Nessa semana, a denúncia que chegou aos deputados é que se trata de uma invasão com a possível participação de membros do Governo do Estado.

Uma nota de repúdio publicada na edição desta quinta-feira, 6, em jornal de grande circulação no Estado, foi comentada pelo deputado George Melo (PSDC) durante o período de explicações pessoais na sessão da Assembleia Legislativa de Roraima. O parlamentar disse que entidades representativas de vários segmentos, ao assinar a nota, demonstram que “não irão se curvar para a ação criminosa da indústria de invasão de terras que se instalou em Roraima”.

Nessa semana, a denúncia que chegou aos deputados é que se trata de uma invasão com a possível participação de membros do Governo do Estado. Diante dessa informação, George Melo ressaltou que “quando se tem uma mão forte do Governo por trás dessa questão, e entidades se manifestam contra essa ação de invasão, é porque estão se posicionando a favor dos interesses do Estado”.

Para o parlamentar, se o Executivo quisesse fazer um assentamento doando lotes para quem precisa, bastava utilizar o cadastro do Vale Solidário, onde se encontra o perfil dessas famílias carentes. “Não precisava fazer invasão com centenas de pessoas com carros, inclusive muitos veículos de luxo. Fico triste porque uma atitude dessas desestimula empresários que pensam em investir em Roraima e esse Estado precisa tanto de investimento. Mas, o que vemos é o contrário, são setores do Governo incentivando a indústria da invasão de terras”, lamentou Melo.

Quanto à instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Invasão de Terras, o deputado disse não ter dúvidas que essa comissão vai chamar todos os envolvidos. “Quem não vier vai ser chamado coercivamente”, disse. “Essa CPI tem que resgatar essa credibilidade na confiança de que os Poderes desse Estado não são manipulados eleitoralmente e que não podem ser manipulados politiqueiramente. Eu entendo que não podemos começar essa CPI e deixar pela metade do caminho, tem que punir os verdadeiros envolvidos nesse ato criminoso”, ressaltou George Melo.

Por Edilson Rodrigues

SupCom/ALE-RR