O deputado Jeferson Alves (PTB) usou a tribuna nesta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), para pedir ao Governo do Estado celeridade no retorno das atividades do Centro Estadual de Equoterapia, devido à importância que essa instituição tem para as pessoas com deficiência e seus familiares.

O parlamentar realizou uma visita ao centro nesta terça-feira (23), para verificar a situação da instituição, localizada no Parque de Exposição Dandãezinho, na BR-174, sentido norte. O local atende pessoas com deficiência e/ou problemas no desenvolvimento, no qual o cavalo é utilizado como instrumento de trabalho, para a reabilitação e desenvolvimento em várias áreas.

Segundo Jeferson Alves, vários problemas estão contribuindo para o atraso das aulas. “Há 15 anos não trocavam a areia que é usada para a realização das atividades com os cavalos. A Setrabes [Secretaria Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social] retirou uma carrada e meia de poeira e colocou 15 carradas de areia. Hoje está tudo revitalizado”, afirmou.

Segundo ele, existem 200 pessoas matriculadas no centro e os oito cavalos disponíveis já não atendem mais à demanda. “Saí de lá sensibilizado e faço até um apelo aos colegas, para que possamos ajudar, porque para a família que precisa de um tratamento desse, é muito importante contar com uma boa estrutura.

Outro ponto também observado pelo parlamentar foi o acesso ao local, que por ser distante, exige uma logística por parte dos pais, que muitas vezes não têm condições de levar os filhos por não terem transporte. Ele sugeriu um local mais acessível.

“A secretária Tânia Soares já sinalizou positivamente em transferir para o Parque Anauá. Vai demorar um tempo porque tem que desmontar toda a estrutura que existe no Dandãezinho, mas será um local mais adequado e com acesso fácil para as pessoas que realmente precisam”.

CSE

O parlamentar também visitou as duas unidades que abrigam adolescentes infratores. Ele falou sobre melhorias que ocorreram no CSE (Centro Sócio Educativo) nestes últimos cinco meses.  “Eles [internos] relataram que com essa nova gestão voltaram a sair do quarto, pois há cinco meses não saiam, tendo contraído doenças de pele e tuberculose. Também visitei o CSE 2, e os 14 adolescentes, hoje, produzem artesanatos e estão tentando se recuperar”, enumerou, antes de agradecer ao Exército por ter mantido a instituição.

O deputado Renan Filho (PRB) disse, em aparte, que também visitou o CSE e que constatou falta investimentos pelo Governo do Estado. Ele defende que todos os internos ocupem os espaços do CSE, prédio construído para essa finalidade. “Sou contrário à separação dos adolescentes por pertencerem as facções rivais, pois hoje o Estado tem um gasto a mais. Existe uma guerra lá dentro porque o Estado não tem conseguido controlar. Acho que a segurança pública tem que contratar mais gente e dar condições de trabalho, para que o CSE não vire mais tarde um ‘caldeirão’”, salientou.

Texto: Marilena Freitas

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR