Após vazamento de contracheques de médicos das unidades hospitalares do Estado, a CPI da Saúde (Comissão Parlamentar de Inquérito), da Assembleia Legislativa de Roraima, ouviu nesta quinta-feira (6) o médico M.C.M.S. cuja informações pessoais foram expostas nas redes sociais.

Questionado pelo vice-presidente da CPI da Saúde, deputado Nilton Sindpol (Patri), sobre os contratos que constam no contracheque exposto, o médico M.S. afirmou que recebeu o primeiro contrato na gestão do secretário Olivan Júnior e o segundo na gestão do secretário Marcelo Lopes. “Os dois seletivos foram ‘seletivos covid’, como a gente diz”, explicou que estes processos foram de acordo com a demanda do Estado.

Interrogado pelo relator da CPI, deputado Jorge Everton (MDB), o depoente afirmou que ainda recebe salário pela Cooperativa. “Recebi pelos plantões da Cooperativa, ainda sou cooperativado”, destacou M.S., afirmando ao deputado que há compatibilidade de horários entre os dois vínculos que possui.

Ainda segundo o depoimento de M.S., um dos seletivos seria para 13 plantões de 12h. “Esse plantão é presencial no HGR [Hospital Geral de Roraima], todos os dias pela manhã, de segunda a segunda, inclusive aos finais de semana”, afirmou o médico ao presidente da CPI, Coronel Chagas (PRB).

Conforme o relator da CPI, Jorge Everton, a oitiva desta quinta-feira foi um procedimento adotado pelos parlamentares para buscar entender os valores que circulam na internet. “O objetivo das oitivas que programamos nesta semana e na próxima é referente às denúncias vazadas nas redes sociais, de médicos que estão ultrapassando o teto constitucional”, e o parlamentar complementou. “Os médicos que tiverem contracheque com valores vultosos terão que explicar à CPI o motivo dessas remunerações”, concluiu.

Requerimento intimará Sesau sobre valores de contracheques

Ao final da oitiva, a CPI da Saúde aprovou um requerimento verbal, de autoria dos deputados Jorge Everton e Nilton Sindpol, para que a Sesau encaminhe os contracheques dos médicos que ultrapassem o teto constitucional, do período de janeiro deste ano até o presente momento.

De acordo com o deputado Jorge Everton, os contracheques serão analisados para que os parlamentares tomem as medidas cabíveis. A oitiva foi conduzida pelo presidente da CPI, Coronel Chagas, acompanhado dos deputados Nilton Sindpol (Patri) – vice-presidente, Jorge Everton (MDB) – relator, Evangelista Siqueira (PT) e a deputada Lenir Rodrigues (Cidadania). A próxima oitiva está prevista para terça-feira (11).

Texto: Jéssica Sampaio 

Foto: Jader Sousa  

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