidade. Ele também acaba virando um produtor além de ser uma fonte de informação.”

 

Texto: Vanessa Brito

Foto: Jader Souza

SupCom ALE-RR