“Depressão é falta de Deus”, “atendimento psicológico é para gente doida”, “depressão é frescura”. Estes são alguns mitos em relação à doença e foram assuntos abordados pelo programa Abrindo Caminhos na noite desta quinta-feira (17), na live “Uma Voz Amiga Pode Salvar”, com transmissão pela TV Assembleia (canal 57.3) e redes sociais (@assembleiarr).

O bate-papo foi guiado pela psicóloga Adria Almeida, e teve a participação de dez alunos do programa Abrindo Caminhos. Entre eles, o jovem Ian Rhauan, de 16 anos. Ele perguntou como ajudar alguém que esteja sofrendo de depressão, considerando que procurar um atendimento ainda é um tabu. “Querendo ou não muitas pessoas pensam, eu sei que ir no psicólogo não significa que você é doido ou coisa assim do tipo, mas mesmo a pessoa não sabendo disso, ocorre o medo de querer ir.”

A psicóloga respondeu que este profissional cuida da nossa saúde mental. “Não importa se você está bem fisicamente, se tudo na sua vida está indo bem, se o seu mental não estiver bem, nada vai bem, tudo desanda, isso independe de classe social.”

A psicóloga também esclareceu que os sintomas da depressão nem sempre são só de tristeza. “As pessoas acham que a pessoa que está com depressão está morrendo, não quer falar com ninguém, está trancada. Não, a pessoa com depressão está ali ao seu lado, está rindo, indo trabalhar porque precisa, mas ainda está em depressão, mas essas pessoas dão sinal de que não estão bem, elas dizem.”

A população também interagiu na live por meio das redes sociais. Um internauta fez uma pergunta pelo Facebook: “Como encarar o fato de que muitas pessoas levam a depressão para o lado religioso e deixam de aplicar um tratamento?” A psicóloga explicou que a depressão não é uma frescura, trata-se de uma doença. “Então não é falta de Deus, não é falta da igreja, a mente está doente e precisa de tratamento.”

Ajuda

Além de poder buscar atendimento psicológico, seja na rede privada ou pelo SUS, qualquer pessoa que esteja passando por alguma situação e queira compartilhar, pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida). O atendimento é pelo telefone 188, 24 horas e sem custo de ligação. Em Roraima o centro tem apoio da Assembleia Legislativa, por meio da Procuradoria Especial da Mulher.

Texto: Vanessa Brito 

Foto: Eduardo Andrade 

SupCom ALE-RR