A programação consiste em resgatar e apresentar as principais histórias e contos referentes a cultura popular brasileira.

Lendas como do Curupira, Boto-cor-de-rosa, Iara, Saci Pererê, fortes na cultura popular brasileira, mas não tão conhecida pela nova geração, ganharam a imaginação das crianças e adolescentes do balé e da ginástica rítmica, do programa Abrindo Caminhos, da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (21), durante a Semana Folclórica, evento alusivo ao Dia do Folclore, celebrado em 22 de agosto. A programação segue até quinta-feira, 24, na sede do programa.

Hoje à tarde serão a vez das alunas do balé participarem do evento, das 15h as 16h30. Na quarta-feira, as alunas de ginástica rítmica, das 15h as 16h30. Na quinta-feira, pela manhã, das 8h30 às 10h, serão com os alunos do balé e jiu-jitsu, que também participarão no horário da tarde, das 14h30 às 16h.

A programação consiste em resgatar e apresentar as principais histórias e contos referentes a cultura popular brasileira, em alusão ao Dia do Folclore. Além disso, todos podem interagir em brincadeiras populares como ‘Escravo de Jó’, ‘dança das cadeiras’, pula corda, cirandas, entre outros.

Os participantes apreciaram contação de histórias com fantoches, coreografia sobre a vida da boneca de pano Emilia, do Sítio do Pica-pau Amarelo, e assistiram a vídeos sobre as lendas dos principais personagens do folclore popular.

Selena Emanuela da Silva, de oito anos, interpretou a agitada boneca Emília na apresentação de balé, uma das personagens preferidas, segundo contou. “Gosto dela porque ela é muito agitada. É uma história antiga eu gostaria muito de contar”, falou.

Para Maria Clara Morais, foi neste evento do Abrindo Caminhos o primeiro contato com o folclore brasileiro. Prometeu levar adiante tudo o que aprendeu, principalmente para os colegas da escola. “Vou contar que eu apresentei sobre o folclore e que aprendi agora”, contou animada.

Alguns pais estiveram presentes no início do evento, entre eles a manicure Claudene da Silva, mãe de uma aluna da ginástica rítmica, que viu a importância da transmissão de informação cultural uma maneira de ampliar o conhecimento das crianças. “É um aprendizado que eles levarão para o resto da vida deles e que ninguém pode tirar”, enfatizou.

Lembrou ainda que as histórias apresentadas percorreram a vida dos pais e avós dela. “Isso é legal porque hoje em dia quase ninguém conhece essas lendas”, disse Claudene. Aproveitou para parabenizar a equipe do Abrindo Caminhos pela iniciativa.

A proposta, segundo a coordenadora do programa Viviane Lima, foi justamente resgatar a cultura popular brasileira através dos contos, lendas, histórias e brincadeiras e guiar o imaginário daqueles que tiveram ou não o contato com o folclore. “Hoje em dia é tudo mais diferente, é mais o computador, muito eletrônico e aqui a gente pretende resgatar várias brincadeiras de ciranda, de corda, várias história serão contadas, filmes serão passados, tudo de forma divertida e educativa”, garantiu.

O Abrindo Caminhos funciona na avenida São Sebastião, número 883, no bairro Cambará.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR