REDES SOCIAIS – Alunos apostam em curso sobre marketing para ingressar no mercado de trabalho

Aulas mostram como usar as redes sociais a favor de um produto ou empresa, o que pode ser um diferencial determinante para quem busca um emprego

Aprimorar conhecimentos e entrar no mercado de trabalho são os principais motivos que levaram 149 pessoas a ingressar no curso de Marketing para Redes Sociais oferecido pela Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho. O curso iniciou na manhã desta segunda-feira (25)

Na primeira aula, os alunos tiveram contato com os conceitos básicos do marketing digital, e aprenderam as vantagens de usá-lo tanto na condição de consumidor quanto prosumer (consumidor e produtor) e pessoa jurídica.

“Eles vão entender no decorrer das aulas as vantagens do marketing digital e como pode ser aplicado no dia a dia, seja no próprio negócio e trabalhando para terceiros. Hoje não há quem viva sem redes sociais, então é bom conhecer para sair na frente de quem não tem esse conhecimento”, explicou a professora Jordana Cavalcante.

Eliziany Belém tem 21 anos e já atua na área, vendendo provedores de internet. Para ela, o curso é uma oportunidade de otimizar seu desempenho no trabalho. “Qualquer produto ou marca precisa do marketing digital, então esse é um curso que vai ajudar na minha qualificação”, afirmou.

Já a paraense Claudiany Dias, de 38 anos, trabalha como açougueira em um supermercado, mas decidiu investir na área com o intuito de mudar de profissão. “Quando soube que vários cursos gratuitos estavam sendo ofertados pela Escola do Legislativo, e que tinha marketing, logo me matriculei, pois, sabendo interagir melhor, quem sabe apareça uma nova oportunidade.”

A aceitação do curso surpreendeu a diretora da instituição de ensino, Cristina Mello. “O curso trouxe uma grande surpresa para equipe da Escola do Legislativo, com vários inscritos que já têm o próprio negócio e estão fazendo para aprender a divulgar sua empresa de maneira correta nas redes sociais”, afirmou.

Texto: MARILENA FREITAS

Fotos: ALEX PAIVA

 

SupCom ALE-RR

CONSUMO CONSCIENTE – Procon Assembleia dá dicas para crianças sobre direito do consumidor

Informações repassadas na infância ajudam na disseminação dos direitos aos familiares, além de formar consumidores conscientes

 

Propaganda enganosa, prazo de validade e a troca de produtos com defeito foram os principais questionamentos dos pequenos consumidores, de 6 a 11 anos, ao Procon Assembleia. A palestra educativa foi realizada nesta segunda-feira (25), no Instituto Sion, com a participação de 256 crianças.

As crianças receberam informações sobre o papel do Procon e o artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, que cita os direitos básicos, como a proteção contra os riscos de produtos ou serviços considerados perigosos, e publicidade enganosa ou abusiva.

Maria Eugênia Ferreira, de 10 anos, não conhecia o Procon Assembleia, e hoje aprendeu coisas novas sobre a compra de alimentos. “Quando eu for fazer uma compra, se eu perceber algo de errado, como no prazo de validade, e se houver propaganda enganosa, vou pedir para trocar.”

Laiz Almeida, de 10 anos, relembrou que certo dia estava no supermercado com os pais, e quase comprou um iogurte fora da data de validade. Todavia, conferiu a data do produto, percebeu que estava vencido, e comunicou ao funcionário do supermercado.  “Se eu tivesse tomado o iogurte, poderia ter passado mal. Hoje eu sei que se a situação repetir, posso contar com o Procon Assembleia”.

A diretora do Procon Assembleia, Eumária Aguiar, relata que outras escolas receberão essa ação educativa sobre direitos do consumidor. “Nas palestras as crianças conhecem os seus direitos, levam para a suas famílias e passam a olhar para as compras de forma diferente”.

A coordenadora pedagógica do Instituto Sion, Kátila Braga, explica que algumas pessoas podem achar que o assunto é apenas para adultos, mas ressaltou que na verdade, as crianças são curiosas e interessadas em aprender até mesmo sobre compras.  “Acredito que essas palestras são fundamentais para o desenvolvimento e a formação das crianças, tornando-se consumidores conscientes no futuro”.

PROCON ASSEMBLEIA

Em casos de dúvidas ou reclamações, ou ainda para solicitar uma palestra como esta, basta procurar o Procon Assembleia, que funciona de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 13h30, na rua Agnelo Bitencourt, nº 213, no Centro. Mais informações pelo 4009 4826.

 

TEXTO: VANESSA BRITO

FOTO: EDUARDO ANDRADE

SupCom ALE-RR

BRASIL X VENEZUELA – Comitiva de deputados apresenta demandas a ministro em encontro na fronteira

Parlamentares se reuniram com autoridades do Brasil, Venezuela e dos Estados Unidos, momento em que pediram que Roraima também seja ajudado

Foto: Alex Paiva/SupCom ALE-RR

A comitiva de deputados estaduais em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, se reuniu com representantes do país vizinho, do governo brasileiro e dos Estados Unidos. No encontro, realizado na manhã deste sábado (23) na sede da Receita Federal, os parlamentares apresentaram as demandas do Estado. O principal pedido é que Roraima também receba auxílio para lidar com os impactos do fluxo migratório, gerado pela crise econômica e institucional na Venezuela.

Os pedidos foram apresentados ao ministro das Relações Exteriores do Governo Federal, Ernesto Araújo, reunião que contou ainda com a presença do embaixador interino dos Estados Unidos, William Popp, e de Maria Thereza Belandria, representante diplomática do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Conforme explicou a presidente da comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa, deputada Ione Pedroso (SD), a comitiva elencou pontos que afetam o Estado, como o aumento da imigração e o impacto a áreas essenciais, pela falta de estrutura física e financeira de escolas e hospitais públicos. Ela citou ainda o aumento na criminalidade e a insegurança energética. Segundo a parlamentar, os brasileiros que sofrem com a falta de serviços básicos em Roraima também devem receber ajuda.

O próximo passo, segundo Ione Pedroso, será reunir a comissão e outros parlamentares para reforçar o pedido junto ao Governo Federal e buscar medidas para que as demandas sejam efetivadas.  “O ministro se prontificou a levar nossas demandas para Brasília e trazer uma resposta para Roraima. Nós, enquanto deputados, fiscalizaremos isso, pois o povo merece respeito e atenção”, disse.

No encontro com a imprensa de vários países, o ministro das Relações Exteriores informou que aproximadamente 200 toneladas de alimentos e remédios tentarão entrar em solo venezuelano.

Diante da informação, o deputado Jeferson Alves (PTB) solicitou que parte destes insumos seja destinado ao HGR (Hospital Geral de Roraima) e para o Hospital de Pacaraima. “É legítima a ajuda ao povo venezuelano, só que nós precisamos nos preocupar também com os roraimenses. Fizemos o pedido e ele [ministro] me disse que os caminhões chegarão agora e nos próximos estarão resolvendo essa situação”, frisou.

Impactos da imigração em Roraima

Em Pacaraima pela segunda vez em menos de três meses, motivado pela instabilidade na fronteira, o vice-presidente da Comissão de Relações Fronteiriças da Assembleia Legislativa, deputado Dhiego Coelho (PTC), destacou o aumento nos atendimentos a doentes e parturientes em Boa Vista, bem como o crescimento na criminalidade envolvendo estrangeiros.

“Estamos aqui para falar pelos brasileiros. Hoje somos os primeiros a sofrer com essa causa. Cobramos isso do ministro que se comprometeu a conversar com os ministros da Saúde, da Educação e da Defesa para que a gente possa também receber uma ajuda humanitária para o Estado de Roraima”, salientou.

Os deputados Tayla Peres (PRTB) e Renan Filho (PRB) também se comprometeram a acompanhar a situação e a cobrar do Governo Federal soluções para os problemas apresentados durante a reunião em Pacaraima.

Otaci Nascimento afirma que buscará auxílio para Roraima junto ao Governo Federal

O deputado federal Otaci Nascimento (SD) acompanhou a comitiva de deputados estaduais na fronteira do Brasil com a Venezuela, e informou que se reunirá com a bancada federal, em Brasília, para apresentar as situações encontradas em Pacaraima.

A intenção, segundo ele, é que os deputados federais se unam para cobrar do Governo Federal, uma agilidade no atendimento das demandas de Roraima, para atenuar os impactos da crise migratória em Roraima. “Vamos interceder junto ao Executivo e levar a eles o que foi visto aqui para cobrarmos o atendimento a estas demandas.”

YASMIN GUEDES

SupCom ALE-RR

FRONTEIRA FECHADA – Comissão de Direitos Humanos acompanha denúncias de brasileiros impedidos de voltar ao Brasil

Deputados acompanharão o caso para garantir que os direitos dos brasileiros de retornarem ao país seja respeitado

 

Foto: Alex Paiva / SupCom ALE-RR

A presença de deputados estaduais, representantes do Ministério das Relações Exteriores do Governo Federal, embaixada dos Estados Unidos e da Venezuela, chamou a atenção de brasileiros na fronteira. Muitos relataram a insegurança de compatriotas em solo venezuelano, impedidos de retornarem ao país. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa acompanhará o desdobramento da situação, para que seja garantido o retorno dos brasileiros ao país em segurança.

A esposa de um caminhoneiro procurou a comitiva para informar que desde a quinta-feira (21), 17 motoristas estão impedidos de cruzar a fronteira de volta para o Brasil. Muitos deles estão sem comida e sem dinheiro para pagar a diária de estacionamento na cidade de Santa Elena de Uairén, na divisa com Pacaraima, Norte de Roraima.

“São R$100 reais por dia. Ele está lá, não tem dinheiro, não tem água. Tem caminhoneiro que depende de medicamento e não tem como passar”, lamentou a mulher ao pedir, aos prantos, que o governo brasileiro intermedeie o retorno destas pessoas.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, deputada Catarina Guerra (SD), escutou os relatos dela e de outros familiares que pediram apoio das autoridades para amenizar o sofrimento daqueles com quem estão há dias sem contato.

“Temos verificado aqui que tem pessoas lá dentro presas. Temos dados de muitos brasileiros, não só em Santa Elena, mas de outros estados lá dentro da Venezuela, familiares com parentes lá dentro. A gente precisa dar esse suporte”, disse a deputada.

Segundo a parlamentar, há turistas, trabalhadores do setor de transporte, garimpeiros e moradores em regiões do país vizinho. Ela informou que a intenção é aguardar os desdobramentos para que a Comissão não aja de maneira precipitada.

Em relação à ajuda humanitária, Catarina afirma que são importantes, desde que o povo brasileiro também seja lembrado. “Não deve haver distinção entre os que estão lá [na Venezuela] e os que estão aqui. Não podemos penalizar os brasileiros”, disse.

REUNIÃO COM O GOVERNO – A comitiva de deputados estaduais em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, se reuniu com representantes do país vizinho, do governo brasileiro e dos Estados Unidos, quando apresentaram as demandas do Estado. Após o retorno de município, os parlamentares se reuniram com o governador Antônio Denarium (PSL) no Palácio Senador Hélio Campos para tratar sobre a crise na fronteira.

YASMIN GUEDES

SupCom ALE-RR

CONFLITO NA FRONTEIRA – Jalser Renier pede que Governo Federal intervenha para garantir segurança de brasileiros

Deputado afirma que além da ajuda humanitária à Venezuela, União também deve ajudar brasileiros presos do outro lado da fronteira

 

Foto: Eduardo Andrade/SupCom ALE-RR

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier (SD), fez um apelo ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que o Governo Federal garanta a segurança dos brasileiros na Venezuela. A região vive um clima de tensão depois que o presidente do país vizinho, Nicolás Maduro, determinou o fechamento da fronteira e impediu a entrada de ajuda humanitária.

O deputado demonstrou preocupação com os incidentes desta sexta-feira (22), os quais ele afirma que mostram uma escalada de violência que pode ter consequências graves, principalmente para Roraima. “Faço um apelo ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que garanta a segurança dos brasileiros que estão do outro da fronteira, alguns sem comida, outros com a saúde debilitada e todos tentando retornar para o Brasil com segurança.”

Jalser Renier citou como exemplo caminhoneiros, que além de estarem impedidos de retornar ao país de origem, vivem o medo de ter a carga saqueada. Ele falou ainda da situação de pessoas submetidas a cirurgias, principalmente mulheres, que apesar de estarem em recuperação de saúde, não podem voltar para casa.

Uma comitiva de deputados estaduais está em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, representando as comissões de Relações Fronteiriças e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, para apurar os fatos in loco, onde também se encontra Ernesto Araújo. Com as informações apuradas, os parlamentares analisarão as providências a serem tomadas para contribuir na resolução desse problema.

Em seu pronunciamento, o parlamentar ressaltou que Roraima sempre teve uma relação fraterna com a Venezuela. “Portanto o melhor a se fazer, nesse momento é um diálogo e entendimento pacífico. Esse é o melhor caminho para os dois lados da fronteira. É isso que devemos buscar.”

 

YANA LIMA

SupCom ALE-RR

FECHAMENTO DA FRONTEIRA – Comitiva de deputados vai à Pacaraima para tratar de questões que afetam Roraima

Comissões de Relações Fronteiriças e Direitos Humanos se reunirá com autoridades venezuelanas para discutir questões como a situação energética, segurança e aumento no fluxo de imigrantes

 

Foto: Eduardo Andrade/SupCom ALE-RR

 

Integrantes das comissões de Relações Fronteiriças e Defesa dos Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), vão neste sábado (23) à Pacaraima para tratar sobre questões relacionadas ao fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil, após uma determinação do presidente daquele país, Nicolás Maduro.

Os deputados partem às 6 h, e pretendem aproveitar a ida do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para acompanhar de perto o que está acontecendo na fronteira da Venezuela com o Brasil.

A medida foi decidida após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (22), diante da preocupação com o abastecimento de energia elétrica à Roraima, feito pelo país vizinho, segurança pública e o aumento no fluxo de venezuelanos que chegam diariamente ao Estado, além da questão da saúde, uma vez que Roraima atende pacientes vindos do país vizinho, a exemplo do que ocorreu na manhã desta sexta após conflito na fronteira.

A deputada Ione Pedroso (SD), presidente da Comissão de Relação Fronteiriças, Mercosul, Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, destacou a necessidade de ir ao local para buscar soluções imediatas junto às autoridades venezuelanas. “Queremos saber como as coisas estão acontecendo na fronteira, como os brasileiros estão sendo tratados e a forma como tudo está sendo conduzido por lá. Queremos um diálogo com o ministro das Relações Exteriores para buscarmos respostas à nossa população.”

Sobre a questão energética, Ione Pedroso alertou que Roraima pode entrar em colapso a qualquer momento. “O Estado de Roraima poderá ser prejudicado com a falta de fornecimento de energia, e essa é uma das questões para a qual precisamos buscar respostas.”

A comitiva será composta pelos deputados Jeferson Alves (PTB), Renan Filho, Jânio Xingú (PSB), Chico Mozart (PRP), Tayla Peres (PRTB) e Dhiego Coelho (PTC).

Saúde e Segurança

Os parlamentares também questionaram a falta de apoio do Governo Federal quanto à questão da saúde e segurança aos roraimenses. “Hoje o Estado não tem condições de abrigar mais nenhum venezuelano aqui, e com a eminência de uma guerra, literalmente, Roraima irá parar, nós iremos sofrer na pele”, afirmou o deputado Renan Filho (PRB), membro da Comissão de Relação Fronteiriças.

O deputado Dhiego Coelho (PTC), vice-presidente da Comissão de Relações Fronteiriças, também falou da negligência por parte do Poder Executivo em relação à saúde. “Isso está relacionado à falta de gestão porque no primeiro dia de mandato, se o governador Antônio Denarium quisesse decretar situação de calamidade na saúde pública em Roraima ele teria feito. Por causa disso, vidas estão sendo ceifadas.”

Direitos Humanos

Procurada por familiares de pessoas que moram na fronteira com o país vizinho, a deputada Catarina Guerra (SD), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Minorias e Legislação Participativa, ressaltou que essa é uma situação preocupante a todos.

“Durante o período de campanha eu estive presente lá dentro da Venezuela e hoje estamos vivenciando essa insegurança. Atualmente vivemos um déficit na saúde, educação e segurança. O fechamento da fronteira irá gerar muito mais conflitos”.

JÉSSICA SAMPAIO

SupCom ALE-RR

TRANSPORTE COLETIVO – Aprovado projeto de lei para prevenção ao abuso sexual

Apresentada pela deputada Aurelina Medeiros, a proposta busca incentivar as mulheres a denunciarem

Foto: SupCom ALE-RR

Para combater casos de assédio sexual contra as mulheres nos transportes coletivos, foi aprovado um projeto de lei que busca a promoção de campanhas educativas para incentivar a denúncia. De autoria da deputada Aurelina Medeiros (Pode), a matéria foi aprovada com 18 votos em sessão plenária na Assembleia Legislativa de Roraima, nesta quinta-feira (21),

De acordo com a parlamentar, mais da metade mulheres já passou por essas situações desta natureza dentro de transportes públicos, e a maioria não denuncia o ato delituoso. “Infelizmente, há uma cultura de não denunciar esse tipo de ação, principalmente no transporte público, por conta da dificuldade em identificar o agressor, a falta de testemunhas, e o desconhecimento do órgão apropriado para efetuar a denúncia”, disse a autora do projeto.

O projeto prevê a afixação de cartazes nos transportes coletivos, informando o número da Polícia Militar (190), e da Central de Atendimento à Mulher (180), uma forma de incentivar as vítimas e as testemunhas a denunciarem o abuso.

Caso a lei seja sancionada, o não cumprimento desta proposta pode acarretar para a empresa infratora uma multa no valor de R$ 1 mil, aplicada em dobro em caso de reincidência. A matéria segue para análise do Executivo.

Mesmo existindo uma lei em âmbito nacional, a deputada enfatiza que a legislação estadual busca reforçar a fiscalização. “Se o silêncio for mantido, não há como punir o agressor, fazendo com que ele repita as ações com outras mulheres”, afirmou Aurelina.

Como proceder em situação de assédio em ônibus

Quando uma mulher se vê diante de um assédio sexual dentro de um transporte coletivo, a principal recomendação é acionar os órgãos de segurança. É imprescindível que a vítima registre o Boletim de Ocorrência (BO) para que as investigações iniciem, visando identificar o autor do crime. E esta responsabilidade não cabe apenas à vítima. Os demais passageiros podem – e devem – ajudar na identificação destes casos.

Em situações de abusos sexuais no interior de transportes coletivos, a vítima deve acionar de imediato agentes de segurança para que seja efetuada a prisão em flagrante do agressor ou a condução dele até uma unidade da Polícia Civil.

Nas situações em que o agressor não é preso, a orientação é que a mulher se dirija a qualquer delegacia para registrar o fato delituoso para que a Polícia inicie as diligências e analise em qual crime o autor será enquadrado.

Quanto ao fato de cobrador e motorista do coletivo não prestarem ajuda à vítima, a conduta dos profissionais pode ser apurada. Neste casos, é importante informar corretamente o número do veículo, a linha, a data e o horário da ocorrência. Contudo, é imprescindível ligar para o número 190, que é o canal oficial de denúncias de assédio sexual.

Para a identificação do agressor, é importante que a vítima grave o horário, vestimentas e as possíveis características físicas.

Vale ressaltar que assédio sexual é todo o comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal, não verbal ou física. Ou seja, o ato de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, degradante ou hostil.

 

VANESSA BRITO

SupCom ALE-RR

Poder Legislativo aprova moção de pesar pelo falecimento da advogada Antonieta Aguiar

Foto: SupCom ALE-RR

Os deputados estaduais aprovaram na manhã desta quinta-feira (21), uma moção de pesar pelo falecimento da advogada Antonieta Magalhães Aguiar, encontrada morta na casa dela, no bairro Aparecida.

Natural do Estado do Acre (AC), onde iniciou a prática do exercício da advocacia, Antonieta Aguiar tinha 69 anos e chegou ao Estado de Roraima no final da década de 80.

Ela foi uma das fundadoras da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Roraima (OAB-RR). Fez parte da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, e defendeu a paridade entre a magistratura, Ministério Público e a OAB.

Entre as bandeiras de luta que hasteou estavam a defesa das causas da mulher – numa época em que as questões de gênero eram silenciadas, a dos Direitos Humanos e das minorias. Atuou e sempre defendeu uma advocacia independente, libertária e proativa.

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MARILENA FREITAS

SupCom ALE-RR

Deputadas assinam moção de repúdio contra prefeitura de Boa Vista

TV Assembleia entrevistou, com exclusividade, a vítima de agressão cometida por fiscal da Emhur

Foto: SupCom ALE-RR

Nesta quarta-feira (20) um vídeo que circulou pelas redes sociais chocou os boa-vistenses por vários motivos: as imagens mostram que além de ter a habitação demolida, a senhora Rosimary da Silva Fagundes, de 45 anos, foi gratuitamente agredida por um fiscal da Emhur (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional), momento presenciado por um guarda municipal que permaneceu inerte. A conduta destes profissionais motivou a Assembleia Legislativa a aprovar uma moção de repúdio contra a prefeitura de Boa Vista.

O documento, assinado pelas seis deputadas estaduais, foi apreciado em sessão plenária nesta quinta-feira (21). Conforme a moção, a atuação foi, no mínimo, desproporcional, violando a dignidade humana preceituada na Constituição.

O assunto repercutiu entre os deputados, que se manifestaram contra a medida. Quem iniciou o debate foi o deputado estadual Jeferson Alves (PTB), durante discurso na tribuna. As deputadas Tayla Peres, Ione Pedroso (SD), Catarina Guerra (SD), Lenir Rodrigues (PPS), Betânia Medeiros (PV) e Aurelina Medeiros (Pode) afirmarem que se sentiram violadas enquanto mulheres, momento em que cobraram punição aos envolvidos.

A deputada Betânia Medeiros (PV), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, afirmou que a prefeita de Boa Vista precisa se posicionar sobre o caso. “Em pleno século 21 não vamos permitir esse tipo de conduta. A prefeita tem que se pronunciar. Essa Casa, em especial a Comissão da Mulher, quer uma resposta da prefeita, que também é mulher e responsável pela conduta dos fiscais”.

TV ALE

Todos os detalhes sobre o ocorrido serão exibidos na TV Assembleia – canal 57.3. Os repórteres Daniela Meller e Claudinei Sampaio entrevistaram, com exclusividade, a vítima da agressão, e contam os detalhes da história. A reportagem será exibida nesta quinta-feira (21), a partir das 18h, no jornal Assembleia Informa e também estará disponível na página da Assembleia Legislativa no Facebook e Youtube.

 

YANA LIMA

SupCom ALE-RR

Jalser Renier cria comissão para acompanhar situação de trabalhadores terceirizados

Presidente da Assembleia Legislativa recebeu os trabalhadores que estão há oito meses sem receber salários e servidores efetivos da Codesaima que temem ser exonerados

Foto: SupCom ALE-RR

Após receber representantes de servidores públicos da Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima) e funcionários de empresas terceirizadas, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier (SD), determinou a criação de uma Comissão Especial Externa para intermediar as discussões junto ao Governo a cobrar a solução para os atrasos no pagamento dos terceirizados e acompanhar o destino de servidores efetivos da autarquia. A decisão ocorreu após encontro das categorias, no plenário Deputada Noêmia Bastos Amazonas.

Jalser Renier se reuniu com representantes das duas categorias e propôs uma reunião entre os deputados membros da comissão e representantes de secretarias estratégicas do Governo, como Planejamento (Seplan), Fazenda (Sefaz) e Casa Civil. “Nós formamos uma comissão que terá por finalidade apresentar solução, pois não adianta criticar, mas tentar resolver de maneira igualitária e serena, para que as instituições possam buscar um caminho”, frisou o presidente.

A comissão será presidida pelo deputado Nilton do Sindipol (PATRI) e composta ainda por Jeferson Alves (PTB), Coronel Chagas (PRTB), Soldado Sampaio (PCdoB), Dhiego Coelho (PTC), Aurelina Medeiros (PODE), Renato Silva (PRB) e Renan Filho (PRB).

Conforme Nilton do Sindipol, os trabalhos iniciarão com a coleta das informações para que se iniciem as tentativas de solução dos problemas junto ao Executivo. “Buscaremos que o Governo venha sanear esses atrasos do pagamento das terceirizadas e na questão dos concursados, garantir que eles não sejam prejudicados pela falta de planejamento dos governos anteriores.”

Categorias apresentam demandas a parlamentares

Com as galerias do plenário Noêmia Bastos Amazonas lotadas, servidores efetivos da Codesaima e funcionários de empresas terceirizadas prestadoras de serviço ao Governo do Estado empunhavam cartazes com pedidos de ajuda. O presidente, depois de atender uma comitiva, resolveu transformar a sessão em comissão geral para debater o assunto.

O presidente do Sintraima (Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Estado de Roraima), Francisco Figueiras, pediu a união de todos os parlamentares em prol dos servidores da Codesaima e dos terceirizados. “Nesse momento pedimos que os direitos dessas pessoas sejam efetivados e que os senhores [deputados] nos ajudem.”

Servidor efetivo da Codesaima, Agmael Moura, teme prejuízos aos concursados da Companhia e pede que o Governo crie um mecanismo para garantir o direito a permanência deste servidores no quadro do Estado. “A vinda aqui é para pedir socorro. É imoral que o Governo nos exonere. Pedimos a cada deputado que se sensibilize pela causa”, solicitou.

Sem salário há oito meses, a funcionária de uma empresa terceirizada, Keite Marrone, compartilhou a situação vivenciada por milhares de famílias desde o início da crise. “É uma classe esquecida. Estamos há oito meses querendo nossos salários. O governador quer cancelar nossas notas de oito meses em atraso”, lamentou a mulher ao ressaltar a injustiça de trabalhar sem perspectiva para receber.

Da plateia, o funcionário da Codesaima Leonardo Pantaleão disse que o Mafir (Matadouro Frigorífico de Roraima), ligado à Codesaima, foi criado para beneficiar os pequenos produtores de gados no Estado. “Não é porque o matadouro será desativado, que toda a Codesaima tem que ir no mesmo caminho.”

Deputados se colocam à disposição na tentativa de solucionar problemas 

Para os deputados, é preciso que o Governo do Estado viabilize meios para que servidores e funcionários terceirizados não sejam penalizados. Jeferson Alves enfatizou que o Executivo precisa assumir o problema e pagar todos débitos. “Deve ser doído ver o filho pedir o que comer e não ter o que dar”, disse.

Ao citar experiência como secretária estadual de Educação, a deputada Lenir Rodrigues (PPS) ressaltou a responsabilidade que as empresas terceirizadas tem com as escolas, com os hospitais. Por isso, é necessária a busca por soluções aos problemas no atraso de pagamentos. “Essa violência econômica e patrimonial nessas famílias é tão violenta quanto receber uma violência física”, comparou.

O deputado Brito Bezerra (PP) avaliou como positiva a preocupação do Poder Legislativo em receber e ouvir as categorias. “Aqui é a caixa de ressonância da sociedade. Salário é alimento, compra o arroz, o feijão, paga a luz, a água, o medicamento. Tem que pagar, mas precisamos encontrar uma forma de pagar”.

O deputado Coronel Chagas (PRTB), abordou pontos relacionados a crise financeira no Estado oriunda de situações pertinentes de anos. “Estamos em colapso financeiro, as causas são muitas, muitos erros administrativos. Vamos encontrar a solução com a reforma administrativa no governo”.

A deputada Aurelina Medeiros (PODE) explicou a composição da fatia orçamentária do Estado. “O dinheiro, 20% é dos Poderes e 80% é do Executivo”, citou como tentativa de explicar aos representantes sobre a responsabilidade de pagamento. Além disso, contou que a dívida com empresas terceirizadas chega a R$ 93 milhões.

Já para o deputado Nilton do Sindipol, a situação financeira de Roraima é reflexo da ausência de planejamento desde a transformação de Território para Estado. “Nessas três décadas nunca houve planejamento. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, o que falta é organização”, salientou.

Em se tratando de extinção de instituição pública, o deputado Renato Silva contou que para ‘acabar’ com a Codesaima é necessária uma lei federal, e pediu aos deputados federais e senadores para que não apoiem essa situação. “Não é exonerar servidores. É preciso cortar na carne, realizar ajustes”.

YASMIM GUEDES

SupCom ALE-RR