Na visão do parlamentar, não é a falta de dinheiro o responsável pelo agravamento de problemas sociais, mas sim a ausência de gestão.

O deputado George Melo (PSDC), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) nesta quarta-feira (2), para chamar a atenção do Executivo quanto ao abandono de setores prioritários, principalmente da Saúde, citando como exemplo a morte de pacientes no Hospital Geral de Roraima (HGR), na última semana.

Para ele, não é a falta de dinheiro o responsável pelo agravamento de problemas sociais, mas sim a ausência de gestão. “Os problemas desse Estado, eu tenho dito, não é falta de dinheiro, o problema desse Estado é só um, é gestão. É uma preocupação ‘umbigo’. A governadora tendo um Estado todo, só olha para o umbigo, pra família”, salientou George Melo.

Outro ponto abordado pelo parlamentar é quanto às informações desencontradas sobre a problemática no HGR. “Apresentaram um número de 24 pessoas, mas todos sabem que foram 60. A pessoa entra com um problema simples e sai dentro de um saco preto. ‘Tá’ sendo fechado para imprensa, ninguém tem acesso a quantidade real de mortos, sabe por quê?”, indagou Melo.

“Essa família não tem limites para ganância deles. Mesmo que morra metade da população de Roraima, pra eles está normal e não são capazes de ir para a imprensa explicar essas mortes”, ressaltou o parlamentar, destacando que esse dinheiro desviado é sujo e os servidores que denunciam o descaso, são perseguidos.

Em aparte, o deputado Joaquim Ruiz (Podemos) informou que o HGR é considerado uma unidade universitária e se houvesse o curso de Medicina na Universidade Estadual de Roraima, o hospital receberia mais recursos por parte do SUS (Sistema Único de Saúde) e que outra solução seria a criação de uma fundação por parte da UERR para administrar, o que hoje é feito por uma cooperativa.

“É um hospital universitário que vai gastar mais equipamentos e materiais, e com a fundação tomando conta, administrando a urgência e a emergência do nosso Estado, nós não precisávamos da cooperativa”, falou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR