BLACK FRIDAY
Procon Assembleia visita shoppings da capital no ‘Dia D’ das promoções de fim de ano

O Procon da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) encerrou, nesta sexta-feira (26), a campanha de conscientização e orientação aos consumidores no ‘Dia D’ da Black Friday. As ações foram intensificadas com equipes de técnicos circulando nos dois shoppings da capital. O objetivo é proteger e alertar a população para a garantia das melhores ofertas e descontos na compra dos produtos.

Muitos consumidores esperam a temporada de liquidações para comprar e garantir descontos. O cantor Eliakim Rufino tirou a tarde livre para aproveitar os saldões. “Eu estou achando legal, tem muito produto em oferta e estou comprando os presentes de Natal. Acho uma boa ideia antecipar a compra para poder ganhar mais descontos”, afirmou.

Teve também quem encontrou mercadorias mais caras do que normalmente. A estudante Maria Camacho Corredores saiu frustrada das lojas por onde andou. “Sinceramente, não achei os preços convidativos como foi anunciado. Em 2019, eu gastei muito menos”, reclamou.

A insatisfação da estudante é legítima, segundo a diretora do Procon, Mileide Sobral. “Muitas lojas não aderiram às promoções. Na internet vemos uma adesão maior, com descontos variados, até mesmo antes da Black Friday”, explicou.

Nas abordagens aos clientes, as equipes distribuíram panfletos informativos com dicas e orientações quanto às principais dúvidas e problemas durante as compras. As lojas foram adesivadas a fim de que clientes e lojistas sejam conscientizados. Mais de 500 panfletos e adesivos foram distribuídos durante a semana de orientação.

 

 

“É muito importante que a gente faça isso, justamente no dia da Black Friday. Nossos técnicos conseguiram atingir um público significativo, dando dicas e orientações importantes. As maiores dúvidas são sobre a pós-venda e política de troca do produto”, ressaltou a diretora administrativa do Procon, Edilamar Duarte.

Conscientização

Ao longo da semana, as equipes do Procon Assembleia percorreram os principais centros comerciais de Boa Vista para alertar os consumidores. Houve distribuição de panfletos aos clientes e adesivagem das lojas. A cada edição do evento, o órgão de defesa do consumidor da ALE-RR intensifica a fiscalização e proteção aos consumidores para aproveitarem as promoções com mais segurança.

Texto: Kátia Bezerra

Foto: Marley Lima

SupCom ALERR

A SOLIDARIEDADE É LARANJA
Assembleia Legislativa adere à campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”

O prédio do Poder Legislativo estadual será iluminado na cor laranja até 10 de dezembro para marcar os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, uma campanha coordenada pela ONU (Organizações das Nações Unidas). Em Roraima, a iniciativa partiu da deputada Yonny Pedroso (SD), responsável pelo Requerimento nº 162/2021, que trata da iluminação da área externa da Assembleia Legislativa (ALE-RR)

“Solicitei à Mesa Diretora que iluminasse o prédio de laranja, porque essa é a cor mundial alusiva ao combate à violência doméstica. ‘Pinte o mundo de laranja’ é uma das vertentes desta campanha. Nosso objetivo é conscientizar todas as pessoas que passam pela Assembleia durante a noite, vejam a iluminação e comecem a fazer parte dessa luta”, disse a parlamentar.

Ela destaca ainda que a violência doméstica aumentou desde o início da pandemia. “A covid-19 exacerbou fatores de riscos de violência contra as mulheres e meninas, e reforçou causas básicas, como estereótipos de gênero, por isso a importância de ações integradas”.

Yonny Pedroso vem promovendo, desde o início do mandato, uma programação para encorajar as mulheres a denunciar qualquer tipo de violência. Em 2009, foi aprovada a Lei nº 1.345, de sua autoria, que institui o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a ser comemorado, anualmente, em 9 de março.

Em julho deste ano, foi sancionada a Lei nº 1.486, também da deputada, que veda a nomeação para cargos em comissão de pessoas que tenham sido condenadas com base na Lei Federal nº 11.340, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres, no âmbito de Roraima.

Campanha

Os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” é uma campanha anual e internacional coordenada pela ONU, que começa em 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Atualmente, cerca de 150 países desenvolvem a campanha dos 16 Dias de Ativismo. No Brasil, ela acontece desde 2003 por meio de mobilizações e esclarecimento sobre o tema. Neste ano, a campanha criada para dar mais visibilidade às questões que envolvem a prevenção e a eliminação da violência contra mulheres e meninas, completa três décadas de mobilização internacional.

As Nações Unidas definem a violência contra as mulheres como “qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em danos ou sofrimentos físicos, sexuais ou mentais para as mulheres, inclusive ameaças de tais atos, coação ou privação arbitrária de liberdade, seja em vida pública ou privada”.

Em 2021, a ONU está abordando o tema “Pinte o mundo de laranja: fim da violência contra as mulheres, agora!”. O objetivo é desconstruir comportamentos sociais e culturais que exaltem a violência, trazer os homens e os meninos para participarem dessa luta e mostrar que esse é um problema de todos.

