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Avicultores pedem apoio para evitar interdição de abatedouros em feiras livres

A discussão gira em torno da estrutura desses estabelecimentos, pois a Aderr diz que existem questões técnicas que precisam ser observadas e outras instituições precisam ser chamadas para a mesa de debates.

Um grupo de pequenos empreendedores do ramo de abate de aves, na modalidade artesanal, se reuniu com o deputado Soldado Sampaio, (PC do B), vice-líder do Governo na Assembleia, para buscar saídas na tentativa de interromper a interdição de abatedouros existentes em feiras livres da cidade. A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira, 17 de abril, na sala de reuniões da Casa Legislativa e contou com a participação de representantes da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima, (Aderr), que confirmaram a interdição de quatro abatedouros na Capital.

A grande discussão gira em torno da estrutura desses estabelecimentos, pois a Aderr sustenta que existem questões técnicas que precisam ser observadas e outras instituições precisam ser chamadas para a mesa de debates. Para encaminhamento e agilidade na busca de soluções, o deputado Soldado Sampaio sugeriu a realização de uma audiência pública na próxima segunda-feira, 24, para discutir o tema, com a participação de todos os envolvidos, tanto na esfera municipal, quanto estadual e privada.

“Estamos construindo um entendimento com órgãos como Aderr, Ministério Público e Vigilância Sanitária, para que haja prazo suficiente para encontrarmos uma saída e resolver a questão deste segmento do comércio local”, completou Sampaio.

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), Vicente Barreto, afirmou que as interdições já realizadas na capital, serão mantidas, “os estabelecimentos precisam estar nas condições necessárias de higiene que o produto merece, para ser liberados. Nossa missão é fiscalizar, pois trabalhamos com segurança alimentar e para isso temos normas sanitárias que precisam ser seguidas por quem atua neste segmento”, explicou. Ele afirmou que a audiência pública será um excelente momento para tratar principalmente sobre a legislação que tange esta atividade.

Andressa Peixoto, uma das empresárias do setor, espera uma solução rápida para que eles tenham tranquilidade para trabalhar. São aproximadamente, segundo ela, 250 microempresários do ramo que possuem abatedouros nas feiras livres de Boa Vista. Cada abatedouro abate em média 50 aves diariamente. Ela explica ainda que uma das soluções seria a construção de um abatedouro que atenda a demanda diária deles e que esteja localizado dentro da área urbana de Boa Vista.

“As interdições não prejudicam apenas os produtores, vendedores ou consumidores, mas o consumidor”, considerou.

Durante a reunião, os empreendedores reconheceram que essa é uma discussão ampla e que precisa de um resultado, porém a  interdição não seria a saída.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

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