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Procon Assembleia soluciona 90% das queixas de consumidores

Por dois meses, um buraco na frente da casa de uma moradora no Centro de Boa Vista, gerou uma dor de cabeça. A Caerr (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) consertou um vazamento de água em um cano, porém não concluiu a obra. “Era um buraco com concreto jogado na rua, barro, tava uma coisa bem bagunçada, a rua é pequena e estreita para passar carros. Um buraco perigoso para crianças e acumulando água.”

Segundo a moradora, depois de muitas ligações e mensagens, a equipe da companhia retornou, mas fez apenas uma limpeza no buraco. Após essa frustração e sem receber previsão de solução, a consumidora pediu ajuda ao Procon Assembleia. O órgão entrou em contato com a Caer e o problema que durava dois meses, após mediação do Procon Assembleia, foi resolvido em três dias.

O caso desta moradora faz parte da estatística que mostra que 90% dos casos levados ao Procon Assembleia são solucionados. Neste primeiro semestre, a equipe realizou 1.299 atendimentos, sendo 1.169 demandas resolvidas. Para o diretor da instituição, Jhonatan Rodrigues, os números mostram a dedicação da equipe em atender as queixas dos roraimenses o quanto antes.  “Todo esse sucesso vem dos nossos colaboradores, das ferramentas que a gente tem hoje, que facilitam ao consumidor ter acesso aos serviços prestados pelo Poder Público”, disse.

Uma das ferramentas é o Pró Consumidor, plataforma na qual o consumidor e o fornecedor podem acompanhar a demanda a distância, sem precisar se deslocar até a sede da instituição.

Neste semestre, a principal procura dos consumidores ao Procon Assembleia foram dúvidas sobre o auxílio emergencial, somando 617 atendimentos, representando 47%.  Em segundo, telefonia (móvel e fixo) com 18%. Em terceiro, prestadoras de serviços públicos com 17%. Durante o distanciamento social, o Procon Assembleia prosseguiu com o atendimento por telefone.

Reclamações não solucionadas 

Quando o consumidor apresenta uma reclamação ao Procon Assembleia. A equipe entra em contato com o fornecedor para tentar uma conciliação. Caso, a empresa não atenda, o caso é encaminhado ao setor de notificação, em seguida é aberto um processo administrativo, informando que a situação pode virar uma reclamação fundamentada e pode sofrer sanção. Não obtendo êxito, a situação é encaminhada ao Poder Judiciário.

A prestação do serviço de energia elétrica é a queixa de mais difícil conciliação, como explicou o diretor do Procon Assembleia.  “Há muita reclamação com relação a situação energética. Então da forma administrativa, nós não temos conseguido êxito aqui no Procon. Mas isso facilita com que o consumidor possa ir logo ao Poder Judiciário, e tenha uma reclamação bem fundamentada, um processo administrativo já criado e aí possa tentar resolver judicialmente.”

Procon Assembleia

 

Quem precisar tirar dúvidas sobre os direitos do consumidor ou deseja formalizar uma reclamação, pode mandar mensagens pelo número (95) 98401-9465 (WhatsApp), das 9h às 14h. A unidade funciona na rua Agnelo Bitencourt, 232, Centro, mas durante a pandemia, os atendimentos presenciais estão suspensos.

Texto: Vanessa Brito 

Foto: Eduardo Andrade/ Jader Souza

SupCom ALE-RR

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