Em período de festas e eventos o comércio fica a todo vapor, o que faz aquecer as vendas e, com isso, aumenta o volume de troca de produtos, entre outras demandas ligadas a defesa do consumidor. Diante dessas situações, é importante que lojistas e clientes tenham conhecimento do CDC (Código de Defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/90), para que as relações de consumo sejam as melhores possíveis.

Foi em um Natal que a gerente de vendas Maria Lécia, atuante na área há mais de dois anos, se deparou com uma situação típica do processo de troca de produtos. Ela contou que uma cliente comprou uma bolsa na loja localizada no shopping de Boa Vista, mas, depois de passar alguns dias, a mesma procurou o estabelecimento para efetivar a troca do item devido a uma mancha no produto. “Mas daí ela queria a troca imediata. Para isso, eu precisaria de uma análise mais séria do defeito, no caso era uma mancha que detectamos, mas a meu ver era um defeito de mau uso”, contou.

Porém, enquanto tentava o entendimento, Maria buscou auxílio em um exemplar do Código de Defesa do Consumidor disponível na loja para mostrar sobre os resguardos que o empreendimento tem diante desse fato. Segundo ela, após conhecer a necessidade de encaminhar a bolsa para uma análise da fabricante, a cliente concordou e, com o passar de 30 dias, foi detectado o problema no produto e, assim, ela pôde trocar o item.

“Ela se conformou e ela também ficou esclarecida. A gente acha que só a gente tem que saber, mas o cliente precisa estar respaldado e saber que ele tem o direito dele. (…) Esse CDC em loja é muito útil e seria muito bom se todos os clientes tivessem em suas casas, assim teriam menos problemas”, destacou a gerente de vendas.

Datas comemorativas como o ‘Dia das Mães’ e o Natal, por exemplo, são épocas em que mais os lojistas utilizam o CDC, pois são nessas ocasiões que acontecem um volume considerado de troca de presentes. Além desses, pontuou Maria, eventos comerciais, por exemplo, a black friday, há muita consulta a legislação.

Maria Lécia foi uma das 20 representações de lojas do Pátio Roraima Shopping a participar da primeira capacitação do Procon Assembleia de 2018, direcionada a fornecedores de produtos e serviços. “Eu me sinto envaidecida. Estou tentando aproveitar o máximo das palavras, das explicações para tirar minhas dúvidas para eu passar ao cliente e para quem precisar”, ressaltou.

A palestra aconteceu a pedido do próprio Shopping, no auditório do centro de compras, na tarde dessa quarta-feira (17). O advogado do Procon Assembleia, Samuel Weber, repassou orientações sobre direito a troca, vício de produtos, responsabilidades de lojistas e clientes, entre outros.

A gerente de Marketing do Pátio Roraima, Aline Aguiar, frisou que esse tipo de acontecimento é resultado de uma parceria com o Poder Legislativo que está sempre presente no local com atendimento aos comerciários e aos consumidores. Aline classifica esse tipo de capacitação como essencial para melhoria do atendimento, por ser educativo e interativo.

“Surgiram dúvidas por parte dos nossos lojistas e pensamos em trazer o pessoal para dar uma palestra, tirar as duvidas com mais tempo, com mais tranquilidade e o pessoal ficar por dentro para ter 100% a noção do que é o Código de Defesa do Consumidor, o que é direito do cliente e dele também”, complementou.

Conforme a diretora do Procon Assembleia, Eumaria Aguiar, qualquer lojista ou fornecedor pode ter acesso a esse tipo de evento educativo e de orientação. Para isso, os interessados podem enviar um ofício para a sede do órgão de Defesa do Consumidor, localizado na rua Agnelo Bittencourt, nº 216, no Centro. Neste mês, excepcionalmente, das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira. Outras informações pelos telefones 98401-9465 ou 4009-4820/4822/4823/4824 ou 4826 e pelo endereço eletrônico proconassembleia@al.rr.leg.br.

“Esse curso que aconteceu aqui foi um pedido da gerência do Pátio Roraima Shopping e a gente vem com bom grado fazer isso porque isso é o nosso serviço, serviço do Procon Assembleia de informar, de trazer ao fornecedor quais os direitos do consumidor”, disse.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR