Legislativo e Judiciário assinam convênio para reabilitação de agressores por meio de cursos profissionalizantes

Homens que respondem a processos por violência doméstica terão vagas em cursos de capacitação; outro convênio assinado favorece a educação especial

A partir de junho, os homens envolvidos em processos da Vara da Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) poderão fazer cursos de capacitação oferecidos pela Escola do Legislativo, como uma forma de contribuir para a reabilitação dos agressores. Esse convênio foi assinado na manhã desta quinta-feira (25), no Fórum Criminal, localizado no bairro Caranã, zona Oeste, durante evento alusivo aos 28 anos do TJRR.

Segundo a juíza da Vara de Violência Doméstica do TJRR, Maria Aparecida Cury, a parceria visa a recuperação de homens envolvidos em crimes de violência doméstica, e reforçar o contato com o Grupo Reflexivo Reconstruir, ação executada pela Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, que realiza um trabalho com homens já sentenciados.

Para a magistrada, esse tipo de convênio estimula o homem a não voltar a cometer crimes contra a mulher, abre portas para o mercado de trabalho e, assim, mostra outra realidade para a família. “É uma forma de fazer com que este homem tenha um outro olhar, de que ele não precisa viver daquela forma, que ele pode viver diferente com aquela mulher ou com outra, de maneira diferente, mais respeitosa”, completou Maria Aparecida.

A Escola do Legislativo, em Boa Vista, possui uma unidade no bairro Silvio Botelho, zona Oeste, com oferta de cursos preparatórios para concursos públicos, de capacitação em línguas estrangeiras, na área administrativa, educação, saúde, informática, entre outros. A diretora da unidade, Cristina Mello, explicou que as vagas não serão específicas a estes homens. O convênio garante que haja reserva a quem for encaminhado pela Justiça Estadual. “Teremos a disponibilidade para que eles participem de todos os cursos diante de todos os encaminhamentos”, explicou.

Celebrações como esta, enfatizou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Mozarildo Monteiro Cavalcanti, mostram a importância das parcerias com instituições. “O tribunal está completando 28 anos e está mostrando muito trabalho em todos os setores, em todas as Comarcas, e uma das formas de alcançarmos nossos objetivos é firmarmos parcerias institucionais”.

Educação inclusiva

No 28º aniversário do Tribunal de Justiça de Roraima, o curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) da Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, realizou uma apresentação durante exposição de serviços no hall do Fórum Criminal. Em dezembro de 2018, a instituição foi contemplada pelo projeto “Inclusão Social Escolar”, em edital da Vepema (Vara de Penas e Medidas Alternativas), do TJRR. Com os recursos de penas e medidas alternativas, a Escola ampliou os cursos de Libras e de Educação Especial voltados para comunidade em geral.

Nesta quinta-feira (25), houve uma ratificação do convênio entre os Poderes. O juiz titular da Vepema, Alexandre Magno, destacou a importância de mostrar o resultado desse trabalho executado pela Escola do Legislativo. “Esse trabalho com a Libras é muito importante. Vemos que muitas vezes o deficiente auditivo não é notado, e esse tipo de trabalho vai inserir essa pessoa a interagir de forma positiva no mercado de trabalho”.

De acordo com a diretora da Escola do Legislativo, Cristina de Mello, no curso de Libras Básico já passaram cerca de 400 alunos em Boa Vista, Caracaraí e Alto Alegre. “É muito gratificante essa parceria com a Vepema, através do Tribunal de Justiça, aonde o nosso projeto ‘Inclusão Social’ foi premiado e hoje estamos trazendo resultados”.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

Comissão de Educação acionará Ministério Público para cobrar início das aulas no Interior

Questionada pelos deputados, Secretaria Estadual de Educação respondeu após o prazo solicitado e não informou em que dia exato as aulas iniciarão

Os membros da Comissão de Educação, Desportos e Lazer, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), se reuniram na manhã desta quinta-feira (25) para avaliar as respostas ao pedido de informação, encaminhado à Secretaria Estadual de Educação e Despostos (Seed), sobre o início das aulas no Interior e comunidades indígenas do Estado.

As informações foram solicitadas pela comissão no início deste mês. A Secretaria não informou quando as aulas irão iniciar, o que motivou os membros da Comissão a decidirem acionar o Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF) para garantir o calendário definitivo de retorno das aulas nessas localidades.

Para o presidente da comissão, deputado Evangelista Siqueira (PT), a Seed se equivocou em algumas informações e não respondeu o principal questionamento. “Entendemos que a Secretaria de Educação está em débito com esta Comissão, primeiro por não cumprir os prazos que a gente pede que se responda, pela urgência dos temas, segundo porque não dá as respostas necessárias”, criticou.

De acordo com Evangelista Siqueira, os questionamentos foram respondidos somente agora e de forma superficial. “Primeiro gostaríamos de saber sobre o início das aulas e segundo se nas escolas há estrutura para comportar os alunos. Também queremos detalhes sobre o plano da Secretaria para outros aspectos como a alimentação, professores e a reposição desses dias perdidos”.

A vice-presidente da Comissão, deputada Lenir Rodrigues (Cidadania), lamentou a falta de responsabilidade da Seed em relação ao calendário escolar do Interior. “Se nós como deputados não somos atendidos, imagina os pais que querem que seus filhos voltem a estudar o mais rápido possível? Não há justificativa para isso, vamos tomar as providências pertinentes a esse caso”, concluiu.

Participaram da reunião os deputados Evangelista Siqueira (PT), Lenir Rodrigues (Cidadania) e Tayla Peres (PRTB).

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

CAM capacita escolas para reforçar qualidade da educação nos municípios

Nesta semana, a equipe vai prestar assistência técnica em Rorainópolis e Caracaraí

O Centro de Apoio aos Municípios (CAM), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), vai capacitar nesta semana profissionais da rede de educação nos município de Caracaraí e Rorainópolis. No encontro, os participantes vão receber orientações sobre como elaborar os projetos pedagógicos, conforme a nova Base Nacional Comum Curricular, que traz uma série de mudanças na educação do país.

A equipe do CAM, em conjunto com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Roraima (Undime), vai prestar assessoria técnica e oficinas práticas aos profissionais, que fazem parte da equipe gestora, das secretarias de educação municipal, direção e assessoria.

O planejamento pedagógico é uma maneira de organizar as atividades e os conteúdos que serão trabalhados na escola durante o ano letivo. Esse documento esboçará as intenções da escola, explicitando os objetivos que cada professor ou turma espera atingir ao final das aulas e é essencial para garantir uma melhoria na qualidade do ensino.

O diretor do CAM, Joaquim Ruiz, destaca que essa ação é uma forma de o Poder Legislativo prestar um apoio técnico às escolas municipais, ajudando na elaboração e implantação do projeto de forma correta, contribuindo para uma melhor atuação da educação no interior. “Muitos profissionais da área procuraram o Centro solicitando um apoio técnico, para serem ajudados na elaboração do plano pedagógico das escolas”, explicou.

Nesta quinta-feira (25) a capacitação vai ocorrer no município de Rorainópolis, na sede do Sindicato dos Professores Municipais. Na sexta-feira (26) a ação segue em Caracaraí, na Secretaria Municipal da Educação. Também serão atendidos os municípios de Caroebe, São Luiz e São João da Baliza. A expectativa é alcançar 82 escolas nos cinco municípios a serem visitados.

Centro de Apoio aos Municípios

O CAM desenvolve um trabalho de orientação e acompanhamentos às prefeituras e câmaras em todo o Estado. O centro está à disposição dos municípios na sede do órgão, localizada na rua Agnelo Bittencourt, 232, Centro. A instituição funciona de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 18h. Mais informações pelo telefone 4009-4836.

Texto: Vanessa Brito

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Lideranças indígenas cobram saúde e educação de qualidade

Na Assembleia Legislativa, indígenas fizeram reivindicações como a não municipalização da saúde e a manutenção da Funai  

Na tarde desta quarta-feira (24), lideranças indígenas do Estado participaram de uma audiência pública promovida pela Comissão de Políticas Indigenistas da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). O evento discutiu políticas públicas aos povos em apoio à 1ª edição, em Roraima, do Acampamento Terra Livre, maior mobilização indígena do país. Aproximadamente 560 índios participaram do evento.

Uma das principais reivindicações do movimento é o retorno do processo de demarcação de terras indígenas para a Funai (Fundação Nacional do Índio), cuja extinção chegou a ser cogitada. A identificação e demarcação era uma das principais atividades executadas pela fundação, mas o Governo Federal retirou essa atribuição do órgão indigenista e a transferiu para o Ministério da Agricultura.

Também foram discutidos assuntos como a municipalização da saúde indígena – à qual os indígenas são fortemente contrários -; construção de hidrelétricas nas terras indígenas, além atraso das aulas nas comunidades indígenas e a violação dos direitos básicos dos povos.

À frente da liderança yanomami, Alberto Goes cobrou dos governos Federal e Estadual o respeito ao direito dos índios. “Queremos o respeito ao nosso território, principalmente do bem viver que é a saúde, por isso entre tantas reivindicações, estamos pedindo a não municipalização da saúde”.

Representando a Organização dos Professores Indígenas de Roraima (Opir), a professora Edite Andrade destacou necessidades relacionadas à educação indígena. “Estamos no mês de abril e o processo de início das aulas andou vagarosamente, vemos é que até o dia 20 de maio ainda estarão contratando professores para então começar as aulas”, disse, ao ressaltar a importância da realização de concursos públicos para a contratação de professores que atendam as comunidades.

Para o representante da juventude indígena, Alcebias Constantino, o movimento é a oportunidade dos povos se manifestarem com relação a violação dos direitos. “Não é só nossa a constituição que está sendo rasgada, é o direito dos povos indígenas, é essa nossa classe que ao longo dos anos vem sofrendo vários ataques”, pontuou.

Durante a audiência as lideranças dos povos indígenas do Estado escreveram uma carta com as reivindicações encontradas em cada localidade. Questões como a violação do acesso à educação, saúde de qualidade e sobre a demarcação das terras ganharam destaque, bem como a construção do Linhão de Tucuruí, que segundo os indígenas, atravessa as casas dos povos waimiri-atroari.

Políticas públicas

Para a presidente da Comissão de Políticas Indigenistas, deputada Lenir Rodrigues (Cidadania), o próximo passo será analisar as cartas recebidas dos povos indígenas. “Estudaremos o relatório para analisarmos duas cartas que recebemos sobre as reivindicações. Com certeza a comissão terá novos rumos e propostas para discutir e apoiar as reivindicações das comunidades que estiveram aqui hoje”, concluiu.

 Após lida na tribuna, a carta foi entregue aos deputados, que avaliarão o que pode ser feito, pela comissão e individualmente, dentro das competências do Poder Legislativo.

Autoridades foram convidadas para acompanhar de perto as demandas dos indígenas, entre elas, o defensor público geral, Stélio Denner. Ele pontuou que o trabalho da defensoria é garantir o direito dessas pessoas. “O nosso propósito é aumentar os serviços jurídicos gratuitos fornecidos pelo Estado, através da Defensoria, levando os serviços para outras localidades onde não tem a comarca do Poder Judiciário”, frisou. Para ampliar o atendimento as comunidades indígenas, ele anunciou que, em breve, a Defensoria Pública instalará um escritório modelo nos municípios de Uiramutã e Amajari.

Também participaram da audiência os deputados Renan Filho (PRB), Ione Pedroso (Solidariedade), Betânia Almeida (PV), Renato Silva (PRB), Nilton Sindpol (Patriotas) e Catarina Guerra (Solidariedade). Também estiveram presentes o juiz estadual Aluízio Ferreira e o secretário estadual de Infraestrutura, Edilson Lima.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

Deputado pede celeridade no retorno das atividades em centro de equoterapia

O deputado Jeferson Alves (PTB) usou a tribuna nesta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), para pedir ao Governo do Estado celeridade no retorno das atividades do Centro Estadual de Equoterapia, devido à importância que essa instituição tem para as pessoas com deficiência e seus familiares.

O parlamentar realizou uma visita ao centro nesta terça-feira (23), para verificar a situação da instituição, localizada no Parque de Exposição Dandãezinho, na BR-174, sentido norte. O local atende pessoas com deficiência e/ou problemas no desenvolvimento, no qual o cavalo é utilizado como instrumento de trabalho, para a reabilitação e desenvolvimento em várias áreas.

Segundo Jeferson Alves, vários problemas estão contribuindo para o atraso das aulas. “Há 15 anos não trocavam a areia que é usada para a realização das atividades com os cavalos. A Setrabes [Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social] retirou uma carrada e meia de poeira e colocou 15 carradas de areia. Hoje está tudo revitalizado”, afirmou.

Segundo ele, existem 200 pessoas matriculadas no centro e os oito cavalos disponíveis já não atendem mais à demanda. “Saí de lá sensibilizado e faço até um apelo aos colegas, para que possamos ajudar, porque para a família que precisa de um tratamento desse, é muito importante contar com uma boa estrutura.

Outro ponto também observado pelo parlamentar foi o acesso ao local, que por ser distante, exige uma logística por parte dos pais, que muitas vezes não têm condições de levar os filhos por não terem transporte. Ele sugeriu um local mais acessível.

“A secretária Tânia Soares já sinalizou positivamente em transferir para o Parque Anauá. Vai demorar um tempo porque tem que desmontar toda a estrutura que existe no Dandãezinho, mas será um local mais adequado e com acesso fácil para as pessoas que realmente precisam”.

CSE

O parlamentar também visitou as duas unidades que abrigam adolescentes infratores. Ele falou sobre melhorias que ocorreram no CSE (Centro Sócio Educativo) nestes últimos cinco meses.  “Eles [internos] relataram que com essa nova gestão voltaram a sair do quarto, pois há cinco meses não saiam, tendo contraído doenças de pele e tuberculose. Também visitei o CSE 2, e os 14 adolescentes, hoje, produzem artesanatos e estão tentando se recuperar”, enumerou, antes de agradecer ao Exército por ter mantido a instituição.

O deputado Renan Filho (PRB) disse, em aparte, que também visitou o CSE e que constatou falta investimentos pelo Governo do Estado. Ele defende que todos os internos ocupem os espaços do CSE, prédio construído para essa finalidade. “Sou contrário à separação dos adolescentes por pertencerem as facções rivais, pois hoje o Estado tem um gasto a mais. Existe uma guerra lá dentro porque o Estado não tem conseguido controlar. Acho que a segurança pública tem que contratar mais gente e dar condições de trabalho, para que o CSE não vire mais tarde um ‘caldeirão’”, salientou.

Texto: Marilena Freitas

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR

Coronel Chagas afirma que Roraima Energia tem obrigação de prestar serviço com qualidade

Parlamentar frisou que a empresa, que tem racionado a energia fornecida, precisa investir para aumentar a capacidade de geração  

As frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica voltaram a ser pauta na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Ao usar a tribuna na manhã desta quarta-feira (24), o deputado Coronel Chagas (PRTB) chamou a atenção para a atribuição da Roraima Energia, que arrematou em leilão a distribuidora de energia até então detida pela Eletrobrás. Ele ressaltou que a empresa tem a obrigação de prestar um serviço de qualidade para a população.

O parlamentar frisou que o fornecimento tem que ser ininterrupto, independentemente do fato de a linha de transmissão que liga Roraima ao sistema nacional de energia elétrica, o Linhão de Tucuruí, ainda não ter saído do papel. “Se a energia a ser distribuída vai ser de Guri [Complexo de Guri na Venezuela], de Tucuruí ou de usinas termelétricas, a nós não interessa. Queremos energia de qualidade, sem racionamento, porque estamos pagando a energia mais cara do Brasil”, protestou o parlamentar.

Demonstrando indignação com o racionamento praticado pela distribuidora, que remonta as décadas de 80 e 90, quando cada bairro passava até quatros sem energia elétrica, o deputado usou uma expressão popular para criticar a empresa. “Quem não pode com o pote, não segura na rodilha. A Roraima Energia que coloque mais geradores, de forma paliativa, até se resolver Guri ou a construção do Linhão de Tucuruí, pois pagamos caro.”

A necessidade hoje é de 175 megawatts para atender a população, e segundo Coronel Chagas, a produção dos três parques geradores de energia varia, atualmente, entre 170 a 175 megawatts. “Ocorre que nos horários de pico, o consumo ultrapassa essa produção e as fontes geradoras não conseguem acompanhar, e por isso ocorre o racionamento. E vai piorar, porque essas máquinas estão trabalhando 24 horas por dia. Vai chegar um ponto que vão ter que parar as máquinas para fazer a manutenção, é quando o sistema entrará em colapso”, afirmou.

Roraima dispõe de três fontes geradoras de energia: Usina de Monte Cristo [produzindo 90 megawatts], Usina do Jardim Floresta e a do Distrito Industrial (juntas com 80 megawatts). “Se uma dessas duas últimas quebrar, vamos ter um terço da cidade às escuras. E se for a de Monte Cristo, metade da cidade no escuro”, explicou.