Dados alarmantes 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma em cada três mulheres no mundo já foi vítima de alguma violência de gênero durante a vida. O Instituto Maria da Penha (IMP) divulgou pesquisa alertando que a cada 7,2 segundos uma mulher sofre agressão física no país.

Hoje, portanto, 12 mil mulheres foram/serão agredidas. Outras 33 mil sofrerão ofensas verbais e mais de 5 mil vão ser ameaçadas com facas ou armas de fogo. Ainda hoje, segundo o levantamento, 12 mulheres serão assassinadas. E de acordo com o Atlas da Violência de 2021, a violência doméstica é um dos principais fatores da morte de mulheres no Brasil.

Foto: Marley Lima

SupCom ALERR

CONCURSO CULTURAL
Comissão julgadora da Assembleia Legislativa se reúne para avaliar trabalhos

A comissão julgadora do concurso cultural em comemoração aos 30 anos da Assembleia Legislativa de Roraima se reuniu nesta sexta-feira (26) para dar andamento a mais uma etapa do processo. A primeira teve início com a entrega das inscrições, encerradas em 28 de outubro. Agora, foi avaliado o material das categorias de redação, cinema e jornalismo. Neste sábado (27), a avaliação será dos trabalhos de fotografia e de brasão e bandeira do Legislativo. Na segunda (29) e terça (30), continuam as análises das redações e de brasão e bandeira.

 

A reunião aconteceu no prédio da CPL (Comissão Permanente de Licitação). O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Soldado Sampaio (PCdoB), ressaltou o trabalho feito pela comissão julgadora desde a inscrição do material até a decisão dos vencedores.

 

“Entramos no processo de análise de todo o material registrado no concurso cultural alusivo aos 30 anos de Assembleia Legislativa e da promulgação da Constituição de Roraima. É um trabalho minucioso, cauteloso feito por uma comissão comprometida com a lisura”, disse Sampaio.

 

 

 

Para Janderson dos Reis Barbosa, presidente da CPL, o apoio da Mesa Diretora do Legislativo foi fundamental para garantir a realização do concurso, com todas as etapas necessárias para premiar os vencedores.

“A iniciativa do concurso foi do presidente [Soldado] Sampaio e da Mesa Diretora da Assembleia para incentivar a cultura roraimense. Já recebemos, inclusive, inscrições de imigrantes”, afirmou.

 

 

 

 

Cronograma 

De acordo com o edital do concurso, a divulgação da classificação das propostas está marcada para 1º de dezembro. A fase de interposição de recursos será entre 2 e 9 de dezembro e a análise dos recursos da classificação pela comissão julgadora ocorre entre 10 e 17 de dezembro. O resultado final será divulgado em 20 de dezembro e a premiação acontece numa cerimônia na sede do Legislativo, em 22 de dezembro.

 

Concurso 

 

O concurso cultural da Assembleia Legislativa de Roraima foi instituído em comemoração aos 30 anos de atividades da Casa e da promulgação da Constituição estadual. Os candidatos puderam se inscrever em cinco categorias: Brasão e Bandeira, Jornalismo, Redação, Fotografia e Cinema.

Os vencedores vão ganhar notebooks, certificados, fones de ouvido e mochilas (para as melhores redações) e prêmios em dinheiro que variam entre R$ 5 e R$ 15 mil.

Texto: Winicyus Gonçalves

Foto: Alfredo Maia

SupCom ALE-RR

NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Servidores participam de ciclo de palestras sobre alimentação e cultivo de hábitos saudáveis

Em alusão à campanha Novembro Azul, voltada à saúde do homem, e ao Dia Mundial do Diabetes, comemorado anualmente em 14 de novembro, o Núcleo de Saúde vinculado à Superintendência de Gestão de Pessoas da Assembleia Legislativa de Roraima promoveu, nesta sexta-feira (26), um ciclo de palestras direcionado aos servidores, no Plenário Deputado Valério Caldas de Magalhães.

“Com a reestruturação administrativa da Casa, o Núcleo de Saúde migrou para a Superintendência de Gestão de Pessoas, o que já caracteriza para a gente o nosso cuidado com o servidor. No mês passado, houve ações e palestras em alusão ao Outubro Rosa. Então, agora nada mais justo que hoje tratemos da saúde do homem e prevenção da obesidade”, afirmou a superintendente de Gestão de Pessoas, Georgia Briglia, ao dar boas-vindas aos servidores.

A proposta do núcleo foi unir homens e mulheres no mesmo espaço e estimulá-los a cultivar hábitos mais saudáveis, além de buscar orientação médica, já que o diagnóstico precoce, especialmente dos cânceres, podem ser determinantes para o sucesso do tratamento.

