ENDOMARCHA – Mulheres cobram reconhecimento da endometriose como doença social

A classificação busca a formulação de políticas para o acolhimento destas mulheres pelo SUS

Pelo terceiro ano consecutivo, Roraima aderiu à EndoMarcha, movimento realizado simultaneamente em mais de 70 países e em 20 cidade brasileiras, pela conscientização sobre a endometriose. O evento foi realizado na praça do Centro Cívico, em Boa Vista, com parceria da Procuradoria Especial da Mulher, órgão do Poder Legislativo.

A principal bandeira é pelo reconhecimento da endometriose como doença social, pois o problema de saúde pública reflete-se na vida profissional e na convivência desta mulher em sociedade, considerando as dores incontroláveis e incapacitantes.

A programação incluiu café da manhã e aula de zumba. Vestidos de amarelo, os participantes marcharam ao redor do Monumento aos Garimpeiros. Panfletos explicativos sobre a doença foram distribuídos para quem passava pelos sinais em frente à igreja Catedral e da Assembleia Legislativa de Roraima.

No Estado, o evento é coordenado pela advogada Nathália Veras, que é portadora da doença e resolveu lutar pela causa. “Queremos o reconhecimento da doença como uma doença social, que gera um grande impacto na vida das mulheres dentro do trabalho, vida social e família. O intuito é divulgar também que existe a cura dessa doença”.

Sobre os direitos com o reconhecimento da doença, Nathália destacou alguns que podem fazer a diferença na vida das portadoras. “Uma das nossas lutas é para que a doença seja considerada incapacitante, por conta das fortes dores ocasionadas. Outro benefício é a possibilidade de isenção de impostos e carros adaptados e o principal, o direito ao tratamento da doença pelo SUS”, pontou.

Endometriose

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina e que pode provocar cólica menstrual, dor abdominal, retenção de liquido e inchaço, dificuldade para urinar ou defecar, dor profunda durante relações sexuais e infertilidade.

Após receber o diagnóstico da doença, a autônoma Eliane Macêdo procurou ajuda e hoje é apoiadora da causa, para ela, a informação é o principal meio de prevenção. “Quando eu descobri a doença minha família sempre me apoiou, mas nunca entendeu o motivo de tanta dor. Por isso é importante a divulgação da doença, para que as mulheres fiquem em alerta”.

Educação preventiva

Para sensibilizar a população a respeito da doença, foi instituída a Semana Estadual de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose, criada a partir da Lei 1.111/16 de autoria da deputada Lenir Rodrigues (PPS).

À frente da Procuradoria Especial da Mulher, a deputada, que também participou do evento, ressaltou a importância de apoiar ações que visam a saúde das mulheres. “Durante esse mês tivemos várias programações de divulgação da doença. Hoje estamos na EndoMarcha mobilizando a sociedade para essa luta tão importante, chamando atenção para a endometriose que ocorre em várias mulheres e que não é frescura”.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Participantes pedem efetivação de direitos e políticas públicas para a população roraimense

Carta de Intenções foi resultado da discussão sobre o tema da Campanha da Fraternidade, que busca estimular a participação social na gestão pública

Para estimular a participação da sociedade na elaboração das ações desenvolvidas pelos gestores públicos, entidade sociais e governamentais discutiram na manhã desta sexta-feira, (29), no plenário da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), o tema da Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e Políticas Públicas, que traz como lema “Serás Libertado pelo Direito e pela Justiça”.

A audiência pública, proposta pelo deputado Evangelista Siqueira (PT), resultou em uma Carta de Intenção com todos os pontos abordados, que foi assinada pelos representantes dos organismos governamentais e não-governamentais e encaminhada ao Governo do Estado, Ministério Público Estadual de Roraima (MPRR), aos deputados federais e senadores.

O documento destaca dez pontos considerados relevantes pelos participantes para a elaboração de políticas públicas a serem efetivadas no Estado e no País, as quais visam promover a proteção da vida e a dignidade da pessoa humana no âmbito da saúde, educação, segurança pública, juventude, meio ambiente e sustentabilidade social para homem do campo.

Para Evangelista Siqueira, a audiência atingiu o resultado esperado. “Acredito que alcançamos o objetivo final, que foi promover a discussão com quem tem poder de atuação no âmbito da apresentação e implementação das políticas públicas”, avaliou.

Por ser um momento de reflexão, o bispo de Roraima, Dom Mário Antônio, avalia a iniciativa da audiência pública como positiva, uma vez que as demandas apresentadas abrangem a pluralidade social.

“A participação diversificada e pluralista da nossa sociedade roraimense engrandece o tema. A partir dessas reflexões, poderemos atingir as metas em toda a nossa sociedade, para que as políticas públicas aconteçam favorecendo a cidadania e o bem comum”, analisou.

Participaram da audiência pública os deputados Renan Filho (PRB), Catarina Guerra (Solidariedade) e Renato Silva (PRB). Entre as entidades governamentais e não-governamentais, compareceram representantes das Defensorias Públicas da União e do Estado (DPU) e (DPE), Polícia Militar (PM), Pastoral da Juventude, Pastoral Social, Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores, religião Matriz Africana.

Texto: Marilena Freitas

Foto: Alex Paiva

MARKETING DIGITAL – Alunos aprendem a usar redes sociais para impulsionar vendas

Estudantes aprenderam a utilizar redes sociais como ferramenta profissional

As mídias digitais não são mais novidade para quem busca empreender, mas o diferencial é a forma como uma empresa se posiciona nas plataformas. Este foi conteúdo abordado durante o curso Marketing para Redes Sociais, ofertado pela Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho.

Foram duas semanas de aprendizado para Nágela Correia, que trabalha na área como executiva em expansão de uma franquia. Ela se interessou pelo curso para obter conhecimento na área. “Esse é meu primeiro curso aqui e aprendi bastante coisa. Vou botar em pratica o que foi repassado para ter um controle no meu trabalho e ter boas vendas.”

Este conhecimento também será aplicado pelo estudante Willyan da Silva, que concluiu o segundo curso na área. “Aprendi que existem vários tipos de marketing e eu estou focado nessa área, porque me chama muito atenção e é muito bom para quem pretende trabalhar com vendas aqui na cidade”, disse.

O curso foi encerrado nesta quinta-feira (28) e atendeu aproximadamente 150 alunos. Foram abordados durante as aulas, conteúdos como conceitos básico de marketing digital, principais redes sociais e suas aplicações no mercado, a abertura de um negócio por meio das redes, ferramentas de conteúdo de marketing e também o funcionamento do marketing viral.

De acordo com a professora Jordana Cavalcante, o conhecimento é importante para que as pessoas compreendam o que é e a forma correta de utilizar as mídias digitais. “Aqui eles começaram a entender um pouco da sua aplicação na vida de forma positiva, quanto no seu negócio ou empresa que você irá trabalhar”, finalizou.

Novas turmas

Para os interessados no curso de Marketing para Redes Sociais, novas turmas estão previstas para o dia 25 de maio. As matriculas podem ser feitas na própria Escola do Legislativo – Cursos Preparatórios, Unidade Silvio Botelho, situada na avenida Sólon Rodrigues Pessoas, nº 1.313. Para se inscrever, basta apresentar os documentos pessoais e comprovante de residência.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

MUCAJAÍ – Núcleo da Assembleia Legislativa abre inscrições para cursos de idiomas

A partir desta quinta-feira os interessados podem se inscrever nos cursos de inglês e espanhol

O Núcleo da Assembleia Legislativa em Mucajaí abre inscrições a partir desta quinta-feira (28), para cursos de inglês e espanhol. No total, foram ofertadas 200 vagas, distribuídas em seis turmas.

As inscrições podem ser realizadas na sede do núcleo, localizado na rua Padre Ricardo Silvestre, 460, Mucajaí, de 8h às 18h30. No ato da inscrição, os interessados devem apresentar cópia do documento de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e do comprovante de residência.

Segundo a coordenadora da instituição, Juliana Cardoso, a expectativa da equipe do é grande em relação ao início dos trabalhos. “Estamos ansiosos e felizes com a chegada desses novos alunos. Venham se matricular e participar, todos são bem-vindos”, disse a coordenadora.

Todos os cursos têm carga horária de 40 horas e estão divididos em turmas kids, básico e intermediário. As aulas vão iniciar a partir no dia 8 de abril. As turmas de inglês e espanhol na categoria kids atenderão crianças na faixa etária de 9 a 14 anos. Os cursos de espanhol básico e intermediário aceitam alunos a partir dos 15 anos de idade.

Núcleo

No ano passado, o Núcleo da Assembleia Legislativa em Mucajaí atendeu 1,8 mil alunos nos cursos ofertados pela Escola do Legislativo e nas modalidades esportivas do Programa Abrindo Caminhos. A meta da instituição este ano é dobrar o número de atendimentos.

“Faço uma avaliação positiva porque atendemos crianças e adultos, como os pais, que fizeram cursos profissionalizante de alimentação saudável, panificação e de confecção de flores em papel. Os resultados foram satisfatórios porque gerou renda às famílias”, disse.

Confira o cronograma de cursos em Mucajaí

 

CURSO HORÁRIO INÍCIO DIAS DA SEMANA VAGAS
Inglês Kids 8h às 10h 09/04 Terça e Quinta 20
Inglês básico 10h às 12h 09/04 Terça e Quinta 50
Espanhol Kids 8h às 10h 08/04 Segunda-feira 20
Espanhol Básico 10h às 12h 09/04 Segunda-feira 50
Espanhol básico 14h às 16h 12 /04 Sexta-feira 50
Espanhol Intermediário 16h às 18h 12/04 Sexta-feira 50

 

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

Comissão de Saúde cobra prestação de contas da Sesau

Parlamentares pediram esclarecimentos sobre problemas como a interrupção de cirurgias eletivas e falta de materiais médicos e hospitalares

Os membros da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) encaminharam à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), um pedido de informação sobre problemas detectados na assistência. Os parlamentares cobraram ainda a prestação de contas que deve ser apresentada pela pasta na Casa Legislativa a cada quatro meses.

A solicitação é o resultado de questionamentos levantados pelos deputados durante as reuniões da comissão. Conforme o presidente do grupo, deputado Neto Loureiro (PMB), foram feitas perguntas sobre Tratamento Fora de Domicílio (TFD), abastecimento, contratos e dívidas. “Queremos saber o que realmente está se passando e o que é necessário para a gente amenizar ou tentar resolver a situação.”

Outro questionamento levantado pelos parlamentares é com relação às cirurgias eletivas no Hospital Geral de Roraima (HGR). Os procedimentos estavam suspensos por uma interdição ética, promovida pelo Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) no mês de fevereiro, e retornaram no último sábado (23), após uma liminar da Justiça Federal.

“Outra resposta que buscamos, é com relação as cirurgias eletivas que voltaram a acontecer, mas quando fizemos o pedido de informação ainda estavam paradas. Então a gente pergunta isso também e algumas outras situações”, destacou Neto Loureiro.

No próximo mês, o parlamentar ressaltou que irá cobrar uma audiência pública para prestação de contas da Sesau, a qual deve ocorrer a cada quatro meses e que, segundo ele, desde 2017 não é realizada. “Vamos pedir dados, solicitando informações ao governo de relatórios quadrimestrais para ser apresentados em audiência”, concluiu.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva/ Eduardo Andrade

Instituições concordam que bloqueio da BR-174 deve ser resolvido por meio do diálogo

Representantes presentes em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa defendem retirada da corrente por meio do consenso com os waimiri-atroari

O bloqueio da BR-174 das 18h às 6h da manhã, no trecho da reserva indígena Waimiri-Atroari, foi tema de audiência pública nesta quinta-feira (28) na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), proposta pelo deputado Jeferson Alves (PTB). Foi consenso entre as instituições presentes que é necessário o diálogo entre índios e não-índios para resolver o impasse que diariamente isola Roraima do restante do país por 12 horas.

Os representantes da etnia Waimiri-Atroari não participaram do evento. O resultado da audiência, segundo o deputado, será encaminhado para o Governo Federal. “O governo Bolsonaro teve 70% dos votos em Roraima, prometendo a retirada dessa corrente. Ele tem que se manifestar”, afirmou Jeferson Alves.

Durante o bloqueio, só e autorizada a passagem de ônibus de linha interestadual, caminhões com cargas perecíveis e ambulâncias. Os representantes dos segmentos econômicos do Estado e da Assembleia Legislativa foram unânimes em defender a retirada da corrente.

Representantes do Ministério Público de Roraima (MPRR) e da Universidade Federal de Roraima (UFRR) disseram que o primeiro passo para o diálogo foi a realização da audiência pública, dando oportunidade para ouvir os atores envolvidos no processo, e de se analisar o contexto histórico desse bloqueio.

Sem definir se é favorável ou contra a permanência da corrente, mas contestando o posicionamento dos segmentos econômicos, o líder indígena Anselmo Yanomami, fez vários questionamentos. Se discute a retirada da corrente como se os povos indígenas fossem a única causa do atraso para Roraima”, criticou.

O discurso dele foi contestado pelos parlamentares que participaram da audiência, como Neto Loureiro (PMB). “A corrente é apenas um dos atrasos. Precisamos de diálogo, mas sou a favor da retirada da corrente”, rebateu.

Na mesma linha, a deputada Aurelina Medeiros (Podemos) ressaltou que o direito de ir e vir é para todos. “Não pensamos que os índios são o atraso do Estado, mas que a corrente é o atraso da própria comunidade indígena”, afirmou.

Participaram também da audiência os deputados Éder Lourinho (PTC), que defendeu o fim da corrente de bloqueio, e a deputada Catarina Guerra (SD), que afirmou que o único caminho para a solução é o diálogo, uma vez que tanto os favoráveis quanto os contrários defendem respeito aos seus interesses.

Governo afirma que bloqueio não é regulamentado

O secretário estadual de Planejamento, Marcos Jorge, ressaltou que não há regulamentação legal para a prática. “Parabenizo o Poder Legislativo por essa discussão, pois há uma cultura de se fechar essa corrente por 12 horas, mas não há nenhuma norma que autorize o fechamento. E pensando no desenvolvimento pacífico de todo o estado de Roraima, é que o Governo se manifesta pela retirada da corrente”, disse.

O professor da Universidade Federal de Roraima, Marcos Braga, defendeu o direito de consulta às comunidades indígenas para se encontrar caminhos que resolvam a situação. Ele ressaltou que o cenário atual é bem diferente da época em que o 6º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) colocou a corrente, quando na década de 60 e 70, a etnia foi quase dizimada.

“Temos que levar em consideração a digressão histórica porque o contexto há 40 anos era outro. Discutir junto aos waimiri-atroari uma nova flexibilidade, porque o controle tem que existir”, disse o pesquisador.

Participaram ainda representantes da Fecomércio, Coopertan (Cooperativo de Transporte Autônomo Cargas do Norte), Famer (Federação das Associações de Moradores de Roraima), Sindigrãos (Sindicato das Indústrias de Grãos).

Texto: Marilena Freitas

Foto: Eduardo Andrade

CRISE MIGRATÓRIA – Deputados discutem dados da Operação Acolhida em Roraima

Exército expôs um balanço sobre o primeiro ano da operação; uma audiência pública foi proposta para apresentação dos dados à sociedade

Na tarde desta quarta-feira (27), os deputados da Comissão de Relações Fronteiriças da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) se reuniram com representantes da Operação Acolhida, para tratarem sobre a atual situação da imigração venezuelana no Estado. A reunião foi realizada na 1ª Brigada de Infantaria de Selva, no bairro 13 de Setembro.

Durante a reunião, o Exército apresentou dados sobre o primeiro ano da Operação Acolhida em Roraima, que nos últimos 12 meses desenvolveu uma força-tarefa para o ordenamento da fronteira, acolhimento e interiorização de venezuelanos de Roraima para o restante do país.

Para a presidente da Comissão de Relações Fronteiriças, deputada Ione Pedroso (SD), o encontro serviu para que os parlamentares tenham uma real noção do trabalho da operação no Estado. “Foi de extrema relevância pra gente ter um retorno do trabalho que está sendo feito e manifestar aos nossos pares, a própria Assembleia e a população, sobre esse trabalho feito a frente dessa problemática que estamos enfrentando.”

Ao final da reunião, a deputada Ione Pedroso propôs uma audiência pública para apresentação dos dados à comunidade e para que outras instituições envolvidas possam sugerir providências para que o Estado de Roraima seja menos penalizado pelo acolhimento de imigrantes venezuelanos.

O deputado Renan Filho (PRB) também participou da reunião como membro da Comissão de Relações Fronteiriças, além de Neto Loureiro (PMB), como p da Comissão de Saúde.

Roraima recebe 500 imigrantes por dia, afirma Exército

Conforme os dados apresentados pela Operação Acolhida, chegam ao Brasil aproximadamente 500 venezuelanos por dia, desses, menos da metade solicitam refúgio ou residência temporária. Até hoje 5.121 venezuelanos foram interiorizados à 19 estados do país, a maior quantidade foi para o estado de São Paulo. O processo de interiorização iniciou no dia 5 de abril de 2018.

Para o coordenador-operacional-adjunto da Operação Acolhida, coronel Georges Kanaan, essa força tarefa tem o objetivo de cooperar com os órgãos com relação nas ações humanitária aos imigrantes. Durante a reunião, o Exército manifestou o desejo de transferir a responsabilidade da Operação Acolhida para o Estado, de acordo com o coronel Kanaan, é importante que o governo fique por dentro desse fluxo migratório. “Cabe ao Governo do Estado uma resposta a esse fluxo migratório que está ocorrendo no próprio estado. A operação é uma resposta a essa imigração que vem acontecendo desde 2015 e cresce até se transformar o que encontramos em 2017”, citou.

Sobre o interesse do Poder Legislativo em relação às atividades desenvolvidas pela Operação no Estado, o general Márcio Bessa avaliou de forma positiva a iniciativa. “É importante que todos tenham conhecimento dos resultados da Operação Acolhida, que são realmente grandiosos. É desenvolvido um trabalho em Pacaraima como aqui em Boa Vista e é importante que seja divulgados”, concluiu.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

CULTURA – Comissão se reúne com Conselho Estadual para discutir leis de incentivo ao setor

Outro ponto abordado foi a proposta do Governo do Estado de fundir a Secult com a Setrabes

Após a sessão ordinária desta quarta-feira (27), os deputados membros da Comissão de Cultura e Juventude, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), se reuniram com representantes do Conselho Estadual de Cultura para discutir a atualização das leis de incentivo à cultura e as dificuldades enfrentadas pelo setor.

Outro ponto discutido durante a reunião foi a proposta apresentada pelo Governo do Estado, de fundir a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) com a do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes).

Durante a reunião, a conselheira Elena Fioretti falou sobre a importância da revisão das legislações que regem a cultura em Roraima. “O sistema estadual de cultura também abriga os marcos legais, onde entra a Lei de Incentivo à Cultura, o Fundo Estadual de Cultura, a Lei de Proteção de Patrimônio e uma série de leis que precisam ser revistas e ajustadas para a valorização dos patrimônios e da classe no Estado.”

Os deputados ouviram as demandas e se posicionaram a favor da classe. Para o presidente da Comissão de Cultura e Juventude, deputado Renan Filho (PRB), a possível fusão das secretarias comprometerá o setor. “Acho que seria um passo negativo para a cultura no Estado. Nos reunimos com o conselho e eles se mostraram preocupados com isso, então o que foi discutido aqui vamos conversar com o governo para que ele dê mais atenção à classe.”

Sobre a cultura do Estado, Renan disse que é necessário investimento para que o setor seja mais valorizado. “Tem muita gente que vive hoje da cultura, e é com essas pessoas que estamos preocupados. Hoje somos destaques nacional com as quadrilhas juninas, por exemplo, e acho que cortar a estrutura da cultura não será a melhor alternativa”, concluiu.

As solicitações com as demandas e pontuações feitas pelo Conselho Estadual de Educação à Comissão de Cultura e Juventude, serão encaminhadas aos Executivo, para seja desenvolvido um diálogo em busca de soluções.

Texto: Jéssica Sampaio

Foto: Alex Paiva

Xingu pede que Casa não vote projetos do Governo enquanto não houver soluções para problemas do Estado

Deputados cobram providências para a manutenção de concursos e para garantir o cumprimento de direitos conquistados por servidores estaduais

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Jânio Xingu (PSB), solicitou aos demais deputados que não votem projetos de autoria do Executivo enquanto o Governo do Estado não der uma resposta concreta a problemas que têm afetado a vida de cidadãos roraimenses. Ele citou como exemplos o cancelamento de concursos e questões ligadas aos servidores públicos.

O pedido foi feito durante sessão plenária desta quarta-feira (27), no plenário Noêmia Bastos Amazonas. O parlamentar ressaltou a precariedade financeira que tem atingido milhares de famílias. “Há mais de 60 mil pessoas passando fome em Roraima”, lamentou Xingu, ao citar que outra preocupação são servidores que temem perda de direitos pela não execução de planos de cargos e salários e a não realização de concursos públicos.

“Enquanto não houver uma discussão clara de que o Governo de Roraima vai fazer pelo povo, essa Casa não pode votar nenhum projeto a favor do Governo”, ressaltou o parlamentar.