Soluções

Em aparte, a deputada Aurelina Medeiros (Podemos) sugeriu ao deputado Jeferson Alves (PTB), autor do requerimento da audiência pública sobre energia elétrica, que convide as autoridades que têm poder de decisão do setor elétrico nacional.
A audiência será realizada na Assembleia Legislativa no dia 24 de maio.

Na opinião dela, não vale a pena os deputados se deslocarem mais uma vez até Brasília, conforme sugerido por alguns parlamentares, pois essa ação já foi realizada anteriormente, sem resultados práticos.

Aurelina criticou as organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à causa indígena que, no entendimento dela, atrapalham o desenvolvimento impedindo a construção de hidrelétricas no Estado, como a prevista para o Rio Cotingo, no município do Uiramutã, e Bem-Querer, em Caracaraí. “Tenho 41 anos de Roraima e nas buscas de soluções para a questão energética, sempre tivemos a questão indígena, que continua até hoje”, criticou.

Nesta mesma linha de pensamento, o deputado Gabriel Picanço (PRB) fez um pedido aos órgãos ambientais. “Quero pedir as autoridades e principalmente aos órgãos ambientais que não dificultem a licença ambiental para a construção do Linhão de Tucuruí, que interligará Roraima ao sistema elétrico nacional”, concluiu.

 

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

Escola do Legislativo está com inscrições abertas para Capital e Interior

Cursos atendem crianças, jovens e adultos de forma gratuita  

A Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho, está com inscrições abertas para cursos de idiomas e capacitação, na capital e no interior do Estado.

Só em Boa Vista, a Escola do Legislativo está disponibilizando mais de 400 vagas. Nesta terça-feira (24), iniciam cursos de inglês, mas ainda há vagas disponíveis.

De acordo com a diretora da Unidade, Cristina Mello, os cursos são a oportunidade que a população tem para aprimorar o currículo. “Vale a pena ressaltar que todos esses cursos são gratuitos, incluindo os materiais.”

Para o núcleo de Mucajaí, a Escola do Legislativo está com inscrições abertas para os cursos de informática, inglês e espanhol. Conforme Cristina, os preparatórios visam atender tanto crianças e adultos. “Para esses municípios, estamos levando a oportunidade para toda população”, destacou.

Inscrições

Para se inscrever, os interessados precisam levar os documentos pessoais como RG, CPF, comprovante de residência e números de telefone para contato. Em Boa Vista, a Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios está localizada na rua Sólon Rodrigues Pessoa, nº 1.313, bairro Silvio Botelho. Mais informações pelo 98402-3402.

Em Mucajaí, o Núcleo da Assembleia Legislativa de Roraima, está localizado na rua padre Ricardo Silvestre, s/n. Já em Rorainópolis, o núcleo fica na rua Ulisses Guimarães, esquina com a Maranhão, no centro do município.

 

Confira os cursos:

 

Boa Vista

 

Cursos Início Término Dias Horário Carga horária Vagas
Inglês módulo I 24/04 05/08 Segunda e quarta 8h às 10h 60h 20
Inglês módulo II 24/04 05/08 Segunda e quarta 10h às 12h 60h 150
Espanhol módulo I 02/05 13/08 Terça e quinta 8h às 10h 60h 20
Espanhol módulo II 02/05 13/08 Terça e quinta 10h às 12h 60h 170
Poder da Comunicação 07/05 09/05 Terça à quinta 18h30 às 21h30 9h 50

Mucajaí

 

Cursos Início Término Dias Horário Carga horária Vagas
Inglês kids 09/04 25/06 Terça e quinta 08h às 10h 40h
Inglês Básico 09/04 25/06 Terça e quinta 10h às 12h 40h 2
Espanhol Kids 08/04 26/08 Segunda 08h às 10h 40h 5
Espanhol Básico 08/04 26/08 Segunda 10h às 12h 40h 35
Espanhol Básico 12/04 13/09

 

Sexta 14h às 16h 40h 34
Espanhol Intermediário 12/04 13/09 Sexta 16h às 18h 40h

 

Rorainópolis

 

Cursos Início Término Dias Horário Carga horária
Inglês kids 09/04 30/05 Terça e quinta 16h às 18h 30h
Inglês Básico 09/04 30/05 Terça e quinta 18h às 20h 30h
Espanhol Kids 08/04 29/05 Segunda e quarta 08h às 10h 30h
Espanhol Básico 08/04 29/05 Segunda e quarta 18h às 20h 30h
Informática Kids 08/04 15/05 Segunda, quarta e sexta 08h às 10h 30h
Informática Básica 08/04 15/05 Segunda, quarta e quinta 16h às 18h 30h
Informática Básica 08/04 15/05 Segunda, quarta e quinta 18h às 20h 30h

 

 

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

Programas da Assembleia Legislativa ajudam na socialização de venezuelanos

Iniciativas como o programa Abrindo Caminhos e Escola do Legislativo ajudam imigrantes a adquirirem conhecimento e se sentirem mais acolhidos em Roraima

A grave crise humanitária na Venezuela já fez milhares de pessoas migrarem para Roraima. Para quebrar a barreira da nova língua e conseguir entrar para o mercado de trabalho, ou até mesmo buscar qualidade de vida, muitos venezuelanos estão recorrendo aos programas da Assembleia Legislativa de Roraima, ofertados de forma gratuita à toda população.

A Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho, já atendeu, até o momento, 135 alunos venezuelanos. Gabriela Andancia é uma delas. A adolescente, de 16 anos, está em Roraima há um ano e já fez dois cursos na instituição com o objetivo de conquistar um emprego e continuar morando no Estado. “Eu ainda não trabalho, só estudo e mais para frente eu irei utilizar o que aprendi aqui na escola”, destacou Gabriela.

Morando em Boa Vista há oito meses, Yossana Caceres, destaca que a oportunidade ofertada na Escola do Legislativo tem feito a diferença na vida de centenas de imigrantes. “Já fiz o curso de português para estrangeiros e agora estou em recursos humanos. Eu gostaria de adiante procurar um emprego e os cursos que estou fazendo me ajudam um pouco mais.”

Crianças e adolescentes

Se na Escola do Legislativo, o objetivo dos estrangeiros é a capacitação profissional, já no Abrindo Caminhos os alunos buscam interação. O programa atende aproximadamente 60 crianças e adolescentes venezuelanos.

Há três meses inscrito nas aulas de teatro, Darwin Antônio Morales, de 13 anos, explica que já aprendeu muito nas aulas e apesar do idioma, afirma que já fez vários amigos. “Quando cheguei, senti um pouco de dificuldade por causa do português, mas todo dia estou aprendendo, as aulas me ajudaram a deixar de ter vergonha”, disse.

Aos 10 anos, Eucaris Andrismar superou as dificuldades da língua e faz aulas de coral no programa. Para ela, a modalidade ajuda a aprender português. “Para aprimorar, eu chego em casa e procuro na internet a canção e eu aprendo. Não tenho dificuldade em aprender, mas ainda existem algumas palavras que são difíceis.”

Ensino diferenciado

Para facilitar o aprendizado dos alunos da Escola do Legislativo, a professora Glaiciane Andrade mistura os alunos estrangeiros com brasileiros, para que eles também aprendam o português. “A experiência é boa porque acabamos aprendendo também e conhecendo a história de vida deles”, afirmou.

No Abrindo Caminhos, de acordo com a assistente social voluntária do programa, Leila Melo, o principal objetivo do programa é proporcionar qualidade de vida para todas as crianças e adolescentes, independente da nacionalidade. “É importante que essas crianças estejam inseridas. Nós fazemos uma interação do programa com a escola e o aprendizado deles é importante para nós”, concluiu.

O Abrindo Caminhos oferece aulas gratuitas de balé, ginástica rítmica, coral, jazz, teatro, jiu-jítsu, futebol e informática. O programa está localizado na avenida São Sebastião, nº 883, bairro Cambará.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

RADIOLOGIA – Projeto de lei quer evitar a operação de aparelhos por pessoas sem formação na área

Proposta apresentada pelo deputado Jalser Renier determina que equipamentos sejam operados exclusivamente por técnicos ou tecnólogos em radiologia

 

Para regulamentar a operação de equipamentos de radiologia em Roraima, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier (SD), elaborou um projeto de lei estabelecendo que os aparelhos que emitem radiação ionizante e não ionizante devem ser operados exclusivamente por profissionais da área.

Pelo texto, os equipamentos usados em locais como hospitais e clínicas, assim como estabelecimentos comerciais e locais públicos que utilizem raios-x ou ressonância magnética deverão ser operados por pessoas com formação em radiologia. A exceção são os aeroportos e exames de ultrassonografia.