Saúde integrativa 

Medos e preconceito ainda são os principais motivos que afastam os homens dos consultórios médicos. Com o intuito de desmistificar tabus, para além do exame de próstata, o médico urologista integrativo Mario Maciel abriu o evento com o tema “Saúde: um olhar além do trivial”.

Para ele, as abordagens apenas da doença afastam os homens, que tem uma expectativa de vida inferior à das mulheres. Em parte, porque o machismo os leva a crer que cuidar da própria saúde expõe vulnerabilidades, o que não é “coisa de homem”.

“No homem, falta esse sentimento de amar-se, especialmente nós, latinos. Então, essa questão do machismo é muito forte, e com isso estamos padecendo; 7,2 anos a mais as mulheres vivem em relação aos homens”, disse.

 

 

A herança genética regula apenas 30% da saúde global do homem, enquanto 70% são controlados pelo estilo de vida. Com os hábitos cotidianos influenciando o desenvolvimento de moléstias, o especialista sugere que a medicina se volte para saúde e qualidade de vida dos indivíduos de maneira integrada, e não apenas para o sintoma físico.

“Nós estamos fazendo a medicina da doença, mas o corpo é integrado. Às vezes, a problemática masculina de uma disfunção sexual está na esfera financeira, não na falta de sono. Ou seja, está em outro ambiente sistêmico e não apenas do genital. E é isso que a gente precisa desconstruir, pois, às vezes, o órgão está dando apenas o sinal de alerta, ele não é a causa principal”, explanou.

Ao defender a medicina integrativa, Maciel questionou a plateia sobre a relação do nível de satisfação pessoal e o alinhamento do corpo físico, energético, mental e espiritual. “Faça uma reflexão e procure o melhor momento da sua vida, e você verá que a sua alta performance naquele momento ocorre, pois tudo isso estava alinhado”, argumentou.

A nova perspectiva chamou atenção da servidora Sandra Dresch. Para ela, a palestra trouxe uma dimensão holística do que significa ter saúde. “Nós temos tendência de resolver nossos problemas de saúde com pílulas, mas não resolvemos. Aqui, vimos como é importante o equilíbrio mental, ter fé, ir ao médico, fazer atividade física, ou seja, ter um estilo de vida harmônico para ser saudável”, destacou.

Diabetes e alimentação 

A prevenção e/ou controle do diabetes por meio da alimentação saudável foram discutidos pelos nutricionistas Kethellen Fernandes e Lucas Pires, e a chefe de cozinha Tatiane Afonso. De maneira didática, os palestrantes se revezaram para trazer conceitos, sintomas, principais tratamentos, tanto comportamentais como medicamentosos, e estratégias dietéticas como a dieta DASH (abordagem dietética para interromper a hipertensão, em inglês), que atua na diminuição da pressão arterial, e a low carb (que consiste em diminuir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos).

Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF), a doença atinge cerca de 16 milhões de brasileiros de 20 a 29 anos. A principal característica é a elevada concentração de açúcar no sangue, consequência do desregulamento do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas.

A atividade física diária e a atenção com a composição e rotulagem nutricional dos alimentos devem fazer parte da rotina de quem quer manter os níveis de insulina regulares, pois se o diabetes não for tratado, há riscos de se agravar ou desenvolver outras enfermidades.

“É uma doença muito séria, pois está relacionada com doenças do coração, aumento do colesterol ruim, cegueira, hipertensão arterial, pode comprometer os rins, reduzir gradativamente as funções das pernas e dos pés”, chamou a atenção a nutricionista Kethellen Fernandes.

O consumo de alimentos voltados para dietas com restrição de açúcares, como os diet, light e zero açúcar, também fez parte do debate. Os termos pomposos costumam confundir o consumidor que, muitas vezes, não sabe qual nutriente teve o valor reduzido, conforme explicou Lucas Pires.

“O diet vai ter uma ausência do açúcar e do carboidrato. Já o light, reduz em torno de 25% o açúcar. E quando nos referimos ao zero, este não tem açúcar adicionado nem o proveniente dos próprios alimentos. A zero adição se deve ao fato de que na sua confecção não foi acrescentado a mais, mas existe o próprio alimento. Por isso, é preciso ver a forma como algumas indústrias fabricam esses alimentos e dar prioridade aos naturais”, destacou.

Prevenir é o melhor remédio 

Além das palestras de conscientização, uma equipe multidisciplinar aferiu a pressão arterial, glicemia capilar e o índice de massa corporal (IMC) dos servidores. Para Antônio Sousa, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2017 e descobriu que tinha diabetes numa ação de saúde, o check-up oferecido pela Assembleia Legislativa é uma forma de prevenção que deveria ser seguida por instituições públicos ou privados.

“Isso deveria ser feito por todos os órgãos, porque dá sequência ao tratamento das pessoas que acabam descobrindo que têm algum problema de saúde. Eu já tinha desmaiado uma vez e não sabia por quê. Numa ação da empresa, eu descobri que tinha diabetes”, afirmou.

 

Texto: Suellen Gurgel

Foto: Nonato Sousa

SupCom ALERR