Ele disse ainda que levará este pedido à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e aproveitou para convocar uma audiência pública para ouvir Governo, concurseiros e concursados, a fim de encontrar uma solução para estes problemas.

Deputados apoiam decisão e cobram providências do Governo

Em aparte, o deputado Gabriel Picanço (PRB) compartilhou do mesmo pensamento de Xingu e sugere diálogo com o governador Antônio Denarium, para saber os rumos tomados pelo Executivo para resolver questões que travam o desenvolvimento de Roraima.

Outro a usar a palavra foi o deputado Renato Silva (PRB). “O problema do Estado de Roraima não é o servidor público, não é o concursado. O problema são os contratos superfaturados”, afirmou o parlamentar. Ele garantiu que, como presidente da Comissão de Viação, Transporte e Obras, irá fiscalizar todos os contratos existentes no Executivo e torna-los públicos.

Já o deputado Jorge Everton (MDB) disse que não aceita que pais e mães sejam demitidos, concursos sejam cancelados e PCCRs não cumpridos sem diálogo com o Legislativo. “Não se deve aprovar por aprovar os projetos. Eles não podem ser tratados no escuro e jogado no plenário para aprovação, apenas. Precisamos dialogar, discutir nas comissões e construir um entendimento e, junto com a Base, ver a melhor solução”.

O líder do Governo na ALE-RR, deputado Soldado Sampaio (PCdoB), defendeu a postura do Executivo nos três primeiros meses de atuação em 2019. Afirmou que não deixará de lutar pelas classes de trabalhadores e continuará a dialogar com os movimentos e sindicatos. “Quanto aceitei ser o líder, foi para ajudar a conduzir e esta Casa tem o papel importante para encontrar e retomar o caminho do desenvolvimento. É preciso fazer os ajustes necessários e isso o Governo está se propondo a fazer.”

Nilton do Sindipol (PATRI) apontou para falta de planejamento no Estado. Ele não concorda, por exemplo, com determinados pagamentos para cooperativas, dinheiro que poderia ser investido na estrutura do próprio estado. Reforçou que na semana passada, protocolou um pedido de reunião dos parlamentares com o chefe do Executivo para discutir as situações. “O povo está passando fome, não tem comida, não tem Saúde, não tem Educação”.

Dhiego Coelho (PTC) enfatizou que em três meses, o Governo já deveria ter atos concretos em benefício da população. “Estamos fechando 90 dias de Governo e não estamos vendo nenhuma atitude positiva.”

A deputada Ione Pedroso (SD) usou a movimentação indígena em frente à Assembleia Legislativa para alertar que estas pessoas também foram atingidas pela crise. “Nós também devemos ter um olhar especial voltado a esse povo que vive em condições de precariedade.”

Já a deputada Betânia Medeiros (PV) concluiu ao frisar que a Assembleia Legislativa não pode ser omissa perante os problemas do Estado. “O povo sofre sem medicamento, nas filas dos hospitais. O povo de Roraima não elegeu 24 deputados para se calarem. Independente de sermos a favor ou contra, temos que pensar a favor do povo.”

Texto: Yasmin Guedes

Foto: SupCom ALE-RR

MOÇÃO DE PESAR – Jeferson Alves homenageia ex-servidora da Assembleia Legislativa

Wilma Romão trabalhava na Segunda-Vice-Presidência da Casa e morreu em decorrência de um AVC

O deputado Jeferson Alves (PTB) protocolou, na Assembleia Legislativa de Roraima, uma moção de pesar pela morte da servidora Wilma Romão Silva, aos 54 anos, então funcionária da Segunda-Vice-Presidência da Casa. Ele usou a tribuna do plenário, nesta quarta-feira (27), para homenageá-la.

Wilma morreu no dia 23 de março, em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), em Boa Vista. “Apresentei uma moção de pesar que expressa meus sentimentos, uma amizade com mais de 20 anos. Ela me conheceu ainda garoto e foi uma perda muito dura”, disse o deputado.

A servidora era natural da cidade de Vitorino Freire, no Maranhão, residente em Roraima há 48 anos. Deixou marido, cinco filhos e dois netos. Trabalhou nas escolas Caranã, Jesus Nazareno e Senador Hélio Campos, na Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima), Palácio Senador Hélio Campos e, desde janeiro deste ano, na Assembleia Legislativa de Roraima.

Texto: Yasmin Guedes

Foto: SupCom ALE-RR