Durante a sessão desta terça-feira, 03, na Assembleia Legislativa de Roraima, o deputado George Melo (PSDC), líder do Blocão, subiu à tribuna para questionar o Poder Executivo sobre a situação dos servidores que possuem empréstimos consignados e que, segundo ele, estariam sendo prejudicados pela falta do repasse, pelo Governo do Estado, dos descontos às instituições financeiras, deixando os mesmos negativados. “Quero pedir que sejam convocados para vir à esta Casa os representantes dos bancos para conversarem conosco, pois essa situação não pode ficar como está. É um absurdo o que o Estado está fazendo com a população”, enfatizou.

Ele denunciou ainda que as empresas que trabalham no transporte escolar de crianças no interior de Roraima estão com seus pagamentos atrasados. A falta de segurança também foi alvo de críticas por parte do deputado. “Não estão pagando as terceirizadas que fornecem a alimentação dos hospitais e sistema prisional do Estado, e tampouco os empresários que atuam no transporte escolar. Recebi várias denúncias de que essas empresas estão há meses sem receber”, afirmou George Melo que complementou frisando: “Essa má administração está fazendo com que as pessoas sejam vítimas todos os dias desta fragilidade da Segurança Pública não apenas na capital, mas no interior principalmente. Uma falta de compromisso e respeito com as pessoas de bem”, pontuou.

O deputado Marcelo Cabral (MDB) fez um aparte afirmando ter sido procurado por um gestor de escola do interior que reclamou da ausência do transporte escolar e a falta de merenda. “Na escola indígena localizada na comunidade do Xumina, município de Normandia, interior do Estado, não existe a regularidade no fornecimento da merenda escolar e o transporte também não está regular. Falta apoio para educação indígena e nosso papel é cobrar e fiscalizar”, defendeu.

O deputado Jorge Everton (MDB) colaborou com o discurso de George Melo e  disse que não há planejamento estratégico para gerir a Segurança do Estado e citou como exemplo as constantes trocas de secretários das pastas que integram a Segurança Pública em Roraima, como Secretaria de Justiça e Cidadania [administra o sistema prisional], Delegacia Geral da Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública. “Segurança Pública se faz com responsabilidade e com planejamento. Não adianta ficar querendo apagar incêndio o tempo todo, precisamos planejar os próximos 10 anos sobre o que queremos para o nosso Estado. Para se ter uma ideia, em Rorainópolis, no Sul de Roraima, não tem posto da Polícia Militar (PM).  Na escola da Vila Equador, também naquele município, não tem muro e os assaltantes estão entrando à luz do dia e roubando a todos na escola. Precisamos colocar efetivo nas ruas, e isso não estamos vendo”, alertou Everton.

George Melo concluiu afirmando que a falta de segurança está deixando os moradores da capital e do interior amedrontados. “A população está com medo dos bandidos, porque a nossa polícia em determinadas situações não tem combustível para as viaturas, não dispõe de munições e nem coletes de proteção para atuar em defesa da população”.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR