Pular para o conteúdo

ALERR APOIA INSTITUIÇÃO LGBTQ+ NO COMBATE AO PRECONCEITO

No dia 25 de março é comemorado o Dia Nacional do Orgulho Gay e cerca de 10% da população brasileira faz parte da comunidade. Desde criança o Magno Rodrigues sempre soube que era diferente. Ao se assumir homossexual, ele teve apoio da família, mas nem todos têm a mesma receptividade no núcleo familiar.

É, principalmente, voltado para esse público excluído, que a Associação Roraimense Pela Diversidade Sexual (Grupo DiveRRsidade) foi idealizada. Essa luta contra a homofobia e transfobia no Estado foi reconhecida e a Associação declarada instituição de utilidade pública pela Assembleia Legislativa de Roraima.

Aos 21 anos, Magno Rodrigues assumiu sua sexualidade. Hoje com 37, ele destaca que muita coisa já mudou em relação à intolerância e homofobia. Aos poucos, segundo ele, a população LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Pessoas não Binárias e Intersexuais) vai dividindo espaços antes tradicionalmente reservados aos héteros.

“O preconceito sempre existiu, mas ao longo do tempo, nós temos visto pessoas LGBTs ocupando cargos públicos e espaços que antes não costumávamos ver”, ressalta. Foi por meio de cursos promovidos pelo Grupo DiveRRsidade, que o Magno, hoje confeiteiro profissional, pôde se qualificar, tornando a confeitaria a principal fonte de renda para o sustento da família.

Além de cursos e a promoção da cidadania, o grupo ainda presta auxílio jurídico à comunidade LGBTQ+ e atua no combate à homofobia e à transfobia – consideradas crime no Brasil – em todo o estado de Roraima. Fundado em 2003, o Grupo DiveRRsidade é uma entidade sem fins lucrativos, e atua diretamente na luta pela igualdade, respeito e combate ao preconceito contra a diversidade sexual.

A instituição também promove políticas públicas voltadas para a saúde dessa população, como prevenção às DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), levando informação e conscientização. Segundo o diretor do grupo, Sebastião Diniz, a luta por respeito e igualdade é diária. “A gente sabe que ainda existe muito preconceito velado, então é importante a promoção de políticas públicas que amparem a todos”.

Devido aos serviços prestados nos últimos 18 anos, a associação foi declarada instituição de utilidade pública em 2017, por meio de decreto legislativo de autoria da deputada Lenir Rodrigues (Cidadania). Segundo a parlamentar, nos últimos anos a instituição tem dado apoio às pessoas que sofrem discriminação e enfrentam o preconceito.

“O grupo têm prestado um relevante serviço para o Estado levando informação a todos. Com esse decreto concedido pela Assembleia legislativa de Roraima a instituição é cada vez mais fortalecida a continuar com o trabalho que é desenvolvido por eles”.

 

Nome social

Ao longo dos anos, diversos direitos em âmbito Estadual e Federal foram conquistados pela população LGBTQI+. Em Roraima, a primeira lei aprovada foi a n° 796/2010 que assegura às pessoas transexuais e travestis a identificação pelo nome social em documentos ou quando atendidas em órgãos públicos do Estado. A medida é um reconhecimento à singularidade das pessoas trans, já que muitas preferem ser chamadas pelo nome social.

Dia Nacional do Orgulho LGBTQ+

O Brasil apresenta dados alarmantes em relação a assassinatos de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, segundo dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia em 2019. Além disso, a pesquisa também indicou que Roraima, proporcionalmente, é o Estado que mais mata homossexuais e transexuais no país.

Texto: Bruna Gomes

Foto: Eduardo Andrade

SUPCOM ALE – RR

Compartilhar

Notícias Relacionadas

Arquivos

0