Para Jalser Renier, é importantes regulamentar a operação destes equipamentos, pois boa parte dos serviços públicos e privados do país usam equipamentos radiológicos. “O profissional de radiologia é quem tem a capacidade para intervir, com conhecimentos e habilidades, para a resolução de problemas não só rotineiros, mas também em casos de intercorrência e para proteger a população dos riscos desses tipos de exames”, explicou.

O projeto determina condições para o exercício destas atividades: o profissional deve ter um diploma de ensino superior com grau tecnólogo ou técnico em radiologia. A supervisão da proteção e aplicação das técnicas desta área bem como coordenação dos técnicos em radiologia, deve ser feita exclusivamente pelo tecnólogo em radiologia e na ausência deste profissional, deve atuar o técnico.

Riscos

O técnico em radiologia, Rudge Ventura, ressalta a importância do projeto de lei para evitar complicações pela operação incorreta destes aparelhos. “É necessário ter muito cuidado nessa área, saber das técnicas, as posições corretas, para que o paciente não corra o risco de ter alguma complicação”.

Rudge alerta que a atuação de pessoas fora da área pode colocar em risco os pacientes expostos aos aparelhos, como vem ocorrendo em outros estados, por isso a necessidade de respaldar esta classe. Segundo ele, erros na intensidade da radiação podem acarretar em efeitos nocivos imediatos ou tardios, como o câncer.

O projeto está em tramitação pelas comissões permanentes da Assembleia Legislativa para, sem seguida, ser votado em plenário.

 

Texto: Vanessa Brito

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR

ADMINISTRAÇÃO INDIRETA – Deputados convocarão representantes para esclarecimentos sobre situação de servidores

Representantes da Cerr e Codesaima devem explicações sobre demissões e destino de trabalhadores, enquanto Casa Civil será questionada sobre pagamento de terceirizados

Os membros da Comissão Especial Externa da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE-RR) queintermedeia as discussões junto ao Governo para cobrar a solução para os atrasos no pagamento dos terceirizados, e acompanhar o destino de servidores da Cerr (Companhia Energética de Roraima) e Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima), decidiram hoje que vão convocar os representantes das instituições para uma prestação de contas.

O chefe da Casa Civil, Disney Mesquita, também será convidado para explicar sobre o pagamento das empresas terceirizadas. Os pedidos de informações enviados à Casa Civil no dia 18 de março, para saber detalhes sobre os contratos com as empresas terceirizadas, ainda não foram respondidos.

Os parlamentares querem entender o que motivou as demissões na Codesaima, considerando que teriam ocorrido novas contratações depois disso. A comissão também pretende apurar denúncias sobre o suposto sumiço dos equipamentos do Mafir (Matadouro Frigorífico de Roraima). Além disso, os deputados querem obter esclarecimentos sobre o destino dos servidores da Cerr, que perdeu a concessão para operar no interior do Estado.

O requerimento de convocação deverá ser entregue à Mesa Diretora para posteriormente ser apreciado e deliberado em plenário, segundo informou o presidente da comissão, deputado Nilton Sindpol (Patri). “Vamos ouvir os representantes, inclusive do Ministério Público Estadual e do Judiciário, para juntos buscarmos uma solução que garanta a segurança jurídica desses trabalhadores, que passaram por concurso público e não podem ser demitidos sem uma justificativa plausível”, explicou.

Durante a reunião foi franqueada a palavra para os representantes dos trabalhadores, os quais sugeriram o aproveitamento desta mão de obra na Administração Direta. Eles criticaram ainda nomeações para instituições desativadas, como a Casa da Cultura e o Teatro Carlos Gomes, e denunciaram o possível desmonte do Mafir.

Sugestões

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Soldado Sampaio (PCdoB), que também é membro da comissão, disse que o Executivo sinalizou positivamente para a transposição dos funcionários da Cerr.

“A Procuradoria Geral do Estado está elaborando o Projeto de Lei que vai permitir a transposição desses servidores para o quadro da Administração Direta”, explicou, ao salientar que essa propositura é para regulamentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), de autoria dele, aprovada em 2017, que garante o reaproveitamento dos servidores do quadro em extinção da companhia.

Sampaio explicou que para resolver a situação dos 88 servidores demitidos da Codesaima, estuda-se a possibilidade de sustar o decreto de demissão. “Vamos encaminhar para a consultoria jurídica da Casa avaliar. Outro ponto é auxiliarmos os servidores com as informações necessárias para buscar o direito de regresso na Justiça”, detalhou.

 

 

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

SupCom ALE-RR