Dominar a língua portuguesa é importante para quem almeja uma vaga no ensino superior ou entrar no mercado de trabalho. Por isso, a disciplina é prioridade na grade de cursos da Escola do Legislativo Cursos Preparatórios – Unidade Silvio Botelho. Apesar de muita gente considerar uma matéria complicada, a professora Laeny Amaral explica que a dificuldade está na diversidade do idioma.

Nesta segunda-feira (10) é celebrado o Dia da Língua Portuguesa, em homenagem ao poeta português Luís de Camões. Do idioma falado em Portugal para o utilizado no Brasil há muita diferença, e esta complexidade é motivo de confusão pela maioria dos alunos.

Para a professora, o que torna a língua mais difícil é a diferença entre o texto escrito do falado no cotidiano do brasileiro. “O fato de se ter uma força da língua coloquial no nosso dia a dia atrapalha o entendimento da que é cobrado em provas”.

Outro fator que contribui para a não compreensão do português é a falta de leitura. “Há uma deficiência muito grande. As pessoas gastam mais tempo em redes sociais e assistindo vídeos e não leem livros”, avaliou a professora.

Para ela, o incentivo deve partir de muito cedo. “É preciso trabalhar isso na primeira infância, pois quando essa criança entrar na alfabetização não vai ter tanta dificuldade para entender. Nós temos analfabetos funcionais adultos, gente que foi alfabetizado, mas quando lê, não entende, ou se entende, não consegue memorizar o assunto.”

Português e Interpretação de Texto

A professora identificou três grupos que procuram o curso de Português e Interpretação de Texto ofertado pela Escola do Legislativo com frequência: alunos que prestarão concursos e vestibular; pessoas que querem aprimorar a língua e estrangeiros. Esta turma encerra as atividades no próximo dia 19 e para atender a todos, aborda fonética (pronúncia); características da língua, como letras que tem no alfabeto brasileiro; e a interpretação de questões.

Tâmera Marques, de 28 anos, contou que era boa na disciplina quando estava na escola, mas percebeu que precisava se dedicar mais. “Eu decidi estudar português porque virou prioridade pra mim, eu tenho estudado para concursos e toda prova cobra esta matéria.” Para a estudante, a disciplina é vista de forma superficial ao longo de toda a vida estudantil do brasileiro. “A gente estuda pra passar, e agora a gente tem que estudar novamente para poder apreender.”

 

Texto: Bárbara Araújo

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR