Pais e responsáveis por alunos do programa Abrindo Caminhos, programa da Assembleia Legislativa de Roraima, participaram na noite dessa quinta-feira, 14, na sede localizada no bairro Cambará, zona Oeste, de uma roda de conversa com o tema ‘Um olhar sobre o caminho percorrido’, com as psicólogas Camila Sales, Lauany Leal e a assistente social Leila Melo.

A proposta do encontro foi realizar um balanço diretamente com os responsáveis pelas crianças e adolescentes inscritos no programa, sobre o desenvolvimento, críticas, sugestões e opiniões acerca do trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar do Abrindo Caminhos. Emoção e agradecimentos marcaram a reunião, momento em que os convidados externaram mudanças de comportamento dos alunos.

Segundo a técnica de enfermagem Vera Regina Barcelos, avó da Ana Carolina, de 9 anos, atleta de ginástica rítmica, em um ano de Abrindo Caminhos a criança mudou ‘da água para o vinho’. “A Ana era uma criança com muitos problemas, vivia internada, em psicólogo e tomava remédio. Hoje ela não tem mais isso, graças a Deus”, celebrou.

Vera, em depoimento, agradeceu a iniciativa do Poder Legislativo, na pessoa do presidente, deputado Jalser Renier (SD), em implantar esse tipo de programa social para a comunidade. “Antes ela [a Ana Carolina] vivia me pedindo para fazer ginástica rítmica, mas eu dizia que não tinha condições e nem sabia onde tinha”, relatou. Ela espera que o programa dure muitos anos e que crianças como a neta tenham a mesma oportunidade de crescimento.

Para 2018, Vera comentou que pretende acompanhar a neta em mais atividades. “Queria dizer para aquelas pessoas que não acreditaram e hoje estão doidinhas para querer entrar, isso aqui é verdadeiro e peço para continuar com esse projeto, porque assim como a Ana, muitas crianças precisam vir pra cá”, destacou a técnica em enfermagem.

Assim como Vera, os demais depoimentos foram de gratidão. Pedidos como ‘o programa precisa durar muito tempo’, ‘o Abrindo Caminhos mudou a vida do meu filho e da minha família’ complementaram a roda de conversa e motivaram outros pais a relatarem o desenvolvimento dos atendidos pelo programa.

Conforme explicou a psicóloga Camila Sales, essa interação entre a família e o Abrindo Caminhos é importante para que falhas sejam corrigidas para o próximo ano. “A gente quis saber o que eles estavam achando dessas mudanças na vida das crianças, dessa inserção das atividades. Esse feedback é muito importante”, esclareceu a profissional.

Camila, Launy e Leila acompanharam de perto cada depoimento. Em seguida, reforçaram sobre o papel de cada profissional dentro da equipe e falaram sobre a preocupação da Casa Legislativa em acolher a família, crianças e adolescentes com atendimento psicológico e de assistência social.

Diante disso, Camila abordou durante o diálogo sobre a inserção dos filhos em atividades opostas ao tempo de aula, do contato com outros grupos sociais e da formação de novas amizades. “Do tempo livre em casa, agora eles têm uma ocupação, um dia produtivo e agora são valorizados diante a sociedade porque fazem apresentações e expõem suas habilidades”, disse.

A coordenadora do programa em Boa Vista, Viviane Lima, enfatizou sobre a participação de pais a cada roda de conversa. “Porque é um momento em que podemos ter uma conversa franca, um diálogo aberto para saber o que eles esperam. É nesse momento que eles colocam o retorno que estamos esperando”, pontuou.

Programa – Efetivado há um ano, o programa Abrindo Caminhos em Boa Vista atende a cerca de 1.500 crianças e adolescentes, com idades entre 5 a 17 anos nas modalidades de: Informática, Balé, Coral, Ginástica Rítmica, Jiu-Jitsu, Teatro e Futebol. A sede fica na avenida São Sebastião, nº 883, no bairro Cambará, de segunda a sexta-feira.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR